No
seguimento do ultimo texto que vos partilhei, sobre a doença que me afecta,
recebi inúmeras mensagens de agradecimento pela partilha, mas também de louvor
pela coragem da mesma.
Essas
mensagens criaram a necessidade de hoje vos trazer o tema: Vulnerabilidade.
Durante
a formação em Psicologia, é-nos ensinado desde muito cedo que uma certa distancia
e inacessibilidade contribuem para o prestigio e que, se formos demasiados
empáticos a nossa credibilidade é colocada em causa.
Foram
anos a ouvir isto, mas o certo é que quando fiquei frente a frente com o
primeiro paciente, essa premissa desapareceu e só a empatia e a vontade de dar
e ajudar surgiram em mim.
Mais
tarde [em 2013], com a criação do Blog, surgiu novamente essa premissa da
necessidade de manter um certo distanciamento... Tinha de me proteger,
diziam-me!
Como
poderia arriscar ser vulnerável, contando histórias sobre o meu caminho até
aqui, sem parecer frágil para vos ajudar? Como ter uma “capa” profissional?
Inicialmente
foquei-me muito em histórias de casos clínicos, mas rapidamente comecei a
soltar palavras sobre mim, sobre todos nós, sobre a vida. Não temi as
consequências.
Esta
sou eu, esta é a minha forma de vos chegar, com partilhas reais [minhas ou de
outros], com pontos em comum na vida de cada um.
Somos
todos iguais no Ser e no Sentir e não é por ter esta Missão que sinto de forma diferente.
Sou tão pessoa como vós. Apenas tenho ferramentas para vos iluminar o caminho e
ajudar-vos a seguir o caminho do Amor.
Estamos
aqui para criar vínculos uns com os outros. É este vinculo que dá propósito e
significado às nossas vidas.




