08/05/17

Ver com o coração




Foi já tarde que este livro veio parar à minha mão... Num momento de crescimento pessoal e profissional "caiu" o Principezinho no meu colo para nunca mais personificar apenas uma prateleira de livros, mas para sempre ficar nas memórias das aprendizagens da minha vida.
Deviam leccionar nas escolas uma cadeira com o nome "ver com o coração" ou "o essencial é invisível aos olhos", ou algo similar, em que fosse transmitida toda a simbologia da importância dos afectos.
Afectos... Amor...
As palavras mais presentes no meu blog, no meu trabalho, na minha vida.
Tento colocar amor em tudo o que faço [ás vezes não consigo], tento transmitir a sua importância diariamente e percebo [confirmo mais uma vez] que a grande dificuldade em Amar[a nós e ao outro] vem do início da nossa existência.
Houve um abraço que não recebemos, um elogio que não nos fizeram naquele dia tão importante... O colo que não tivemos quando o mundo parecia acabar. As palavras  que não ouvimos “vai ficar tudo bem”, quando estava tudo mal...
Pequenos [gigantes] detalhes que marcam a nossa forma de ver o Amor e de Amar.

É na vida adulta, que percebemos o como somos carentes de afecto e o como o precisamos todos os dias.
É na vida adulta que percebemos o como as relações são difíceis. O como sonhamos que corram bem e o como nos sentimos incapazes de o concretizar.
As relações são imperfeitas! As relações são difíceis!

Dois olhares que se cruzam... Dois corações que aceleram e duas vontades que se juntam “num só corpo”. Sonhos e promessas de que será para sempre, que esta é a pessoa certa [isso existe?], que desta vez será fácil e cor-de-rosa.

É assim que começa cada história de Amor.
Mas... O tempo passa e a perfeição desaparece [ela nunca existiu]. A paixão é “infectada” pelas imperfeições do outro e as certezas dão lugar às incertezas.
Tens medos?
Tens traumas?
Tens bagagem de uma vida?
Só queres ser feliz?
A outra pessoa também!
Por isso as relações são tão difíceis...
Todos trazemos passado que dificulta a capacidade de viver o presente.
Todos precisamos de aprender a ver com o coração.
É com o coração que conseguiremos enfrentar todas as provações que a vida nos coloca.

As relações são imperfeitas e difíceis, mas podem ser tão felizes!!!
Apenas precisas de confiar em ti, confiar no amor que sentes, ouvir o teu coração e trabalhar em equipa [não é possível amar pelos dois].
Não permitas que os medos e os desejos te façam perder do essencial!
Não permitas que o silencio e a distancia sejam família.
Lembras-te do que sentias e sonhavas?
Resgata esse sentimento bom!
Não te poupes nas palavras... Gostas de ouvir “Amo-te”?
A outra pessoa também. Diz-lhe!

Numa relação, o essencial é invisível aos olhos. Só verás bem com o coração.
Insiste na felicidade. Ela existe [dá imenso trabalho, mas vale bem o esforço].


Com Amor,

Débora Água-Doce
SHARE:

19/04/17

Há um momento...






Há um momento na tua vida em que percebes o quanto já cresceste. O quanto já caminhaste neste mundo que te ofereceram. 
Percebes que os obstáculos são transponíveis e que os dramas que outrora viveste não significam nada neste momento.
Percebes que existem estradas que tens de percorrer até ao fim, que os erros não te definem e que se falhares o mundo não acaba.
Há um momento em que já não tens pressa de provar absolutamente nada a ninguém.
Há um momento na vida em que descobres que a vida é o agora!


Um abraço,
Débora Água-Doce
SHARE:

17/04/17

Pratica o desapego



Sinto em quase tudo à minha volta que estamos a passar por uma transformação.
O mundo está em constante transformação, mas nós sobretudo!
Estamos a passar por uma transformação das significativas, das boas...
Cada vez mais reparo que caminhamos no sentido da descoberta do eu, da descoberta do sentido da vida, daquilo que realmente nos faz felizes.
Cada vez mais nos importamos menos com o ter e nos preocupamos mais com o ser. E é aqui que reside a mudança!
Não é o que temos que nos faz quem somos! É o que sentimos e pensamos!
Estamos a mudar o nosso estilo de vida! A forma como valorizamos os momentos e as nossas escolhas começam a ser determinadas pelo que sentimos genuinamente e não pelo que a sociedade nos foi incutindo como necessidade.
Reparo que cada vez mais as pessoas sentem uma enorme necessidade de se encontrarem, de encontrarem um significado para a vida diferente daquele que sempre as acompanhou mas que não as realizou.
Cada vez mais sentem a necessidade de partir sozinhas para outra cultura em busca de paz e limpeza interior. [Também eu já o fiz e foi uma das melhores decisões da minha vida, já vos falei sobre isso mas deixo aqui o link para quem não leu: 

Frequentemente somos sujeitos a ansiedades e angustias porque não podemos comprar uma coisa que queremos muito, ou porque nos endividamos para a ter, ou porque não podemos usufruir dela ou porque simplesmente a perdemos. Inevitavelmente, essas coisas até poderão ter algum simbolismo, mas será que realmente se questiona da verdadeira importância das mesmas na sua vida? São apenas coisas. Objectos!!!
Trazem-lhe assim tanta felicidade?
Estas coisas até podem contribuir para algum bem-estar, mas não nos tornam melhores pessoas. Na realidade potenciam em nós uma dependência e uma necessidade de as ter e substituir frequentemente, tornando-se um vício.
Neste sentido, venho sugerir que pratique [ou tente] o desapego das coisas materiais, procurando outras coisas que lhe proporcionem prazer. O importante é ocupar a sua mente com atividades positivas longe do mundo material.
A prática da meditação é uma boa opção, pois permite-nos refletir sobre os nossos comportamentos e escolhas.
Sugiro que reserve um tempo do seu dia só para si. O seu momento diário, onde faz algo que lhe agrade.
Faça voluntariado (a melhor escolha).
Esteja com as pessoas de quem gosta.
Passe tempo com o seu animal de estimação.
Leia um livro.
Preste atenção aos pormenores... Reparou alguma vez no que existe realmente à volta da sua casa? Conhece o Sr. Joaquim que vive há muito tempo na rua, que ouve música e fala com os pombos naquele banco de jardim do seu bairro?
E as crianças que brincam no jardim? Já reparou nelas?
Preste atenção ao que existe...
E se lhe for possível, viaje!

Comece devagar a praticar o desapego e devagar perceberá o que andou a perder e como a sua vida é mais leve ao deixar “cair” aquilo que achava impossível viver sem...


Um abraço,
Débora Água-Doce



SHARE:

04/04/17

Viagens que nos levam a nós




De pé descalço, de olhos no horizonte sentes e respiras liberdade. Aquela liberdade de quem não cumpre um horário, de quem não precisa desempenhar um papel, de quem pode simplesmente ser!
Sentes a brisa da vida que te lembra como estas vivo e que a vida é um instante. Um instante em que escolhes que seja puro e leve ou turvo e pesado. 
És tu quem decide o instante que é viver [a tua vida].
Existem viagens que te devolvem o ser [mesmo que por instantes], que te colocam em contacto com a tua essência, com o ser mais intimo [aquele que muitas vezes tens receio de deixar emergir pela vulnerabilidade em que te coloca], contigo!
Existem viagens que te levam a ti. A ti sem máscaras, sem filtros, sem "se's" nem "mas". 
Viagens em que vais e és!!!


Débora Água-Doce
SHARE:

15/03/17

Gosto de acreditar...



Gosto de acreditar que amanhã o sol vai brilhar!
Gosto de acreditar que é possível!
Gosto de acreditar que a nossa vontade determina o empenho que colocamos na nossa vida!
Gosto de acreditar que nunca é tarde para recomeçar!
Gosto de acreditar que existe em cada um de nós a capacidade de fazer acontecer!
Gosto de acreditar que não existem impossíveis!
Gosto de acreditar que existem Amores para Sempre...
Gosto de acreditar que cabe a nós permitir que esses Amores durem para Sempre...
Gosto de acreditar em Sonhos!
Gosto de acreditar que os Sonhos são concretizáveis!
Gosto de acreditar que o Amor existe!

Gosto de vos ajudar a acreditar que é possível!


Débora Água-Doce


SHARE:
© A Psicóloga que também é Blogger . All rights reserved.