19/04/17

Há um momento...






Há um momento na tua vida em que percebes o quanto já cresceste. O quanto já caminhaste neste mundo que te ofereceram. 
Percebes que os obstáculos são transponíveis e que os dramas que outrora viveste não significam nada neste momento.
Percebes que existem estradas que tens de percorrer até ao fim, que os erros não te definem e que se falhares o mundo não acaba.
Há um momento em que já não tens pressa de provar absolutamente nada a ninguém.
Há um momento na vida em que descobres que a vida é o agora!


Um abraço,
Débora Água-Doce
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17/04/17

Pratica o desapego



Sinto em quase tudo à minha volta que estamos a passar por uma transformação.
O mundo está em constante transformação, mas nós sobretudo!
Estamos a passar por uma transformação das significativas, das boas...
Cada vez mais reparo que caminhamos no sentido da descoberta do eu, da descoberta do sentido da vida, daquilo que realmente nos faz felizes.
Cada vez mais nos importamos menos com o ter e nos preocupamos mais com o ser. E é aqui que reside a mudança!
Não é o que temos que nos faz quem somos! É o que sentimos e pensamos!
Estamos a mudar o nosso estilo de vida! A forma como valorizamos os momentos e as nossas escolhas começam a ser determinadas pelo que sentimos genuinamente e não pelo que a sociedade nos foi incutindo como necessidade.
Reparo que cada vez mais as pessoas sentem uma enorme necessidade de se encontrarem, de encontrarem um significado para a vida diferente daquele que sempre as acompanhou mas que não as realizou.
Cada vez mais sentem a necessidade de partir sozinhas para outra cultura em busca de paz e limpeza interior. [Também eu já o fiz e foi uma das melhores decisões da minha vida, já vos falei sobre isso mas deixo aqui o link para quem não leu: 

Frequentemente somos sujeitos a ansiedades e angustias porque não podemos comprar uma coisa que queremos muito, ou porque nos endividamos para a ter, ou porque não podemos usufruir dela ou porque simplesmente a perdemos. Inevitavelmente, essas coisas até poderão ter algum simbolismo, mas será que realmente se questiona da verdadeira importância das mesmas na sua vida? São apenas coisas. Objectos!!!
Trazem-lhe assim tanta felicidade?
Estas coisas até podem contribuir para algum bem-estar, mas não nos tornam melhores pessoas. Na realidade potenciam em nós uma dependência e uma necessidade de as ter e substituir frequentemente, tornando-se um vício.
Neste sentido, venho sugerir que pratique [ou tente] o desapego das coisas materiais, procurando outras coisas que lhe proporcionem prazer. O importante é ocupar a sua mente com atividades positivas longe do mundo material.
A prática da meditação é uma boa opção, pois permite-nos refletir sobre os nossos comportamentos e escolhas.
Sugiro que reserve um tempo do seu dia só para si. O seu momento diário, onde faz algo que lhe agrade.
Faça voluntariado (a melhor escolha).
Esteja com as pessoas de quem gosta.
Passe tempo com o seu animal de estimação.
Leia um livro.
Preste atenção aos pormenores... Reparou alguma vez no que existe realmente à volta da sua casa? Conhece o Sr. Joaquim que vive há muito tempo na rua, que ouve música e fala com os pombos naquele banco de jardim do seu bairro?
E as crianças que brincam no jardim? Já reparou nelas?
Preste atenção ao que existe...
E se lhe for possível, viaje!

Comece devagar a praticar o desapego e devagar perceberá o que andou a perder e como a sua vida é mais leve ao deixar “cair” aquilo que achava impossível viver sem...


Um abraço,
Débora Água-Doce



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04/04/17

Viagens que nos levam a nós




De pé descalço, de olhos no horizonte sentes e respiras liberdade. Aquela liberdade de quem não cumpre um horário, de quem não precisa desempenhar um papel, de quem pode simplesmente ser!
Sentes a brisa da vida que te lembra como estas vivo e que a vida é um instante. Um instante em que escolhes que seja puro e leve ou turvo e pesado. 
És tu quem decide o instante que é viver [a tua vida].
Existem viagens que te devolvem o ser [mesmo que por instantes], que te colocam em contacto com a tua essência, com o ser mais intimo [aquele que muitas vezes tens receio de deixar emergir pela vulnerabilidade em que te coloca], contigo!
Existem viagens que te levam a ti. A ti sem máscaras, sem filtros, sem "se's" nem "mas". 
Viagens em que vais e és!!!


Débora Água-Doce
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15/03/17

Gosto de acreditar...



Gosto de acreditar que amanhã o sol vai brilhar!
Gosto de acreditar que é possível!
Gosto de acreditar que a nossa vontade determina o empenho que colocamos na nossa vida!
Gosto de acreditar que nunca é tarde para recomeçar!
Gosto de acreditar que existe em cada um de nós a capacidade de fazer acontecer!
Gosto de acreditar que não existem impossíveis!
Gosto de acreditar que existem Amores para Sempre...
Gosto de acreditar que cabe a nós permitir que esses Amores durem para Sempre...
Gosto de acreditar em Sonhos!
Gosto de acreditar que os Sonhos são concretizáveis!
Gosto de acreditar que o Amor existe!

Gosto de vos ajudar a acreditar que é possível!


Débora Água-Doce


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14/03/17

O que se passa dentro de ti?




Ouves o teu coração primeiro em vez das vozes que te rodeiam?
Segues os teus sonhos em vez dos sonhos que te apresentam?
Tens capacidade de estar em silencio e precisas disso para te sentires bem?
Fazes coisas por ti mas pelos outros também?
És grato pelo que tens?

Sim!? Então sorri! Caminhas com Amor [amor-próprio].


Débora Água-Doce

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13/03/17

O que andamos a fazer com “quem somos”?






Vou começar por contar-vos uma história… Uma história escrita por Saint-Exupéry! Em Terra aos Homens, conta-nos como o piloto Henri Guillaumet se perdera na cordilheira dos Andres.

“Durante três dias, ele havia caminhado sempre a direito no meio de um frio glacial. Por fim, caiu, de bruços, com a cara na neve. Aproveitando o momento de repouso inesperado, compreendeu que, se não se levantasse imediatamente, nunca mais se conseguiria por de pé. Mas, esgotado até à alma, já não lhe apetecia fazê-lo. Preferia agora uma morte suave, indolor, calma. Mentalmente, disse adeus à mulher, aos filhos. No seu coração, sentiu uma ultima vez o amor por eles. Depois, uma ideia apoderou-se dele bruscamente: se não encontrassem o seu corpo, a mulher ia ter de esperar quatro anos para receber o seguro de vida dele. Abrindo os olhos, viu então uma rocha que emergia da neve cem metros adiante. Se se arrastasse até lá, o seu corpo seria uma pouco mais visível. Talvez o encontrassem mais depressa. Por amor pelos seus, erguera-se e recomeçara a andar. Mas agora, era levado pelo seu amor. E não parou mais, percorrendo ainda mais de cem quilómetros na neve antes de chegar a uma aldeia. Mais tarde, diria: “o que fiz, nenhum animal do mundo teria sido capaz de fazer.” Quando a sua sobrevivência deixou de ser motivação suficiente, foi a consciência dos outros, o seu amor, que lhe forneceram a força para continuar”.

Costuma-se dizer que a vida é uma luta, mas uma luta que não tem valor quando travada apenas por si próprio. Exemplo disso é a história acima mencionada, foi o cuidar dos outros que ajudou o piloto a lutar pela vida.

“Se eu não tratar de mim, então quem é que trata? E se eu só tratar de mim, então sou o quê? E se eu não me preocupar com isso agora, preocupo-me quando?” Hillel, O Tratado dos Pais
Fazem-lhe sentido estas questões?
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08/03/17

Procuras uma barbie ou uma Mulher?


Foto: Pau Storch

As barbies estão sempre arranjadinhas!
As barbies estão sempre maquilhadas e bem vestidas!
As barbies não dizem “não”, não te contrariam!
As barbies não te desafiam!
As barbies não têm desejos nem vontades!
As barbies agradam toda a gente!
As barbies são sempre elogiadas!
As barbies são sempre apreciadas e admiradas.
As barbies têm sempre uma vida social fantástica.
As barbies estão sempre a publicar fotos em biquíni e dos momentos fantásticos da sua vida!
As barbies não sofrem!
As barbies estão sempre felizes!
As barbies, não sentem!
As barbies não existem!!!!

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