No Amor, nas relações... Por si, pelo seu
bem-estar e dos outros: Perdoe.
Por vezes ficamos tão centrados na nossa
razão e focados na discussão/conflito que esquecemos que é a relação que sofre.
Perdoar significa compreendermos as duas partes e aceitar as imperfeições de
ambos.
“O
perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de
ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de
uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de
castigo ou restituição.
O
perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa
que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa
perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e
pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode
perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros
casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou
restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por
acreditar que ele é capaz de perdoar.
O
perdão é o ato de se desprender do ressentimento. Vem do coração, é sincero,
generoso e não fere o amor próprio do ofensor Não impõe condições humilhantes,
nem é motivado por orgulho ou ostentação.”
Origem: Wikipédia
Perdoar
é promover o desenvolvimento pessoal!
Perdoar
é a possibilidade de viver em relação.
O perdão nem sempre é fácil, contudo,
permite-nos reconstruir relações. Saber perdoar a nós próprios e a quem nos
magoou é um ato necessário para nos libertarmos de rancores, evitar a
psicossomática e avançar com a nossa vida.
Perdoar não significa aceitar tudo. Perdoar não
é ser condescendente. É libertar-se do seu sentimento de mágoa para com o outro
e/ou relativamente a si próprio. Em algumas fases da nossa vida deparamo-nos
com situações que nos maldizem e magoam, em maior ou menor escala, e, portanto,
esta capacidade de perdoar é essencial.
Não
perdoar é alimentar o ressentimento!
O ressentimento desgasta-nos física e
emocionalmente. O ressentimento, para além de ser extenuante, é um sentimento
que leva à depressão, ansiedade e perturbações da ansiedade, alterações no
sistema imunitário, dificuldades cardíacas e outros problemas físicos
relacionados com o nível de stress do nosso organismo.
A pessoa ressentida sente necessidade de
alimentar a dor, reforçando a posição de injustiçada, contudo, esses
sentimentos negativos estão fortemente relacionados com a psicossomática,
colaborando para o aparecimento de sintomas físicos e até de doenças graves.
“Perdoar
significa deixar ir o passado” (Gerald Jampolsky).
Existem situações que nos magoam de
determinada forma, em que é bastante difícil “esquecer” o que nos magoou e,
muitas vezes recordamos uma e outra vez essa dor.
Contudo, esse recordar não acrescenta nada de
positivo à nossa vida, apenas nos impede de avançar.
Quando um casal fica magoado e não consegue
perdoar, dificilmente avança funcionalmente. Neste sentido, perdoar o que
aconteceu será a melhor forma de seguir numa direção positiva e ultrapassar a
situação, caso seja esse o desejo de ambos.
“Aquele
que é desprovido da capacidade de perdoar é desprovido da capacidade de amar.
Há algo de bom nos piores de nós e algo de mau nos melhores de nós. Quando
descobrimos isso, somos menos propensos a odiar os nossos inimigos” (Martin
Luther King).
Quando temos esta capacidade de perdoar,
quando assumimos esta decisão de perdoar, em vez de ficarmos absortos na dor e
no rancor, estamos com certeza a caminhar no sentido de voltar a amar e de
encontrar esse amor dentro de nós e para com os outros.
“Desculpa”
“Desculpo”!
Voltar a ter a capacidade de perdoar, aceitar
e seguir em frente, é voltar a amar!
No Amor... Conjuga-se o verbo Perdoar!
Débora Água-Doce