02/09/15
"A Senhora Dança?"
“Há pessoas que apesar das adversidades de vida olham em diante com energia e esperança.
Perderam filhos, maridos, mudaram de rumo, profissão e amigos e hoje, simplesmente, tentam ser felizes. Não se resignam a olhar as fotos a preto e branco do passado ou a uma tarde sentadas no sofá.”
“A Senhora Dança? ” é uma grande reportagem da jornalista Catarina Canelas, com imagem de Pedro Batista e edição de Miguel Freitas, que passou na TVI e contou com a minha presença, na qualidade de Psicóloga Clinica, para comentar o tema da Solidão.
Deixo-lhe o link para que possa assistir! (reportagem a partir do min13 e a minha participação a partir do min22)
18/08/15
O antes e o depois do Amor
O amor, tem poderes que jamais entenderemos!
O amor, quando acontece, transforma-nos!
O amor, quando acontece, torna-nos especiais! Conseguimos
ser ainda melhores do que sempre fomos! Sorrimos “por tudo e por nada”, suspiramos
com o olhar, o toque... o pensar...
O amor quando acontece, torna-nos mais felizes! Mais
bonitos! Mais e mais e mais... Torna-nos tanto...
O
amor, quando desaparece, leva-nos tudo. Derruba-nos. Rouba-nos os sonhos. Leva-nos
a luz do sol e faz-nos cair no chão... Num chão frio onde só vemos escuridão.
O
amor, quando desaparece, transforma-nos!
O
amor, quando desaparece, faz de nós um continuo de tristeza!
O
amor, quando desaparece, rouba-nos a vontade de fazer o que sempre gostámos!
O
amor, quando acontece e quando desaparece, é semelhante na sua capacidade de
nos transformar! É semelhante na sua imensidão de sentires!
Talvez
esta seja a sua maior característica no antes e no depois: urgência de (sobre)viver!
O
amor, rouba-nos a “vida”... Manipula-nos! E nós deixamos...
Débora
Água-Doce
30/07/15
28/07/15
22/04/15
A imperfeição do perfeito
Olho.
Diariamente
vejo vidas espelhadas nos ecrãs.
Vejo
vidas coloridas repletas de sorrisos.
Roupas
bonitas. Momentos deliciosos e refeições apetitosas.
É
espelhado no nosso olhar a felicidade dos outros.
Todos
mostram o melhor de si! O melhor dos seus dias. O que lhes dá orgulho mostrar.
O que desejam que seja visto.
É a competição
do “eu sou melhor”!
Caminho.
Encontro
vários olhares. Olhares presos no chão. Olhares sem brilho. Olhares tristes...
Encontro
roupas velhas.
Encontro
sorrisos esquecidos. Rostos petrificados.
Nas
carteiras os trocos pagam as refeições desse dia e às vezes da semana.
Caminho
mais um pouco.
Vislumbro
ao longe uma roupa bonita. Um sorriso rasgado. Um brilho no olhar...
Continuo...
Mais
olhares no chão...
Perante
tanta felicidade espelhada nas redes sociais, como se justifica tanta tristeza
nos passeios da vida?
Como
se justifica que os 100% bonitinhos não sejam reais perante esta realidade pós-ecrã?
Estamos
na era do “eu sou o melhor”, na era da “perfeição”.
Então
porque motivo esta perfeição me parece tão imperfeita?
Desafio-vos
hoje, a serem, sem quererem mostrar! Apenas sejam e sintam a liberdade de
serem!
-
Débora Água-Doce -
20/04/15
Entregar ou viver “com um pé dentro e outro fora”?
Gosto
de histórias de amor!
Gosto
de finais felizes!
Gosto
de ajudar as pessoas a acreditarem nessa possibilidade!
Diariamente
lido com finais não felizes e com histórias de desamor, mas eu acredito e continuarei
a acreditar no Amor. E, é por isso, que tento desenvolver essa capacidade de
afecto diariamente no meu consultório.
Muitas
vezes perguntam-me:
“Dra, já sofri tanto... Deverei continuar a
acreditar no Amor?
Deverei continuar a acreditar que existe a
possibilidade de ser feliz no Amor?
Apetece-me baixar os braços e ficar sozinha
para sempre...”
Entregar-se
e viver a possibilidade de ficar novamente sem “tapete”?
Amar
alguém e perder esse alguém?
Muitas
vezes, inconscientemente, desenvolvemos mecanismos de defesa que nos bloqueiam
emoções e comportamentos. O não entregar-se verdadeiramente a uma relação
poderá ter sido potenciado por uma perda, uma perda difícil de ultrapassar...
Contudo,
o não viver verdadeiramente uma relação, está a impedir-nos de experienciar uma
relação satisfatória.
É
quase como se algo faltasse sempre. O parceiro nunca será o “o outro”
complementar de mim. E nisto, vivemos relações superficiais com medo de
sofrer...
Mas
estaremos a ser felizes?
Estaremos
a dar ao outro a possibilidade de ser feliz?
Entregar
ou viver “com um pé dentro e outro fora”?
Vá
com medo, mas vá...
Se
cair, levantamo-nos outra vez!
As
vezes que forem precisas...
“Viver
com um pé dentro e outro fora” não é opção.
-
Débora Água-Doce -
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