20/04/15

Entregar ou viver “com um pé dentro e outro fora”?





Gosto de histórias de amor!
Gosto de finais felizes!
Gosto de ajudar as pessoas a acreditarem nessa possibilidade!
Diariamente lido com finais não felizes e com histórias de desamor, mas eu acredito e continuarei a acreditar no Amor. E, é por isso, que tento desenvolver essa capacidade de afecto diariamente no meu consultório.
Muitas vezes perguntam-me:
“Dra, já sofri tanto... Deverei continuar a acreditar no Amor?
Deverei continuar a acreditar que existe a possibilidade de ser feliz no Amor?
Apetece-me baixar os braços e ficar sozinha para sempre...”

Entregar-se e viver a possibilidade de ficar novamente sem “tapete”?
Amar alguém e perder esse alguém?
Muitas vezes, inconscientemente, desenvolvemos mecanismos de defesa que nos bloqueiam emoções e comportamentos. O não entregar-se verdadeiramente a uma relação poderá ter sido potenciado por uma perda, uma perda difícil de ultrapassar...
Contudo, o não viver verdadeiramente uma relação, está a impedir-nos de experienciar uma relação satisfatória.
É quase como se algo faltasse sempre. O parceiro nunca será o “o outro” complementar de mim. E nisto, vivemos relações superficiais com medo de sofrer...
Mas estaremos a ser felizes?
Estaremos a dar ao outro a possibilidade de ser feliz?

Entregar ou viver “com um pé dentro e outro fora”?
Vá com medo, mas vá...
Se cair, levantamo-nos outra vez!
As vezes que forem precisas...
“Viver com um pé dentro e outro fora” não é opção.



- Débora Água-Doce -
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16/04/15

Um fantasma que assombra e o método EMDR






A noite chega, o silencio impera!
É o momento em que os pensamentos dão tréguas.
Sinto-me confortável ao sentir os olhos a fecharem-se, a consciência a ir...

Os primeiros raios de sol surgem,
Com eles os meus olhos reagem
Um novo dia começa!
A realidade de novo se enfrenta!

A vontade de não acordar
A vontade de não lembrar
A vontade de dormir
A vontade de esquecer...
É maior do que qualquer amanhecer!


Maria sofreu de uma doença há mais de 10 anos, uma doença que quase a matou...
Hoje, continua a teme-la, receia que volte a apoderar-se de si e que desta vez a vença.
Muitas vezes acorda com o mesmo pesadelo “sonho que estão todos no meu velório”, um pesadelo que a inquieta e a impede de descansar mais nessa noite.

A Maria sofre de stress pós-traumático e a intervenção neste caso, passa pelo método EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) que quer dizer Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento Ocular. Trata-se de um método de dessensibilização e reprocessamento de experiências emocionalmente traumáticas por meio de estimulação bilateral do cérebro, a qual promove a comunicação entre os dois hemisférios cerebrais.
O processamento natural da informação é reposto e assim após uma sessão com EMDR, a percepção psicosensorial já não se manifesta como antes quando o acontecimento traumático é trazido à mente. As memórias ainda são recordadas mas o efeito perturbador desaparece. O EMDR recria o que acontece naturalmente durante o sonho ou o sono na fase REM (Rapid Eye Movement) e pode ser encarado como uma terapia de base fisiológica, que ajuda a pessoa a encarar e viver os traumas de uma forma nova e sem os efeitos perturbadores.

É um poderoso método psicoterapêutico. Um número substancial de estudos científicos já provou a eficácia do EMDR. Os resultados destes estudos indicam que se trata de uma técnica muito eficiente e que os resultados são duradouros a longo prazo.
Esta nova abordagem para o tratamento de traumas emocionais foi desenvolvida pela Drª Francine Shapiro, psicóloga americana, na década de 80, e desde então tem sido um dos métodos psicoterapêuticos mais amplamente pesquisados nos EUA, com recomendação especial da Associação Americana de Psiquiatria.
Fruto de larga pesquisa, as possibilidades de intervenção foram ampliadas passando a abranger as fobias, os transtornos do pânico, depressão e enfermidades psicossomáticas (Shapiro, 2007).


Débora Água-Doce




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09/04/15

Os limites somos nós que os criamos!




Tendemos a não valorizar o que é nosso!
Tendemos a considerar que não somos capazes!
Tendemos a sentir que os outros é que conseguem!
Tendemos a depreciar o que se faz em Portugal!
“Os de “fora” é que são bons!” Ouve-se por aí.
Mas será que os de “dentro” não têm valor?

Vou contar-vos uma história, uma história de um jovem que sonhou, lutou e conquistou.
Um miúdo que arriscou e foi atrás dos seus sonhos! Um miúdo que lutou por aprender e fazer cada vez melhor!
Concorreu a várias audições de caça-talentos, nomeadamente TVI em 2008, Ídolos 2009, Operação Triunfo 2010, contudo, sem resultados positivos.
Mais tarde, em 2012, volta a tentar a sua entrada nos Ídolos. O primeiro “sim” do miúdo sonhador, estava a acontecer. Foi aqui que o vi crescer semana a semana.
Ele trabalhou, trabalhou, trabalhou...
Foi criticado tantas, tantas e tantas vezes...
Não acreditaram nele!
O júri não o valorizava, diziam “não sei porque ainda aqui estás”...
Mas esse miúdo, acreditava no sonho dele! Esse miúdo colocou paixão em todo o seu esforço e desafiou tudo e todos...
Esse miúdo, que ouviu “não” mas não desistiu, acreditou e trabalhou... Venceu!
Esse miúdo, foi o Vencedor!

Esse miúdo, que hoje voa bem alto, mantém o brilho no olhar de quem é apaixonado pela música. Hoje, continua a sonhar e a lutar pela realização dos seus sonhos, potenciando a capacidade de sonhar a quem o ouve.

Esse miúdo, lançou agora o seu primeiro álbum. Um álbum repleto de paixão e amor, um álbum conquistado por ele, pelo seu mérito, pela sua capacidade de ouvir um “não” e continuar à procura de um “sim”.
Um álbum que adoro e que vos partilho, pois, em Portugal existe talento! Existe capacidade de fazer acontecer.

Este seu primeiro álbum, que se denomina “Espelho”, é um espelho de Amor, do Amor...
Este “Espelho”, é a “banda sonora” que está a acompanhar um novo projeto meu. Um projeto pessoal, um projeto que não me distancia da psicologia, mas me aproxima do coração, de mim...
Um projeto pessoal, que é “da Débora” e não “da psicóloga”.
Um projeto que dói e rouba sorrisos, um projeto de amor, sobre amor, com amor...
Um projeto... que tem o nome: “Tua”!

Obrigada Diogo Piçarra!


Débora Água-Doce
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08/04/15

Já te tinha dito: Não sou perfeita!





Procuras uma barbie ou uma mulher?
As barbies estão sempre arranjadinhas!
As barbies estão sempre maquilhadas e bem vestidas!
As barbies não dizem “não”, não te contrariam!
As barbies não te desafiam!
As barbies não têm desejos nem vontades!
As barbies agradam toda a gente!
As barbies são sempre elogiadas!
As barbies são sempre apreciadas e admiradas.
As barbies têm sempre uma vida social fantástica.
As barbies estão sempre a publicar fotos em biquíni e dos momentos fantásticos da sua vida!
As barbies não sofrem!
As barbies estão sempre felizes!
As barbies, não sentem!
As barbies não existem!!!!

As mulheres acordam despenteadas!
As mulheres têm remelas de manhã!
As mulheres nem sempre estão arranjadinhas e bem vestidas.
As mulheres não dizem “sim” a tudo!
As mulheres têm desejos e vontades!
As mulheres não agradam a todos.
As mulheres são às vezes elogiadas, mas não tantas como mereciam.
As mulheres cometem erros.
As mulheres protegem a sua privacidade, não andam a mostrar o corpo a qualquer um.
As mulheres sofrem!
As mulheres são felizes, também!
As mulheres sentem!
As mulheres existem!
As mulheres são reais!

Os Ken’s não existem!
Porque deveriam existir as barbies?



Débora Água-Doce
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