30/07/15
28/07/15
22/04/15
A imperfeição do perfeito
Olho.
Diariamente
vejo vidas espelhadas nos ecrãs.
Vejo
vidas coloridas repletas de sorrisos.
Roupas
bonitas. Momentos deliciosos e refeições apetitosas.
É
espelhado no nosso olhar a felicidade dos outros.
Todos
mostram o melhor de si! O melhor dos seus dias. O que lhes dá orgulho mostrar.
O que desejam que seja visto.
É a competição
do “eu sou melhor”!
Caminho.
Encontro
vários olhares. Olhares presos no chão. Olhares sem brilho. Olhares tristes...
Encontro
roupas velhas.
Encontro
sorrisos esquecidos. Rostos petrificados.
Nas
carteiras os trocos pagam as refeições desse dia e às vezes da semana.
Caminho
mais um pouco.
Vislumbro
ao longe uma roupa bonita. Um sorriso rasgado. Um brilho no olhar...
Continuo...
Mais
olhares no chão...
Perante
tanta felicidade espelhada nas redes sociais, como se justifica tanta tristeza
nos passeios da vida?
Como
se justifica que os 100% bonitinhos não sejam reais perante esta realidade pós-ecrã?
Estamos
na era do “eu sou o melhor”, na era da “perfeição”.
Então
porque motivo esta perfeição me parece tão imperfeita?
Desafio-vos
hoje, a serem, sem quererem mostrar! Apenas sejam e sintam a liberdade de
serem!
-
Débora Água-Doce -
20/04/15
Entregar ou viver “com um pé dentro e outro fora”?
Gosto
de histórias de amor!
Gosto
de finais felizes!
Gosto
de ajudar as pessoas a acreditarem nessa possibilidade!
Diariamente
lido com finais não felizes e com histórias de desamor, mas eu acredito e continuarei
a acreditar no Amor. E, é por isso, que tento desenvolver essa capacidade de
afecto diariamente no meu consultório.
Muitas
vezes perguntam-me:
“Dra, já sofri tanto... Deverei continuar a
acreditar no Amor?
Deverei continuar a acreditar que existe a
possibilidade de ser feliz no Amor?
Apetece-me baixar os braços e ficar sozinha
para sempre...”
Entregar-se
e viver a possibilidade de ficar novamente sem “tapete”?
Amar
alguém e perder esse alguém?
Muitas
vezes, inconscientemente, desenvolvemos mecanismos de defesa que nos bloqueiam
emoções e comportamentos. O não entregar-se verdadeiramente a uma relação
poderá ter sido potenciado por uma perda, uma perda difícil de ultrapassar...
Contudo,
o não viver verdadeiramente uma relação, está a impedir-nos de experienciar uma
relação satisfatória.
É
quase como se algo faltasse sempre. O parceiro nunca será o “o outro”
complementar de mim. E nisto, vivemos relações superficiais com medo de
sofrer...
Mas
estaremos a ser felizes?
Estaremos
a dar ao outro a possibilidade de ser feliz?
Entregar
ou viver “com um pé dentro e outro fora”?
Vá
com medo, mas vá...
Se
cair, levantamo-nos outra vez!
As
vezes que forem precisas...
“Viver
com um pé dentro e outro fora” não é opção.
-
Débora Água-Doce -
16/04/15
Um fantasma que assombra e o método EMDR
A noite chega, o silencio impera!
É o momento em que os pensamentos dão
tréguas.
Sinto-me confortável ao sentir os olhos a
fecharem-se, a consciência a ir...
Os primeiros raios de sol surgem,
Com eles os meus olhos reagem
Um novo dia começa!
A realidade de novo se enfrenta!
A vontade de não acordar
A vontade de não lembrar
A vontade de dormir
A vontade de esquecer...
É maior do que qualquer amanhecer!
Maria
sofreu de uma doença há mais de 10 anos, uma doença que quase a matou...
Hoje,
continua a teme-la, receia que volte a apoderar-se de si e que desta vez a
vença.
Muitas
vezes acorda com o mesmo pesadelo “sonho que estão todos no meu velório”, um
pesadelo que a inquieta e a impede de descansar mais nessa noite.
A
Maria sofre de stress pós-traumático e a intervenção neste caso, passa pelo método
EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) que quer dizer
Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento Ocular. Trata-se de um
método de dessensibilização e reprocessamento de experiências emocionalmente
traumáticas por meio de estimulação bilateral do cérebro, a qual promove a comunicação
entre os dois hemisférios cerebrais.
O
processamento natural da informação é reposto e assim após uma sessão com EMDR,
a percepção psicosensorial já não se manifesta como antes quando o
acontecimento traumático é trazido à mente. As memórias ainda são recordadas
mas o efeito perturbador desaparece. O EMDR recria o que acontece naturalmente
durante o sonho ou o sono na fase REM (Rapid Eye Movement) e pode ser encarado
como uma terapia de base fisiológica, que ajuda a pessoa a encarar e viver os
traumas de uma forma nova e sem os efeitos perturbadores.
É um
poderoso método psicoterapêutico. Um número substancial de estudos científicos
já provou a eficácia do EMDR. Os resultados destes estudos indicam que se trata
de uma técnica muito eficiente e que os resultados são duradouros a longo
prazo.
Esta
nova abordagem para o tratamento de traumas emocionais foi desenvolvida pela
Drª Francine Shapiro, psicóloga americana, na década de 80, e desde então tem
sido um dos métodos psicoterapêuticos mais amplamente pesquisados nos EUA, com
recomendação especial da Associação Americana de Psiquiatria.
Fruto
de larga pesquisa, as possibilidades de intervenção foram ampliadas passando a
abranger as fobias, os transtornos do pânico, depressão e enfermidades
psicossomáticas (Shapiro, 2007).
Débora
Água-Doce
09/04/15
Os limites somos nós que os criamos!
Tendemos
a não valorizar o que é nosso!
Tendemos
a considerar que não somos capazes!
Tendemos
a sentir que os outros é que conseguem!
Tendemos
a depreciar o que se faz em Portugal!
“Os
de “fora” é que são bons!” Ouve-se por aí.
Mas
será que os de “dentro” não têm valor?
Vou
contar-vos uma história, uma história de um jovem que sonhou, lutou e
conquistou.
Um
miúdo que arriscou e foi atrás dos seus sonhos! Um miúdo
que lutou por aprender e fazer cada vez melhor!
Concorreu
a várias audições de caça-talentos, nomeadamente TVI em 2008, Ídolos 2009,
Operação Triunfo 2010, contudo, sem resultados positivos.
Mais
tarde, em 2012, volta a tentar a sua entrada nos Ídolos. O primeiro “sim” do
miúdo sonhador, estava a acontecer. Foi aqui que o vi crescer semana a semana.
Ele
trabalhou, trabalhou, trabalhou...
Foi
criticado tantas, tantas e tantas vezes...
Não
acreditaram nele!
O
júri não o valorizava, diziam “não sei porque ainda aqui estás”...
Mas
esse miúdo, acreditava no sonho dele! Esse miúdo colocou paixão em todo o seu
esforço e desafiou tudo e todos...
Esse
miúdo, que ouviu “não” mas não desistiu, acreditou e trabalhou... Venceu!
Esse
miúdo, foi o Vencedor!
Esse
miúdo, que hoje voa bem alto, mantém o brilho no olhar de quem é apaixonado
pela música. Hoje, continua a sonhar e a lutar pela realização dos seus sonhos,
potenciando a capacidade de sonhar a quem o ouve.
Esse
miúdo, lançou agora o seu primeiro álbum. Um álbum repleto de paixão e amor, um
álbum conquistado por ele, pelo seu mérito, pela sua capacidade de ouvir um
“não” e continuar à procura de um “sim”.
Um
álbum que adoro e que vos partilho, pois, em Portugal existe talento! Existe
capacidade de fazer acontecer.
Este
seu primeiro álbum, que se denomina “Espelho”, é um espelho de Amor, do Amor...
Este
“Espelho”, é a “banda sonora” que está a acompanhar um novo projeto meu. Um
projeto pessoal, um projeto que não me distancia da psicologia, mas me aproxima
do coração, de mim...
Um
projeto pessoal, que é “da Débora” e não “da psicóloga”.
Um
projeto que dói e rouba sorrisos, um projeto de amor, sobre amor, com amor...
Um
projeto... que tem o nome: “Tua”!
Obrigada
Diogo Piçarra!
Débora
Água-Doce
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