A noite chega, o silencio impera!
É o momento em que os pensamentos dão
tréguas.
Sinto-me confortável ao sentir os olhos a
fecharem-se, a consciência a ir...
Os primeiros raios de sol surgem,
Com eles os meus olhos reagem
Um novo dia começa!
A realidade de novo se enfrenta!
A vontade de não acordar
A vontade de não lembrar
A vontade de dormir
A vontade de esquecer...
É maior do que qualquer amanhecer!
Maria
sofreu de uma doença há mais de 10 anos, uma doença que quase a matou...
Hoje,
continua a teme-la, receia que volte a apoderar-se de si e que desta vez a
vença.
Muitas
vezes acorda com o mesmo pesadelo “sonho que estão todos no meu velório”, um
pesadelo que a inquieta e a impede de descansar mais nessa noite.
A
Maria sofre de stress pós-traumático e a intervenção neste caso, passa pelo método
EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) que quer dizer
Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento Ocular. Trata-se de um
método de dessensibilização e reprocessamento de experiências emocionalmente
traumáticas por meio de estimulação bilateral do cérebro, a qual promove a comunicação
entre os dois hemisférios cerebrais.
O
processamento natural da informação é reposto e assim após uma sessão com EMDR,
a percepção psicosensorial já não se manifesta como antes quando o
acontecimento traumático é trazido à mente. As memórias ainda são recordadas
mas o efeito perturbador desaparece. O EMDR recria o que acontece naturalmente
durante o sonho ou o sono na fase REM (Rapid Eye Movement) e pode ser encarado
como uma terapia de base fisiológica, que ajuda a pessoa a encarar e viver os
traumas de uma forma nova e sem os efeitos perturbadores.
É um
poderoso método psicoterapêutico. Um número substancial de estudos científicos
já provou a eficácia do EMDR. Os resultados destes estudos indicam que se trata
de uma técnica muito eficiente e que os resultados são duradouros a longo
prazo.
Esta
nova abordagem para o tratamento de traumas emocionais foi desenvolvida pela
Drª Francine Shapiro, psicóloga americana, na década de 80, e desde então tem
sido um dos métodos psicoterapêuticos mais amplamente pesquisados nos EUA, com
recomendação especial da Associação Americana de Psiquiatria.
Fruto
de larga pesquisa, as possibilidades de intervenção foram ampliadas passando a
abranger as fobias, os transtornos do pânico, depressão e enfermidades
psicossomáticas (Shapiro, 2007).
Débora
Água-Doce







