05/02/15

Quando as relações duram demais...




Um olhar, um sorriso...
Um troca de palavras e uma vontade de nos conhecermos melhor levou-nos para perto um do outro!
Uma paixão que nasceu devagar, ao nosso ritmo e ao ritmo da vida que levávamos! Uma empatia, uma complementaridade...
Corríamos para os braços um do outro, contávamos o tempo e pedíamos ao tempo que nos levasse para perto e parasse nesse momento.
Os sonhos eram nossos... Os medos eram doutros...
Tudo tão puro, tão perfeito...
Fomos construindo os sonhos a dois, fomos seguindo o caminho passo a passo, lado a lado...
O pedido de casamento... Mágico! Como tudo em nós!
Os  nossos amigos, a nossa família e as nossas escolhas, todos presentes nesse dia inesquecível!
Foi o dia mais feliz da minha vida!

“Junto a ti corro o risco de envelhecer mais rápido!” – dizia-te!
“Porquê?”
“Porque contigo tudo é um sorriso e isso provoca rugas” – (risos)

Passaram poucos anos e... Tudo mudou...
Olho para ti e já não sinto vontade de te abraçar!
Já não há empatia nem companheirismo.
Já não conto o tempo em que estaremos juntos!
Já não estou sempre a sorrir...
Estar contigo não é sinónimo de felicidade!
O silencio instalou-se em nós, gastámos as palavras...
O teu cheiro já não provoca desejo em mim...
O teu corpo não passa de um corpo...
A tua mão já não me dá a sensação de proteção!
Não sinto que te orgulhes de mim, nem eu me orgulho de ti...
Prefiro estar a trabalhar até tarde do que vir para casa e vestir a “capa da esposa perfeita”, que não é valorizada...
É com tristeza que encaro esta realidade...

Será que o amor nos deixou?
Fugiu de nós?
Prometemos estar sempre aqui um para o outro...
Tenho saudades tuas... Nossas... Do que fomos!
Ás vezes penso nas pessoas que me rodeiam, naqueles que me valorizam e admiram, que dizem que sou bonita, interessante... e sabes? às vezes tenho vontade de experimentar outra vez a sensação de ser desejada por alguém...
Já pensei que estaria apaixonada por outra pessoa... Mas depois, penso em ti... E volto atrás! Não consigo ir em frente...
Será por amor?
Ou será por medo de arriscar?
Estarei acomodada a esta relação?
O que fazer quando nos perdemos?
As relações têm tempo de validade?
Prometemos amar-nos para sempre... 

Existem relações que duram demais?
O que fazer quando se sente que o amor desapareceu e os estímulos externos nos provocam vontade de ir?

É importante percebermos o que aconteceu à relação. Uma relação exige um trabalho de equipa e o seu sucesso ou fracasso é um reflexo desse trabalho a dois.
Quando assumimos uma relação colocamos um pouco do nosso coração nas mãos do outro. Na intimidade existe sempre vulnerabilidade. Criamos a expectativa de que a pessoa nunca nos vais desiludir. Contudo, mais cedo ou mais tarde, aquela pessoa vai falhar e magoar-nos. Não porque nos queira mal. Mas porque é humana. E os humanos são imperfeitos!
Os casais que procuram apoiar o outro, que se preocupam, que cuidam, acarinham e guardam memórias agradáveis, conseguem ultrapassar mais facilmente estas mágoas. É como se tivessem uma caixinha onde guardam os afetos que lhes permite continuar de mãos dadas. Muitas vezes estes momentos unem-nos ainda mais pois sentem que querem ficar juntos.
Mas quando a relação não está segura, quando o respeito não é mútuo, quando a caixinha dos afectos está vazia e os momentos a dois são predominantemente de stress e desunião, sentimos que a pessoa que amamos não está presente quando precisamos. Neste caso, cada falha é encarada como um obstáculo inultrapassável. Cada decepção é um passo no caminho para a separação!

Existem relações que duram tempo demais?
As relações duram o tempo que têm que durar!
Umas terminam, outras resgatam-se!
É possível resgatar as relações!



- Débora Água-Doce -
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01/02/15

A “crise” chegou ao Amor?






Nos dias que correm, inevitavelmente, é-nos chamada a atenção para a “crise”, mas será que sabemos o que realmente significa a palavra “crise”?
A crise pode ser definida como uma fase de perdas, ou uma fase de substituições rápidas, em que se pode colocar em questão o equilíbrio estabelecido. Tornando-se, muito importante a atitude e o comportamento da pessoa face a momentos como este.
O desenvolvimento da crise pode ser maléfico ou benéfico, maléfico na medida em que a crise se agrava e provoca uma perda maior daquilo que esta em crise, ou benéfica no sentido em que se reestabelece o equilíbrio.

A crise... Poderá essa crise transpor-se para os sentimentos?
Olhando em redor, reparo que cada vez mais, as pessoas estão desiludidas com o Amor. No consultório chora-se por Amor e Desamor! Em cada olhar há um desencanto e uma descrença no amanhã.
Estará o Amor em crise?

O que aconteceu ao brilho no olhar, às borboletas na barriga, aos sonhos a dois?
O que aconteceu à magia de um relacionamento?
O que se passa com os casais?
Caminho na rua e vejo casais a discutir, caras tristes… Vou a um restaurante e vejo casais em silêncio, como se fossem dois estranhos… O que se perdeu?
Onde se extinguiu a essência do Amor?

Hoje em dia é cada vez mais frequente as pessoas se juntarem porque “dá jeito” ou é “mais barato”. Porque são colegas e acham que faz sentido… Porque já se conhecem há muito tempo… Apraz-me dizer que as relações são estabelecidas por conveniência/comodidade e quando, começam a dar muito trabalho, substituem-se.

Para este “mês do Amor”, Fevereiro (São Valentin), sugiro que repensemos as relações.
Pense no que é importante para si! O que o leva a estar com essa pessoa!
Sente saudade quando não está? Sente vontade de trocar palavras durante o dia? Anseia o momento do reencontro?
Sorri a dois? Sonha a dois? Imagina-se a envelhecer ao seu lado?
Olham juntos na mesma direção?

Repense a sua vida... É feliz? Continue a investir na relação!
Não é feliz? Porquê? Há solução? Tente! Não há? Repense!
O tempo passa e pode estar a impedir-se de viver a melhor fase da sua vida.

Que o AMOR não esteja em CRISE!


- Débora Água-Doce -

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31/01/15

Que a chuva não vos afaste dos sonhos <3



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28/01/15

É já para a semana!!!

Com o mês do Amor (Fevereiro) chega mais uma edição d’O Grupo Terapêutico Mulheres que Amam Demais! 




São 8 sessões com frequência semanal (8 semanas), sendo os honorários de €15/sessão. O Grupo inicia a 3 de Fevereiro em Alcochete e a 4 de Fevereiro em Lisboa, ambos pelas 20:30 horas e tem a duração de 1h e 30 min.


Com a realização destas 8 sessões de terapia de grupo, desafiamos cada mulher a iniciar esta viagem que tem como destino: “Amo-me”! Para isso, propomo-nos trabalhar questões do foro emocional, nomeadamente a impotência, a raiva, a negação, a aceitação, a assertividade, o medo, a confiança, a segurança, a auto-estima e a liberdade. Tendo sempre presente a questão: “O que é isto de Amar Demais?"

*Débora Água-Doce*
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27/01/15

Vamos falar sobre sexo?


Este mês também dei o meu contributo para a Revista Happy Woman sobre o tema "Ele é mau na cama..." 
Em breve nas bancas!



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24/01/15

23/01/15

Quando a emoção e a razão se cruzam...



"Preciso de outro emprego Débora. Gosto de estar aqui mas tenho que ir à procura de mais. Estou parado, sinto isso e não gosto do que sinto. Querer ficar e ter que partir não é fácil... Não tenho medo do desconhecido apenas tenho de ir sem vontade. As coisas não são como queremos, são apenas como são e temos que ser resilientes e nos adaptar.”

Um desabafo que muitas pessoas fazem diariamente e que corrói... Quão difícil é escolher ir (procurar algo melhor) ou ficar (pelas relações que se estabeleceram)?
Existem momentos na nossa vida em que é necessário escolher e avançar! Seja lá qual for a escolha, apenas temos de a aceitar e fazer o melhor possível com essa decisão.
Como imaginas a tua vida daqui a 5 anos? Talvez a resposta a esta pergunta te permita decidir com mais clareza.
“As coisas não são como queremos”, dizes! Quase como se falasses da sorte ou azar, quase como se fosse coisa do destino... Mas sabes?
A sorte somos nós quem a faz!
Não acredito muito na sorte! Acredito na persistência. Na capacidade de irmos atrás dos sonhos, na resiliência (tal como dizes)! Acredito na capacidade de ultrapassarmos os obstáculos que se cruzam no nosso caminho. Na capacidade de ouvir um “não” e continuar à procura de um ”sim”.
Acredito no mérito!
Acredito na Paixão!
Sinto que só se pode ser realmente bom a fazer o que quer que seja, se realmente colocarmos paixão naquilo que fazemos.
Não acredito que a nossa sorte está dependente dos outros!
A sorte está em nós!!! A sorte está em lutar por aquilo que queremos.
Sei que muitas vezes é difícil e só apetece desistir, mas é importante não baixar os braços! É importante continuar a viagem!
Não desistas dos teus sonhos e coloca paixão em tudo o que fizeres… A Sorte vai aparecer!
E se errares? Tenta outra vez!
Eu também errei, erro e voltarei a errar. Mas não deixarei de tentar...
Não somos perfeitos!

Acredito em ti.


- Débora Água-Doce -
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