18/01/15

Entrevista à Revista Sábado






Não é um livro de auto-ajuda, porque na verdade não existe uma solução simples. Quem o diz é a psicóloga Débora Água-Doce que escreveu o livro para "prevenir. Informar. Consciencializar. Ser o ponto de partida para a mudança que poderá ocorrer depois se a leitora o sentir."

Trabalha na clínica O Canto da Psicologia (www.canto-psicologia.com) e foi lá que tudo começou com o projecto dos Grupos Terapêuticos para Mulheres que Amam Demais. "Surgiu há um ano, porque o amor e as dificuldades relacionais, eram as temáticas que mais nos surgiam para serem trabalhadas em consultório, sendo maioritariamente na população feminina que emergia este padrão do amar demais." 

No livro "De uma Mulher para Mulheres que Ama Demais" partilham-se histórias, e há uma ideia recorrente: amar demais acontece a mulheres que sofrem de co-dependência. "Geralmente são mulheres que cresceram numa família disfuncional, onde as suas necessidades emocionais não foram respondidas. São mulheres que não estabeleceram em bebés uma vinculação segura, mas sim ansiosa ou ambivalente. Terão sido crianças que receberam pouca atenção, poucos elogios e até poucas manifestações de afecto. Não obstante, numa tentativa de diminuir esta carência, tornam-se pessoas altruístas que dão aos outros mais do que aquilo que é expectável, em troca da atenção e carinho que precisam." Além disso, as mulheres têm uma característica comum: medo do abandono: "O que promove comportamentos obsessivos para manter o relacionamento (abdicam dos seus sonhos e metas para se dedicarem exclusivamente à relação)." Conservámos com a autora para conhecer melhor esta realidade.


As mulheres amam demais?

As mulheres e os homens, desengane-se quem pensa que apenas as mulheres amam assim. Amar demais não existe. Não há muito ou pouco amor, há amor. "Mulheres que amam demais" é uma expressão perfumada, que não estigmatiza o amar desajustado e disfuncional. Amo demais quando me anulo, quando deixo de pensar em mim e só penso no outro, nos gostos do outro, em agradar o outro... Quando deixo de saber o que realmente me importa. Amar demais é sinónimo de amar-me de menos. É sinónimo de co-dependência. Quando vivo a pensar no outro, desfoco-me de mim, perdendo a minha identidade e acreditando que o responsável directo pela minha felicidade é o outro, passando a procurar esse bem estar, fora e não dentro de mim.


Compara este amar demais com toxicodependência. Porquê?

Amar demais pode definir-se como uma dependência, a afectiva. Para o co-dependente, a sua droga é a pessoa amada. A co-dependência assemelha-se a todas as outras dependências, sobretudo pelo inebriamento que se sente a partir da atenção da outra pessoa, pela necessidade crescente de mais presença dela e tempo passado em conjunto, pelo risco de perda de si, da capacidade crítica, pela vergonha e pelo remorso, pela fuga que se procura ao iniciar ligações deste tipo.


Qual foi o caso mais marcante que acompanhou enquanto psicóloga?

Acompanhei e acompanho vários casos no âmbito desta temática. Todos eles são marcantes e especiais, mas existiu um que me marcou especialmente pela mudança estonteante conseguida pela paciente. Uma senhora de 50 anos, vivia desde os seus 14 anos com o companheiro que a maltratava, física, sexual e psicologicamente desde sempre, mas que a alimentava e sustentava. Situação sem saída na sua opinião pois não tinha para onde ir nem como sobreviver. Chega até mim, com este "pesadelo de casamento" de tantas décadas e 3 filhos já adultos, olhando para os meus olhos suspira e diz: "Ajude-me a libertar! Ainda me restam uns anos de vida e não quero morrer sem ter vivido." Foram meses de trabalho que devolveram a chave da liberdade a esta mulher que hoje, tem o seu primeiro emprego, vive sozinha e não tem medo de ir para casa.


Entrevista disponível aqui:


Débora Água-Doce

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12/01/15

O segredo das relações saudáveis: A Família!!!?






Quem cresce numa família feliz, constrói relações conjugais saudáveis!

Dr. Robert Ackeman concluiu que crescer numa família que resolve os conflitos através de uma comunicação positiva, clara e assertiva, potencia a criação de relações conjugais saudáveis.

Ou seja, quem cresce numa família equilibrada e com afecto, tenderá a reproduzir o mesmo na sua família.

Mas quer isto dizer que quem não cresce num lar equilibrado não constrói relações saudáveis?
Não, contudo, existe mais propensão para quem vem destas famílias!

* estudo publicado em Psychological Science



Débora Água-Doce

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08/01/15

O Amor acontece...





“O Amor acontece quando desistimos de ser perfeitos”, afirma Pedro Chagas Freitas.
Eu acrescento:
O Amor acontece quando o teu olhar desperta um sorriso em mim.
O Amor acontece quando o relógio avança fora de compasso ao dares-me a mão.
O Amor acontece quando penso em ti, o telefone toca e és tu!
O Amor acontece quando não conseguimos parar de nos olhar.
O Amor acontece quando as noites são magicas mesmo sem luar.
O Amor acontece quando toca uma música e me lembro de ti!
O Amor acontece quando o sol rompe pela janela e nos acorda devagarinho, provocando um sorriso por estarmos juntos!
O Amor acontece quando paramos no meio da multidão e só nós existimos!
O Amor acontece quando o rebentar das ondas num dia frio nos “sabe” a verão.
O Amor acontece quando... A minha vida é mais colorida por existires nela!

Débora Água-Doce
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06/01/15

Recomeço...




Novo ano.

Novos meses.
Novas semanas.
Novos dias.
Novas horas...
Novas oportunidades de fazer mais e melhor!
Novos momentos que poderão ser mágicos ou não... 
Nova oportunidade de ir atrás!
Muito do que te acontece (leia-se quase tudo) depende de ti! Depende da capacidade que tens de lutar pelos teus sonhos, independentemente do que fica para trás!
Muitas vezes já vos disse algo deste género, pode até parecer repetitivo, contudo, esta é mesmo a maior da verdades: "O teu futuro és tu quem o faz!"
Neste recomeço apenas vos desejo muitos sonhos e capacidade de fazer acontecer!

Bom recomeço!

Débora Água-Doce
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05/01/15

"O Renascer de um relacionamento!"

"O Renascer de um relacionamento!" heart emoticon
Leia o artigo completo na Revista Progredir clicando no link:
http://issuu.com/progredir/docs/revista_progredir_036


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22/12/14

É Natal e sinto...



Muitas vezes, sentimos nesta altura do ano uma certa nostalgia… Parece que existe um “nervoso miudinho” instalado dentro de nós…
As ruas vestem-se de luzes, as montras vestem-se de embrulhos, as pessoas correm de um lado para o outro à procura do melhor presente, mas no fim… Lá surge aquela ansiedade…
Mas de onde virá ela?

Empenhamo-nos nos preparativos: o presépio, a árvore, a decoração da mesa, as refeições, os presentes… Tudo tem que estar perfeito! Até o cão tem de vestir o fatinho de PaiNatal 
Mas será esta azáfama saudável?
Esta correria e desgaste físico, bem como, os gastos monetárias e emocionais, despoletam muitas vezessentimentos de frustração e ineficácia. Podemos até sentir que o nosso esforço e empenho, não é reconhecido pelos outros.

Já lhe aconteceu?
Sugiro-lhe que pare por um momento. Sinta o seu corpo… Olhe à sua volta… Repare nos sorrisos… Nas cores… Nas luzes… No cheiro…
Aproveite para sentir o momento!
Aproveite para partilhar carinho!

Muitas vezes, em vez de aproveitarmos o momento, passamos o tempo preocupados com o que ainda não fizemos ou com o que pode correr mal, o que gera ansiedade e impede-nos de estar bem. E afinal, estaremos nós a viver o Natal? Ou estaremos nós a permitir que as preocupações sejam a nossa vida?

Este Natal aproveite o momento! Aproveite cada pormenor… Cada sensação!
Tenha um Feliz Natal!

*Débora Água-Doce*
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16/12/14

Vamos brincar na chuva?



Dói em mim cada desencontro. 
Cansam-me as palavras que não se dizem, magoam-me os silêncios que gritam e as noites de sonhos incompletos. 
Cansam-me os projetos sem ti...
É tempo de deixar ir... Deixar ir os medos.
É tempo de falar sabendo que vais ouvir!
É tempo de sorrir sentido a companhia de um olhar...
É tempo de ouvir música e dança-la a dois!
É tempo de dizer: O destino somos nós!

Basta de um “se for o destino...”.
Basta de um “não podemos”!
Basta de desencontros!

Vamos voar?

- Débora Água-Doce -
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