24/11/14

A viagem começou...




Andei anos a vaguear...
Anos a tentar perceber o que trago em mim.
O que sinto!
O que quero!
Quem sou?
Para onde vou?
E com quem?

Quantas vezes já se questionou sobre quem é, o que quer, para onde vai e com quem? Certamente até desesperou com essas questões...
Mas sabe? Estas questões representam o ponto de partida para encontrar-se com a pessoa mais importante da sua vida: VOCÊ!
Frequentemente a busca incessante de um companheiro, a busca do bem-estar no outro, desfoca-nos e afasta-nos do momento presente e de nós!
Todos nós sabemos que as relações ocupam um lugar fundamental nas nossas vidas, mas jamais deveremos acreditar que temos direitos sobre a existência do outro ou o outro sobre nós!

É urgente sabermos quem somos, encontrarmo-nos connosco próprios e aprender a não depender!
Aprender a não depender!!!? Tarefa difícil, tendo em conta que nascemos dependentes do cuidado do outro (pais) e crescemos dependentes desse mesmo cuidado. Contudo, a conquista da autonomia é a conquista da identidade individual.
A nossa individualidade é caracterizada em grande parte, pelos nossos gostos e pela busca constante do sentido da vida – o que quero ser?; o que me apaixona?; qual a minha vocação? – ou seja, para onde quero ir!
Ao alcançarmos este conhecimento, estamos prontos para “escolher” alguém que nos acompanhe neste caminho. 
Algumas pessoas ficarão para trás na sua vida. Faz parte... Os  nossos objectivos vão mudando, nós vamos mudando, afinal, estamos a descobrirmo-nos, estamos em construção.

Quando atingimos o conhecimento sobre a nossa individualidade, quando não precisamos do outro para sermos um, quando não precisamos do outro para gostarmos de nós, quando nos sentimos bem com a nossa solidão, estamos prontos para seguir viagem com alguém ao nosso lado! 
É preciso coragem para deixar ir quem já não existe e abrir a “porta” ao amor, ao nosso verdadeiro companheiro de viagem!

A viagem começou...

“Porque este amor é teu
E eu já só vou amar
Que bom não acabou
A máquina acordou”
A Máquina (acordou) Amor Electro



- Débora Água-Doce -
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19/11/14

O vento que sopra a vida...




Há uns anos ainda eras um menino,
Ainda brincavas com carrinhos,
Ainda sonhavas ser marinheiro!

Há uns anos sonhavas sem medo,
Voavas nos sonhos,
Navegavas no pensamento!

Há uns anos o vento levava-te para a fantasia,
O conto de fadas existia,
O destino eras tu quem o fazia!

Há uns anos o vento não soprava a tua vida, eras tu quem a escolhia!
Eras tu quem decidia com que “carrinho brincar”,
Com que amigo jogar...

Hoje és adulto,
E hoje já não sonhas como antes!
Hoje já não arriscas como antes!
Hoje já não decides como antes!
Hoje já não queres ser marinheiro!

Hoje... O vento sopra a tua vida!
Vives ao “sabor do vento”... No compasso dos que te rodeiam.
Vives focado no que pensam de ti! No que esperam de ti!
Lutas por uma liderança que te é distante!
Lutas por um objectivo que não é o teu.
Desististe dos teus sonhos...

Não és marinheiro... Não és quem sonhaste ser!
És capaz, mas não arriscas!

Conformaste-te com “o vento que sopra a vida”!



- Débora Água-Doce -
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08/11/14

Não podemos evitar a chuva...




Aqui no quentinho do meu sofá reparo na chuva lá fora.
Reparo no desenho que deixa, ao cair sobre as janelas... Parecem lágrimas...
Lágrimas de saudade... De tristeza.
Do que chorará o mundo?
Do que terá saudade?
Lamentará a forma como nos tratamos, como não nos amamos?
Lamentará os riscos que não corremos por medo?
Lamentará o sofrimento que provocamos nos outros?
Lamentará os olhares que se afastam?
Lamentará os que se lembram e não estão juntos?
Lamentará a fome?
Lamentará a guerra?
Lamentará a violência?
Lamentará a arrogância?
Lamentará a inveja?
Lamentará a vingança?
Lamentará a traição?
Lamentará as doenças?
Lamentará a morte?

Do que chorará o mundo?
Chora? Ou dá-nos a água que necessitamos para viver?
Chora ou “lava-nos” do que nos faz mal?
O mundo chora ou faz-nos parar para termos outra oportunidade?
Outra oportunidade de viver?
Outra oportunidade para agarrar o agora?
Outra oportunidade para sermos felizes?
“Não podes evitar a chuva!”... Não podes evitar sentir!

Do que chorará o mundo?
Do que sorrirá o sol?
Do que soprará o vento?



- Débora Água-Doce -
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06/11/14

Pequenos instantes...



Existem instantes que nos marcam.
Instantes que nos preenchem.
Instantes que nos acompanham durante dias, meses, anos...
Existem instantes que fazem o tempo parar.
Existem instantes em que a felicidade surge!
Existem instantes de olhares,
Instantes de toque.
Instantes de perfume...
Instantes de silencio.
Instantes de nada...
Existem instantes que significam tanto... Não devemos fugir desses instantes! São esses momentos que nos preenchem a alma e transformam o nosso dia.
Devemos viver esses instantes!
A vida é isso: instantes!
Todos eles significam algo, nem que sejam isso mesmo: apenas instantes!

Somos instantes!



- Débora Água-Doce -
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24/10/14

De uma Mulher para Mulheres que Amam Demais





“De uma Mulher para Mulheres que Amam Demais” é para mim a confirmação de que quase todas nós em algum momento da nossa vida (e muito por “culpa” dos Contos de Fadas) amamos demais, mas que também, temos a possibilidade de fazer diferente e não nos anularmos, pois o Amor não é isso!
Se eu já Amei Demais? Talvez :)
Se eu acredito no Amor? Acredito, muito! Porque não deveria?
O meu Sonho para este livro? Ajudar cada mulher a Amar-se Demais e Nunca de Menos!!!

Ao longo das páginas deste livro soltei palavras carregadas de sentimento. Coloquei amor em todas elas, tentei desfocar-me da literatura e ciência, tentei permitir apenas o fluir de emoções e sentimentos.
Principalmente do Amor! O meu sentimento preferido...

Este livro foi construído na sua grande maioria, com base nos textos que tenho publicado no Blog - A Psicóloga que também é Blogger - mas especialmente selecionados e pensados para as Mulheres que Amam Demais.
É um livro pequeno, mas carregado de afeto, o afeto de quem escreve o seu primeiro livro, com um brilho no olhar!
Não se trata de um livro de autoajuda, nem de um livro técnico ou científico. É apenas um conjunto de páginas escritas, por uma pessoa que não é escritora mas, que escreve com carinho, numa tentativa de adoçar corações com esperança de despertar em quem o ler, a capacidade de Sonhar!
Pois para mim, se existe um sonho, existe a possibilidade!

Desejo apenas, adoçar-vos o coração...


- Débora Água-Doce -


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