03/03/14

Mulheres que Amam Demais

Deixo-vos a entrevista à Supa-woman :)
http://supa-woman.com/mulheres-que-amam-demais/
"A propósito do Amor e das relações muito já se falou, tantos poetas escreveram, muita tinta correu,  todas nós já sofremos, já nos arrependemos, já batemos com a cabeça e já fomos felizes… As relações são um tema transversal a todas as mulheres (e a todos os homens, claro está) e falar delas, trabalhá-las, preservá-las e aperfeiçoá-las nunca é demais.
Na busca permanente por este tópico, acabámos por conhecer um grupo que tem como objectivo ajudar as mulheres nas suas dificuldades relacionais amorosas, “Mulheres que Amam Demais”; porque estou certa que haverá muitas de vós que precisam de um empurrão nesta área da vossa vida, fiquem a conhecer a iniciativa, pela “boca” de Débora Água-Doce, psicóloga do “Canto da Psicologia” e mentora deste grupo terapêutico.
 ***
Como surgiu a ideia de criar este grupo?
O Canto da Psicologia está sempre envolvido em projectos dinâmicos, criados e pensados a partir das problemáticas mais urgentes e pertinentes que aparecem diariamente no seu contexto clínico; o nosso objectivo, acima de tudo, é promover o equilíbrio emocional e a saúde mental de quem nos procura. As dificuldades relacionais são a temática que mais surge para ser trabalhada; sendo maioritariamente na população feminina que emerge  este padrão, criámos o grupo “ Mulheres que Amam Demais”, para aquelas que procuram incessantemente um amor capaz de as fazer acreditar que finalmente são amadas mas que, repetidamente, acabam por se envolver em relacionamentos dependentes e destrutivos, tal é a sua necessidade de se relacionarem.
A que tipo de mulheres se destina o grupo?
Quando falamos de “Mulheres que Amam Demais”, falamos de mulheres que amam sempre para além delas e do outro, e que sofrem por sentir que não são amadas da forma que queriam. Vivem em constante desamor e colocam-se sempre a jeito para relações impossíveis e destrutivas! Não falamos necessariamente de mulheres mal tratadas fisicamente (o que não quer dizer que isso não possa ser consequência deste padrão comportamental) mas de mulheres que se maltratam e se deixam maltratar emocional e psicologicamente, numa procura incessante de um “amor impossível de conto de fadas”, mulheres que continuam a acreditar que o homem que encontraram é o seu príncipe, mesmo quando começa a surgir o sapo por detrás das vestes principescas; essas mulheres, por acreditarem ser as culpadas dessa transformação no outro, sentem que não têm que sair desse tipo de relação (e muitas das vezes, não o conseguem fazer). Deste modo suportam viver assim e submetem-se (seja por culpa ou por falta de amor próprio) a infidelidades, amores proibidos, clandestinos, violentos e manipuladores; estas mulheres são, regra geral, inteligentes, fortes, decididas, profissionalmente bem sucedidas e insubmissas, o que torna a compreensão de si próprias muito difícil, perante esta imagem de mulher emocionalmente instável.
Como pode o grupo ajudar as mulheres que o procuram?
Com a realização das oito sessões de terapia de grupo previstas, desafiamos cada mulher a iniciar esta viagem que tem como destino: “Amo-me”! Pretendemos, com esta frequência semanal, conseguir potenciar em cada uma das mulheres autonomia, amor próprio e segurança, ao promover competências pessoais e emocionais capazes de proporcionar uma aprendizagem ao nível de relacionamentos saudáveis, primeiro consigo  própria e depois, naturalmente, com os outros. Para isso, propomo-nos trabalhar questões do foro emocional, nomeadamente a impotência, a raiva, a negação, a aceitação, a assertividade, o medo, a confiança, a segurança, a auto-estima e a liberdade, tendo sempre presente a questão: “O que é isto de Amar demais?”
Já têm casos de sucesso?
Porque “O Canto da Psicologia” está a iniciar este projecto com este primeiro grupo, não temos para já casos de sucesso com ele relacionados; no entanto, em acompanhamentos individuais feitos pelos nossos colegas, já vamos tendo resultados suficientes que nos permitem por em prática uma iniciativa como esta! Importa chamar a atenção para o facto de, apesar desta iniciativa ser nova por cá, os casos de sucesso serem mais que muitos em países que aderiram a grupos do género.
Que conselhos tem a dar às mulheres que atravessam dificuldades na área do amor?
Se não o conseguirem ultrapassar os problemas sozinhas, aconselho que procurem ajuda, para que se redescubram no “quem sou eu”, “o que realmente gosto”, ” o que realmente me importa”, “o que me faz feliz”, ” o que me realiza” em vez de ” como me vê”, ” o que devo fazer para que me ame”, “o que espera de mim” , ” como quer que eu seja”, “o que quer que eu faça”… No fundo, para que conquistem a consciência plena da importância de si própria, num universo intenso de  afecto em que o princípio principal  é “amar-se demais” e nunca “de menos”.
Que cheguem ao fim desta “viagem” e que sejam capazes de substituir o :  “VIVO POR TI!” pelo “VIVO POR MIM!”!
***
Se algumas de vocês se reviram nos comportamentos que a psicóloga Débora Água-Doce descreve, se por algum acaso perderam o foco em vocês e deixaram de se ter em conta como a pessoa mais importante da vossa vida, então não percam tempo. Adiram à iniciativa e partam à redescoberta de vocês mesmas."

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14/02/14

Deixe a PAIXÃO ir e o AMOR nascer…



“Basta um segundo para se ter uma paixão por alguém, e basta um dia para gostar de alguém… Mas é necessária toda uma vida para amar alguém.”


Todos gostamos de estar apaixonados… É uma sensação mágica! Tudo nos parece perfeito! Nada nos incomoda… São extasiantes os dias passados a suspirar… As saudades… O cheiro… O toque… O sorriso… O olhar…
Lembra-se desta sensação?

“Estou tão apaixonada… Não consigo pensar em mais nada… Acordo a pensar em ti! Adormeço contigo no pensamento… Conto os minutos para te abraçar… Basta-me ficar a sentir a tua respiração… O tempo pára… Nada mais importa… Tantas borboletas...”

São emoções indiscritíveis… Sensações inigualáveis!
Tantas coisas em comum! Um sentimento tão forte… Tão lindo!
Mas… Será que vivemos em paixão para o resto da vida?
O que acontece quando as diferenças surgem?
O que fica quando a perfeição se transforma em imperfeição?
O que acontece quando o “O Conto de Fadas” não se concretiza?

Talvez lhe pareça estranho, mas o “Conto de Fadas” é muito importante! Os nossos primeiros conceitos sobre relações, amor e o “viveram felizes para sempre”, são fortemente influenciados pelas histórias que lemos e pelos filmes a que assistimos. É certo, que não estamos à espera do príncipe que aparece no cavalo branco, mas também é certo que sonhamos que uma certa dose de magia acompanhe o nosso amor! Algo semelhante ao que experienciamos na fase de enamoramento…

Quando o enamoramento passa, como fazemos? O que fica? Acabou?
“Sinto diferente”… “Quero sentir borboletas…”
Num relacionamento, após a fase da paixão, devemos ver a magia da vida em cada dia… A magia da partilha e a magia do cuidado com alguém…
Não nos devemos deixar levar pelas expectativas de um conto de fadas, onde a história é unicamente sobre a procura do amor e o resto da vida se resolve por si só.
Ame!!!
Ame, Mesmo…

“Enamora-se é amar as coincidências
E amar, enamorar-se das diferenças”



Débora Água-Doce





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05/02/14

"Mulheres que Amam Demais"

“Para algumas mulheres, amar é sempre sinónimo de sofrer. As mulheres que amam demais são atraídas por homens perturbados, distantes, temperamentais e ignoram os “bons rapazes”, que consideram aborrecidos. Põem de parte amigos e interesses para estarem sempre disponíveis para ele. Sentem-se vazias sem ele, muito embora, estar com ele, seja um tormento.“
Robin Norwood



A Psicóloga que também é Blogger e O Canto da Psicologia uniram-se pelo Amor e deram à luz o Grupo Terapêutico "Mulheres que Amam Demais"!

O Grupo de Apoio a Mulheres que Amam Demais, nasce com o objectivo de potenciar  e elevar em cada mulher, a sua própria capacidade de se amar , promovendo  competências pessoais e emocionais  - bloqueadas na dependência de relacionamentos dependentes e destrutivos  - capazes de proporcionarem uma aprendizagem ao nível de relacionamentos saudáveis  consigo própria e, com os outros.

Porque o AMOR não é dependência afectiva! Porque uma relação não é sofrimento!


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04/02/14

Dia Mundial da luta contra o Cancro

“Curar”

Inicio este texto com uma palavra por muitos ansiada. Aquela palavra capaz de fazer magia, de afastar os fantasmas e de aproximar a esperança.
“Curar” chegou até mim há 2 anos… Chegou com a esperança de ser um facilitador nos processos terapêuticos… Chegou por alguém repleto de esperança, de sabedoria e desejo de partilha.

“Se eu não tratar de mim, então quem é que trata?
E se eu só tratar de mim, então sou o quê?
E se eu não me preocupar com isso agora, preocupo-me quando?”
Hillel, O Tratado dos Pais

E foi graças a esta preocupação que “curar” chegou até mim.
Um momento fulcral da minha carreira, originou este encontro. Com ele aprendi inúmeras coisas, mas a que trago mais presente é a de que a vida é uma Luta. E é uma luta que não vale a pena ser travada apenas para si próprio.
Quis a vida que este encontro fosse fugaz…
Adoeceu… Adoeceu com a temida doença.
O Cancro!
A doença cujo dia Mundial se assinala hoje!
Enquanto Psicóloga deveria escrever algo mais científico, mas o momento que vivencio não o permite e partilho desta forma a minha esperança.

“Há coisas que só se podem escrever quando já não dói…” Jorge Semprun

Este caso que me marcou e sobre o qual escrevi estas palavras, é um caso de esperança!
Não houve tempo para lutar. A doença levou-o assim… Sem pedir licença. Em tão pouco tempo…
Mas continua a ser um caso de esperança!
Encontro efémero mas tão rico… Tão significante.
As últimas palavras que me disse: “Não desistas”!
As últimas palavras que vos escrevo hoje: Não desistam!
O Homem é um ser profundamente Social! Não podemos viver felizes, não conseguimos curar-nos no mais íntimo de nós, sem encontrar um sentido na nossa relação com o mundo que nos rodeia, ou seja, naquilo que damos aos outros.
A esperança faz parte do processo de Cura, é necessário acreditar nessa possibilidade! É necessário lutar! É urgente… NÃO DESISTIR!!!
Vamos juntos continuar esta luta que é… A VIDA!

“Coragem não é a ausência de medo.
É fazer o que é necessário, apesar do medo”
Jack Canfield e Mark Victor Hansen


Débora Água-Doce
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16/01/14

Quando a magia da maternidade se transforma num turbilhão de emoções dolorosas...




A depressão pós-parto pode acontecer a qualquer mulher. Não importa se tem um companheiro carinhoso ou não, se teve um parto fácil ou difícil ou se a gravidez foi cuidadosamente planeada ou se “aconteceu”.
O diagnóstico “depressão pós-parto” traz consigo uma carga emocional negativa e é visto como um estigma e juízo associado ao ser-se “má mãe”. Contudo, é importante lembrar que a gravidez é um processo de mudança na mulher! Mudança física e emocional! É um processo marcado por vulnerabilidade e pela perda inesperada de identidade “já não sou a Ana, sou a mãe da Maria” (sic)
Este estado depressivo pode tornar-se numa depressão com consequências bastante graves, quer para a mulher quer para quem a rodeia. Contudo, a depressão pós-parto na maioria das mães recentes é algo de passageiro, sem grandes consequências. No entanto, quanto mais depressa for detectada, mais depressa será tratada, diminuindo assim a gravidade das consequências.

Deixo-lhe aqui alguns dos sintomas que poderão estar associados a depressão pós-parto:

  •     Irritabilidade, crises de choro constantes
  •     Ansiedade
  •     Diminuição da energia
  •     Sensação de cansaço
  •     Sensação de vazio e de tristeza
  •     Baixa auto-estima
  •     Vontade de dormir muito ou de dormir muito pouco
  •     Sentimentos de culpa, incapacidade, pessimismo, sensação de inutilidade
  •     Perda de desejo sexual
  •     Perda de peso ou aumento de peso excessivo
  •     Dificuldade de concentração e falta de memória
  •     Dificuldade em tomar decisões

Se suspeitar que pode estar a sofrer de depressão pós-parto procure ajuda. A psicoterapia promove o bem-estar e o reencontro com a sua identidade!
Atreva-se a ser “a pessoa” que também é mãe e não apenas a “mãe”!

Débora Água-Doce

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30/12/13

Ano novo, vida nova!


No inicio do ano, fazem-se projectos e sonha-se com um futuro melhor. Um novo ano é sinónimo de resoluções e Janeiro representa a ideia de um reinício.

“Este ano vou deixar de fumar”. “Vou emagrecer”. “Vou inscrever-me no ginásio”. “Vou dedicar mais tempo à minha familia”.” Vou cuidar mais de mim”. “Vou fazer uma poupança”. “Vou fazer voluntariado”. “Vou adoptar um animal”. “Vou saltar de pára-quedas”...
São as principais resoluções de passagem de ano, motivadas pela necessidade de fugir à rotina, de querer sentir adrenalina por algo desconhecido e a esperança de que seja um ano risonho repleto de emoções!

Deixo-lhe algumas dicas para que os seus objectivos de ano novo se concretizem:
- Foque-se apenas em 2 ou 3 – Que objectivos podem introduzir alterações positivas na sua vida? Muitos projectos podem levar à dispersão, dificultando o enfoque de energia para o resultado final.
- Questione-se: Os meus objectivos são exequíveis? Ou demasiado ambiciosos? Se os objectivos forem desajustados aos recursos que dispõe, pode estar a entrar numa “ratoeira” que apenas conduzirá a frustração.
- Crie objectivos quantificáveis e concretos, estes garantem a manutenção da motivação e o alcance do sucesso.
- Estes objectivos, realmente são importantes para si? Existem motivos para os querer? São objectivos definidos por si ou formulados a partir do que os outros esperam de si? É muito difícil manter a motivação se não forem mesmo os seus objectivos.
- Elabore um plano para alcançar os seus objectivos, focando-se nas seguintes questões: O que preciso? Que contactos podem ser uteis? Quais são as pessoas que me poderão auxiliar?
- Se possível, divida o seu plano em etapas mais pequenas. É mais fácil cumprir pequenos passos e ir sentido pequenas vitoria, atribua a si mesmo uma pequena recompensa por cada fase que conseguir atingir, é alimento para a sua motivação. Estabeleça metas! Escolha datas para obtenção de resultados, sem datas atribuídas para cada pequena fase do seu plano, o ano acabará por passar e nada será alcançado…
- Comprometa-se consigo próprio – Faça um “contrato”! É importante que o seu plano exista em concreto, de outra forma corre o risco de com o tempo acabar por se esquecer daquilo a que se tinha proposto. Escreva-o e mantenha-o por perto, este exercício, aumenta o seu grau de compromisso.

E se mesmo assim não conseguir?
Não desista!
Reveja os seus objectivos. Eram realmente importantes para si?

Votos de um Bom Ano de 2014!

Débora Água-Doce

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10/12/13

Dia Internacional dos Direitos Humanos



"A expressão "direitos humanos" é uma forma abreviada de mencionar os direitos fundamentais da pessoa humana. Esses direitos são considerados fundamentais porque sem eles a pessoa humana não consegue existir ou não é capaz de se desenvolver e de participar plenamente da vida. Todos os seres humanos devem ter asseguradas, desde o nascimento, as condições mínimas necessárias para se tornarem úteis à humanidade, como também devem ter a possibilidade de receber os benefícios que a vida em sociedade pode proporcionar. Esse conjunto de condições e de possibilidades associa as características naturais dos seres humanos, a capacidade natural de cada pessoa e os meios de que a pessoa pode valer-se como resultado da organização social. É a esse conjunto que se dá o nome de direitos humanos” (fonte http://www.oei.es/quipu/brasil/ec_direi.pdf)

Temos o direito de decidir ONDE viver.
Temos o direito de decidir COMO viver.
Temos o direito de decidir com O QUE viver.
Temos o direito, mas… Não podemos escolher onde nascer…!
Temos sim, o DEVER de promover os Direitos Humanos dos demais.

De entre os Direitos Humanos estão:
Igualdade?
Segurança?
Lar e Família?
Privacidade?
Vida Independente?
Trabalho?
Educação?
Saúde?
Acessibilidade?
Vida Politica?
Novas atitudes?
Cultura e desporto?

Tem a certeza?
Será?
E será que chega a todos?
Por que se fala de igualdade de direitos?
E as diferenças entre as pessoas e as culturas?
O que é a liberdade das pessoas?
O que pressupõe a dignidade da pessoa humana?

Deixe-nos a sua opinião!
Obrigada!

Débora Água-Doce
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