A depressão pós-parto pode
acontecer a qualquer mulher. Não importa se tem um companheiro carinhoso ou
não, se teve um parto fácil ou difícil ou se a gravidez foi cuidadosamente
planeada ou se “aconteceu”.
O diagnóstico “depressão
pós-parto” traz consigo uma carga emocional negativa e é visto como um estigma
e juízo associado ao ser-se “má mãe”. Contudo, é importante lembrar que a
gravidez é um processo de mudança na mulher! Mudança física e emocional! É um
processo marcado por vulnerabilidade e pela perda inesperada de identidade “já
não sou a Ana, sou a mãe da Maria” (sic)
Este estado depressivo
pode tornar-se numa depressão com consequências bastante graves, quer para a
mulher quer para quem a rodeia. Contudo, a depressão pós-parto na maioria das
mães recentes é algo de passageiro, sem grandes consequências. No entanto,
quanto mais depressa for detectada, mais depressa será tratada, diminuindo
assim a gravidade das consequências.
- Irritabilidade, crises de choro constantes
- Ansiedade
- Diminuição da energia
- Sensação de cansaço
- Sensação de vazio e de tristeza
- Baixa auto-estima
- Vontade de dormir muito ou de dormir muito pouco
- Sentimentos de culpa, incapacidade, pessimismo, sensação de inutilidade
- Perda de desejo sexual
- Perda de peso ou aumento de peso excessivo
- Dificuldade de concentração e falta de memória
- Dificuldade em tomar decisões
Se suspeitar que pode
estar a sofrer de depressão pós-parto procure ajuda. A psicoterapia promove o
bem-estar e o reencontro com a sua identidade!
Atreva-se a ser “a
pessoa” que também é mãe e não apenas a “mãe”!
Débora Água-Doce




