20/09/13

Quando o sim, dá lugar ao não! – Parte II




Tic tac… O dia mais feliz de Ana, transformara-se no dia mais infeliz!
Como recuperar da dor deste momento?
Como olhar à sua voltar e aceitar que o caminho agora se faz a 1?
Tic tac… O tempo parece não passar…

Ultrapassar uma perda, pode ser bastante difícil. Revêem-se os momentos partilhados… Questiona-se o porquê… Sente-se que talvez tenhamos errado em algum momento e temos a combinação perfeita para a depressão: Desilusão + Vazio + Culpa!
Como ultrapassar a depressão quando não queremos viver?
É possível renascer?
Se realmente quiser, tudo é possível!

Inicialmente, procure apoio junto dos que lhe são mais próximos (família, amigos). Não conseguirá ultrapassar esta dor sozinho(a)!
Partilhe a sua mágoa aos seus melhores amigos, essa companhia e apoio promoverão algum bem-estar.
Cuide da sua vida social. Evite isolar-se…
Já ouviu a expressão: “A Primavera não acaba por morrer uma Andorinha?” É verdade! Dói muito, eu sei, mas a sua vida continua! O mundo não acaba com o fim de uma relação!
Todos desejamos um amor eterno e para isso procuramos a pessoa perfeita, mas na verdade não existe só uma pessoa perfeita para nós, existem várias pessoas perfeitas que vamos encontrando ao longo da nossa vida!

A vida, vai sempre colocar-nos obstáculos no caminho! Mas nós, saberemos aprender com eles e seguir em frente. Não devemos desistir, em momento algum, daquilo que realmente sonhámos para nós!

Se neste momento está a passar por uma perda, semelhante ou não, à da Ana, olhe para o futuro, analise o que correu mal no passado, identifique o que não resultou e encare esta perda, como uma oportunidade de crescimento e de aprendizagem.
Muitas noites em branco e muitas lágrimas, serão a companhia mais presente nos primeiros tempos, mas, progressivamente recuperará a energia e o amor próprio, sentindo que está preparado(a) para começar de novo e quem sabe, atrever-se a viver uma nova relação amorosa.

Tente descansar… Relaxar… Tenha em atenção o seu estado de apatia e tente fazer uma alimentação saudável! O corpo e a mente são aliados na “cura” emocional da perda.
É duro o processo de desapego… Mas é possível!
E é possível voltar a Amar!
É possível Renascer e sorrir a 2 :)
Nunca é tarde para recomeçar!


Débora Água-Doce
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12/09/13

Quando o sim, dá lugar ao não!




Era manhã, a manhã do seu dia de princesa... Ana, tinha tudo pronto. Tudo planeado como sempre sonhou... O seu vestido reflectia a beleza no espelho... Tudo era magico...
Tic tac... O relógio teimava em não parar  e o tempo urgia para o tão esperado sim!
Chegada à igreja, a emoção era tanta que nem se apercebia dos que a rodeavam... Estava na hora de entrar...
-"Ana, o noivo está atrasado, não podes entrar ainda"
-"Quer dizer que a noiva tem fama de chegar atrasada mas é o noivo a fazer jus à profecia", disse Ana, em tom de brincadeira.
Tic tac... O relógio assinalava 1 hora de atraso...
Os convidados começavam a ficar inquietos e Ana... Ana decidiu ligar a Luís.
-"tmn... O número de telemóvel que pretende contactar, não tem voicemail activo".
O telemóvel estava desligado...
Chega o melhor amigo do noivo. Trazia o semblante pesado... Dirige-se a Ana e comunica-lhe:
-"O Luís não vem..." ... "Ele não consegue assumir este compromisso!" ... "Pede-te que não o odeies"...
Tic tac... O dia mais feliz de Ana, transformara-se no dia mais infeliz...

O que fazer quando nos tiram o "tapete"?
O que fazer quando nos dão um sonho e o transformam em pesadelo?
Como recuperar a nossa vida?

Tico tac...
O tempo não pára! 
O que fazer para "renascer"?

Lanço-lhe este tema. 
Para a semana, desenvolverei o mesmo, contudo, aguardo a sua opinião!


Débora Água-Doce



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27/08/13

Depressão pós-férias




Para muitos, as férias já terminaram!
Ficam para trás as longas noites de diversão, os dias de sol com cheirinho a Mar… Voltam-se a colocar os relógios no pulso…
Frequentemente, este é um momento em que surgem estados de desânimo. O voltar ao trabalho, à rotina, nem sempre é fácil e pode provocar estados depressivos. A falta de “sol” pode levar a mudanças de humor significativas.

Não permita que a Depressão o “assombre” nas pós-férias. Desafie esse estado depressivo. Não fique confinado ao trabalho e à sua casa. Saia! Não se conforme com o sofá e a TV ao fim-de-semana.
Permita-se a desafiar a rotina!
Passeie! Aprecie o movimento e tudo o que está à sua volta. Pratique exercício, o desporto é algo que promove o bem-estar! Vá ao cinema! Saia com os amigos… A família… Leia um livro…
Faça tudo o que lhe apetecer, excepto ficar à espera que as próximas férias cheguem.
Sugiro-lhe também que verifique as suas horas de sono, precisará de mais horas para fazer face ao desgaste dos horários das férias. Acorde com a luz do dia, não feche totalmente a janela.
Tente fazer uma alimentação saudável.
Aproveite o regresso à rotina para aprender algo que sempre quis e não teve oportunidade de fazer. Ajudará a aumentar a sua motivação!

Faça algo por si, todos os dias! Tenha o seu momento especial diário.
Quando der por isso, já é Verão outra vez :)

É bom voltar de Férias!


Débora Água-Doce





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01/08/13

O que queres ser quando fores grande?




“Eu queria ser astronauta
o meu país não deixou
Depois quis ir jogar á bola
a minha mãe não deixou
Tive vontade de voltar a escola
mas o doutor não deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
aquela dor não deixou.

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta ... e voar”

Ao longo do nosso crescimento, ainda na infância, numa altura em que é possível "querer ser tudo", somos questionados sobre o que “queremos ser quando formos grandes” e é tão difícil dar uma resposta concreta…
As crianças vivem no mundo da fantasia, no mundo em que tudo é possível. Sonham com o futuro! Querem ser bombeiros, policias, bailarinas, super-homens ou homens-aranha, tudo é possível! E é isso que importa. A capacidade de ser!

Em pequena quis ser cantora, sim, cantora! Colocava a cassete das Onda Choc a tocar (ainda sou do tempo das cassetes) e começava a dançar e a fingir que cantava para uma multidão de pessoas. Passava horas com o microfone em frente ao espelho! Para mim era um sonho possível, mesmo com os meus pais e a minha avó a rirem-se e a dizer que eu desafinava um “bocadinho”, eu achava que cantava bem :)
E sabem o melhor? Eles nunca destruíram o meu sonho, eu percebi em dada altura que não tinha vocação :)

Todas as crianças podem sonhar com o futuro, todas as crianças podem acreditar que os sonhos são possíveis de realizar. Afinal, são crianças e para elas o mundo de encantar é real!
Deixem as crianças serem o que quiserem, deixem-nas sonhar!
Terão tempo de ver o mundo “real” quando crescerem, tudo a seu tempo… Infância é tempo de sonhar. Tempo de sonhar sem medo!
Aproveite e sonhe com as crianças. Os adultos há muito que precisam disso “capacidade de sonhar”. É delas que recebemos a melhor das emoções, é para elas que esboçamos o melhor dos sorrisos…

Outro dia, em conversa com uma menina perguntei-lhe o que ela achava sobre a questão: “o que queres ser quando fores grande” e ela respondeu:
- “Quando for grande quero ser feliz! Vejo os “grandes” muitas vezes a chorarem e tristes, mas eu não quero ser como eles! Quero sorrir todos os dias! É possível, não é Débora?”
Sorri e acenei com a cabeça… É possível!
Basta acreditar e transformar cada obstáculo num desafio em vez de uma derrota.

Se o “país não deixar ser astronauta”, se “a mãe não deixar ir jogar à bola”, se “o doutor não deixar voltar à escola”, se “a dor não deixar dormir”, vamos voltar a sonhar! Não vamos deixar de correr atrás do sonho, seja ela qual for. Basta acreditar e correr atrás! No fim, vamos “Voar”!

O que queres ser quando fores grande?
Quero ser, não quero apenas existir!



Débora Água-Doce
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12/07/13

“Será que afinal, não têm todos razão?”




Certo dia, numa pequena e longínqua vila Indiana, quatro respeitados sábios discutiam afincadamente sobre um importante tema, um qualquer daqueles temas profundos, tão comuns às discussões entre sábios. Estavam há horas mergulhados numa fervorosa discussão, ainda longe de se entenderem, quando os seus argumentos foram interrompidos por um desafio lançado por um espectador. Tratava-se de uma criança, que se fazia acompanhar por um elefante. Elefante esse, que mesmo para elefante, era dono de umas gigantescas proporções.
A criança lançou-lhes o repto de que adivinhassem a natureza da “coisa” que ela lhes apresentava. Ora acontece que estes quatro sábios eram todos cegos, logo, apenas poderiam utilizar o tacto para desvendar este enigma.
O primeiro sábio tocou numa perna do elefante e sentido uma coluna sólida e pesada, uma vez que por mais que a empurrasse ela não se movia, afirmou rapidamente que se tratava de uma grande e resistente coluna de pedra.
Por sua vez, o segundo sábio aproximou-se do colossal animal e ao apalpar-lhe as orelhas ondulantes, anunciou a todos com grande convicção que tinha descoberto o que era esta “coisa”, e o que esta coisa era, não era nem mais nem menos do que um lençol.
O terceiro sábio, depois de ouvir os outros afirmarem realidades tão diferentes, tinha a certeza que ambos estavam errados e seria ele a acertar na resposta. Assim, ao sentir as presas pontiagudas do animal, estava convicto ao declarar que o que a criança tinha ali, era uma arma de guerra, um verdadeiro aríete.
Finalmente, o quarto homem sábio, decidido a por ordem naquilo que achava ser uma sequência de disparates, avançou decidido para o elefante. Por sorte ou azar, foi direito à parte traseira do animal, mais propriamente à sua cauda. Nas mãos do sábio ela parecia uma sinuosa e áspera corda, e como tal, garantiu com toda a certeza a quem o quisesse ouvir, que aquela “coisa” se tratava efectivamente de uma corda.

Depois de todas as opiniões dadas, argumentos expostos e explicações feitas, a criança deixou os sábios levando consigo o seu elefante. Antes de partir, deixou-os com a seguinte questão: “Será que afinal, não têm todos razão?”

Pois é, se olharmos para um problema de uma só perspectiva e nos agarrarmos a ela como uma verdade absoluta, ignoramos outras possíveis perspectivas e perdemos a ideia global do problema, não nos sendo possível entendê-lo no seu todo.

Olhe para as situações de várias perspectivas!


Débora Água-Doce



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05/07/13

Casa comigo novamente… Desta vez vamos ser felizes!




Já ouviu a expressão: “voltar para um velho amor é como ler um livro pela segunda vez, já sabe como vai terminar”?

Emocionalmente tendemos a acreditar que esta expressão é completamente falsa, que há sempre outra oportunidade quando há amor e que nunca é tarde para recomeçar. A realidade, porém, muitas vezes, mostra-nos o lado inverso do nosso ideal romântico de relação.
Viver uma relação baseada apenas no amor não é sinónimo de felicidade. É claro que o mais importante é o amor, mas ele, sozinho, não alimenta uma relação. É preciso muito mais do que isso. Partilha, respeito, companheirismo, objetivos de vida em comum, diversão, intimidade física, são apenas algumas das diversas características básicas que alimentam uma relação.

Quando um casal se separa, frequentemente não é por falta de amor, mas sim porque algumas das características básicas não estavam fortes o suficiente, o que impossibilita a continuidade duma relação equilibrada e feliz.

Após a separação, enfrentam-se muitas dificuldades… A carência, a saudade da rotina vivida na relação, as noites que parecem não terminar, os dias em que não se sabe o que fazer… Acreditamos que estaríamos melhor com aquela pessoa que tanto significou para nós.
Mas porque reagimos assim?
Porque sentimos que toda a imperfeição anterior se pode transformar na perfeição presentemente?
Porque é mais fácil aceder a algo já conhecido do que permitir a entrada do desconhecido. Assusta-nos ter consciência da ausência do conforto de uma relação que fez parte da nossa vida por tanto tempo. Recomeçar é difícil… O vazio preenche-nos!

E no seio do luto da relação, eis que surge uma reaproximação da pessoa e com ela, uma esperança que alivia o sofrimento. Como a mente mente, e a verdade não advém apenas da razão, acreditamos que desta vez vai ser diferente, que tudo vai ser melhor. Que a pessoa mudou! Retrocedemos…
Quando existe um recomeço, ao início tudo é mágico! Lembra-se da fase da paixão e do enamoramento? É semelhante!
Contudo, a rotina volta, a paixão diminui e muito provavelmente sente que nada mudou…
O luto de uma relação é longo e doloroso… É preciso tempo para a recuperação! Faz parte do processo de “renascimento”.
A carência leva a confundir emoções o que gera a vontade de reconciliação. Não se esqueça que a carência faz parte do processo de luto, é necessário aceder à tristeza para conseguir “voar sozinho”.
Não quero com isto dizer que não existem finais felizes com o(a) ex-companheiro(a), existem!!! Contudo, também existem os finais não felizes e é preciso ter consciência dessa possibilidade!

A felicidade encontra-se dentro de nós e não no outro! O maior Amor que pode sentir, é o amor por si próprio.

Questione-se do porquê de permitir novamente que alguém que o magoou volte a entrar na sua vida…
E dê uma oportunidade a si próprio de ser feliz!
Ame-se!



Débora Água-Doce
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27/06/13

Como se mede o Amor?





Quantas vezes já disse ou ouviu a expressão "eu amo-te mais" ou "tu não me amas tanto quanto eu"?
Quantas vezes não falou, com alguém sobre este tema?
Acha possível medir o Amor?
Existe alguma forma de medir este sentimento?
Mede-se como?
Pelos gestos... Atitudes...
Olhares...
Palavras...
Existe algum padrão de comportamento para as pessoas que amam?

Vamos imaginar que num casal, um deles é muito romântico e valoriza o romantismo, mas outro é o oposto e não liga nenhuma ao romantismo. Quer dizer que o romântico ama mais?
Faz-lhe sentido concluir isto?
É natural que o romântico fique triste, pois gostava de "receber o que dá", mas isso determina o amor?
As pessoas são todas diferentes! Essas diferenças fazem com que tenham formas também diferentes de expressar as emoções. O que não significa que o sentimento seja menor, é apenas expressado de forma diferente.

Quando se está numa relação e se sente um desequilíbrio, talvez seja importante "olhar de fora". Muitas vezes o sentimento está lá, contudo, a expectativa criada à volta do que é o Amor,  leva à frustração e ao sentimento de vazio. É como se procurasse algo inexistente...
É importante ter consciência das diferenças que perfazem um casal. É importante reconhecer as suas necessidades e as do seu parceiro. Aceitando as diferenças e procurando em conjunto, um partilha e ajustamento que leve ao equilíbrio.
Não temos que mudar ninguém, mas podemos ajustar-nos, sem fugir à nossa personalidade, contribuindo para uma melhor relação.

O Amor mede-se?
O Amor constrói-se!

"Não se pode medir a quantidade de amor! 
Não há muito ou pouco amor... Há Amor!"


Débora Água-Doce
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