Não te consigo descrever na tua
essência…
É difícil perceber de onde surgiste
e o porquê de me dominares em determinados momentos, da forma como dominas.
Fazes-me sofrer e prejudicas-me!
Não me deixas libertar de coisas
que, no fundo sei que não sou culpada, mas que insistes em me querer culpar.
Mas porquê? Pergunto-me.
Porque é que existes? Porque me
causas dor? Porque não me deixas ter a “lucidez” que preciso e ao invés
influencias-me constantemente?
Quando te sinto pesas-me nos ombros
e embrulhas-me o estômago, fazes-me doer… Bloqueias-me o pensamento e
impedes-me de tomar decisões. Provocas-me muita confusão mental e demasiada
ansiedade.
No fundo sei e sinto que na maioria
das vezes que sinto, não deveria sentir. Sei que não sou culpada de muitas
coisas pelas quais me culpo.
Não sei… Talvez se não existisses
os meus problemas tivessem uma menor dimensão no meu pensamento.
Tento fazer o melhor que sei pelos
que me são próximos, mas tu, dizes-me que não é o suficiente. Só queria que me
deixasses viver a minha vida de uma forma mais liberta, mais simples.
Não tenho culpa de as pessoas serem como são! Eu também sou como sou e
tentei procurar ajuda para resolver aquilo que não gosto em mim ou penso que
devo melhorar.
Talvez seja um engano mas penso que
se me desses tréguas, podia ser mais feliz.
Mas quem é que será que deve dar
tréguas a quem?!
Estas são as palavras que
libertaram as emoções sentidas pela “Maria” com relação ao que tem sido para si
viver com Culpa.
A “Maria” é uma mulher igual a
tantas outras, contudo, conhece bem as suas fragilidades e essa consciência
abriu o caminho para a procura de bem-estar!
Ao longo da nossa vida temos momentos
de paz e felicidade, mas temos igualmente a nossa porção de dor. Acontecem
coisas que não esperávamos, que não merecíamos, que não entendemos. A nós e
àqueles que amamos. Isso Dói…
Há, porém, o facto curioso de que
em muitas ocasiões somos nós mesmos a fazer as coisas que depois nos fazem
sofrer.
"Quando
eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha Nazi, pude observar que
alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros,
distribuindo as suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas
ensinaram-me uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos
a última das suas liberdades – escolher de que maneira vai agir diante das
circunstâncias do seu destino", escreveu Vicktor Frankl.
Existe em cada um de nós a
possibilidade de escolha, a possibilidade de ser Feliz!
Débora Água-Doce
Débora Água-Doce




