28/04/13

O Homem e o Principezinho





 “- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer “cativar”?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incómodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços...”
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... Eu creio que ela me cativou...” Antoine de Saint- Exupéry

Tal como o Principezinho procurou o Homem, também nós, o procuramos diariamente. Procuramos chegar à singularidade de cada um, procuramos cativá-lo para que nos deixe aceder à sua essência, para que o possamos descrever como ser pensante e emotivo, não apenas como ser físico.
Ser Homem não é ser somente Humano e do sexo masculino. Ser Homem é ser inteiro, com vícios e virtudes, forças e fraquezas, sucessos e fracassos, emoções e convicções. É ser sociável, humano, ético. É ser um passado e um presente. É ser uma parte que completa outra.
Ser Homem é também… Ser Principezinho.
E para si? O que é o Homem?

Débora Água-Doce
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26/04/13

Amar-se!






Recorda-se da última vez que se apaixonou?
O seu coração bateu acelerado.
Foi um momento mágico!
Saudades dessa sensação?

Sabia que pode sentir essa magia consigo próprio?
É verdade, sentimos o mesmo quando nos amamos, com a vantagem de que esse amor não termina.
A partir do momento em que nos amamos, amar-nos-emos para toda a voda.

Posto isto, podemos transformar este amor na nossa melhor forma de relação!
Mas como nos apaixonamos por nós?

É incrível o número de pessoas que sofrem de baixa auto-estima… É difícil amar-nos a nós próprios. Consideramos ter imensos “defeitos” (é assim que lhes chamamos “tenho defeitos”) e pensamos ser impossível amar-nos como somos.
Colocamos condições para nos amarmos e quando estamos em relação, condicionamos também o nosso sentimento pelo outro que nos completa.
Certamente já ouviu a expressão “só poderás amar alguém quando aprenderes a amar-te a ti próprio”.
Então, qual é o segredo para amar-se a si mesmo?

“Quando perdoamos e nos libertamos,
não é só um peso enorme que sai das nossas costas,
é também uma porta que se abre para nos amarmos a nós próprios”.
L.L.H.

Em breve, deixarei aqui algumas dicas de suporte à viagem que tem como estação de destino: “Amar-se”!

Débora Água-Doce
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24/04/13

Folha em Branco





“Conta a história que certo dia, um professor estava a vigiar um exame e em silencio os alunos tentavam responder às perguntas, com alguma ansiedade. Faltavam 15 minutos para terminar o tempo quando um aluno coloca o braço no ar e diz:
- Professor, pode dar-me uma folha em branco?
E justificou:
- Eu tentei responder às questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão… Queria começar outra vez.
Apesar do pouco tempo que faltava, o professor deu-lhe a folha em branco e ficou a torcer por ele.
O aluno refez o exame e teve a nota máxima.”

O que é uma folha em branco, senão a vida de cada um de nós?
A folha em branco é sua!
Nascemos para escrever a nossa própria história e reescrevê-la quando é preciso! Todos nós temos a possibilidade de pedir uma folha em branco em qualquer momento e começar de novo!
Não se dê por vencido, pegue numa caneta e comece a dar forma à folha. Não há tempo a perder! Acredite ser possível fazer renascer a sua esperança e mudar a sua vida!
Poderá encontrar momentos em que sentirá que não vai conseguir. A tarefa que tem em mãos é enorme. Mas… Dia a dia mantenha o seu empenho e à medida que o tempo for passando, haverá algo em si que lhe dirá para continuar. Para persistir. Para acreditar!
Chegará então um dia em que olhará com maior detalhe para a sua folha em branco, como se procurasse secretamente um sinal do remate da sua história. E tal não será o seu espanto quando reparar que a folha já não está em branco. Mas não será tudo, o melhor virá a seguir…

Esta reflexão sobre a Folha em Branco, relembra-nos que devemos sempre lutar por aquilo em que acreditamos. Aconteça o que acontecer, há que manter a fé e a determinação. Devemos continuar sensíveis à sensibilidade que nos rodeia, mesmo quando a desilusão toma conta de nós e nenhum resultado vemos do nosso esforço. Seremos resilientes até ao ponto de pedir outra página em branco para transformar rabiscos em palavras de esperança e imagens sem sentido em sonhos concretizáveis.
E no final disto tudo, olharemos para trás e sentiremos que valeu a pena. Que nos tornámos mais e melhor. Que conseguimos preencher a folha em branco e torna-la numa nova folha, cheia de sonhos!
Arrisque!

Débora Água-Doce
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22/04/13

COMPRAS! Sinónimo de Saúde e Bem-Estar?





Um estudo britânico demonstra que fazer compras queima quase 400 calorias por semana. Foram entrevistadas 2000 mulheres que afirmaram ficar mais cansadas após um dia de compras, do que depois de um treino no ginásio. Concluiu-se que uma mulher percorre cerca de 248 quilómetros por ano, só em compras. Por semana, gasta, em média, cerca de duas horas e meia, ou seja, 4,7 quilómetros. A pesquisa refere ainda que as mulheres vivem cerca de 13 horas por mês em supermercados, shoppings e lojas, e que duas horas seguidas de compras podem queimar 283 calorias, enquanto três horas podem simplesmente combater todas as calorias de um hamburger. Um outro estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, conclui que fazer compras não só é benéfico para a saúde, como evita a solidão, a depressão, melhora o equilíbrio mental e ajuda a viver mais e melhor, por mais tempo.

Hum… Interessante!...
Mas se é assim, como manter este “exercício” quando a crise nos afecta pessoalmente?
Vamos todas ficar deprimidas e viver menos e pior?
Que estratégias podemos adoptar para perder calorias, sentirmo-nos bem emocionalmente e não nos sentirmos sozinhas?
As compras, estão muitas vezes associadas ao preenchimento de um vazio, através da procura e aquisição de algo, pelo que, existe a necessidade de estarmos atentas ao nosso comportamento, de forma a evitar dependência às compras (excitação perante a expectativa das compras; prazer na aquisição de objectos supérfluos; arrependimento e remorsos pelo dinheiro gasto e pela perda de controlo; repetição do acto para superar o mau estar). Esta dependência acaba por promover a absorção total da pessoa, que gradualmente se vai desligando e esquecendo da vida social e familiar, assim como do trabalho e dos seus outros interesses.
Colocando de parte a hipótese da dependência e considerando apenas a necessidade da compra de roupa como promotor de auto-estima, é importante referirmos que a imagem de perfeição “estampada” nos meios de publicidade não combina com o dia-a-dia da maioria das mulheres. A disponibilidade de tempo, de dinheiro e do próprio desejo são antagónicas à questão social frente à imagem física, o que em algumas mulheres gera culpa e sensação de inferioridade e baixa auto-estima.
Além do histórico pessoal de cada mulher, os padrões de beleza vigentes influenciam directamente nesse sentido.
A auto-estima constrói-se ainda na infância, a partir da relação com os pais (ou prestadores de cuidados), logo, as crianças que são muito criticadas, ou não recebem muita atenção dos pais, podem viver na procura desse reconhecimento, mesmo com outras pessoas, o que pode transportar-se para a vida adulta.
Existem vários tipos de padrões de comportamento/pensamento em mulheres com baixa auto-estima ou com uma imagem corporal negativa, nomeadamente: sentem-se insatisfeitas relativamente ao seu aspecto físico; pensam que a sua aparência é alvo de crítica e avaliação por parte dos outros; dão uma importância excessiva ao aspecto físico ao auto-avaliarem-se; têm uma preocupação angustiante com o corpo; podem pesar-se, medir-se, maquilhar-se e experimentar roupa de uma forma excessiva, perdendo muito tempo com esses rituais; evitam situações sociais em que sintam que o seu corpo está mais exposto ou que sintam que são mais avaliadas; comparam-se com outras mulheres colocando-se numa posição de inferioridade; entre outros.
Esta dificuldade em valorizar-se pode gerar muitos problemas a nível pessoal mas também a nível profissional.
Pelo que é urgente apaixonar-se por si!!!
Mas como?
Como promover a Saúde Física e Mental?
Como promover a Auto-Estima?
Como ser “Feliz” sem recorrer às compras?
Tem alguma ideia?
Partilhe-a connosco!

Débora Água-Doce
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19/04/13

Amar sem Vergonha





Quando escrevi o texto “Gostar de Si”, foi com o objectivo de fornecer algum conhecimento sobre a doença oncológica da mama e as vivências da mulher com diagnostico desta doença, referentes à imagem corporal.

Hoje trago-vos o “Amar sem Vergonha”, que não é mais do que a relação entre a Imagem Corporal em Mulheres com Cancro da mama e a sua Sexualidade.

Vários estudos sobre o tema, concluem que não existem diferenças significativas entre as variáveis imagem corporal e vivências sexuais, logo, não se pode concluir que exista, de facto, uma mudança nas vivências sexuais devido à alteração da imagem corporal provocada pela mastectomia ou cirurgia conservadora.
O que nos levam ao encontro da teoria defendida por Ducharme et al. (1988), em que a sexualidade de um sujeito não é determinada por características e/ou capacidades físicas, o que faz com que não se deva julgar o deficiente físico como impossibilitado da pratica sexual.
Barni e Mondin (1997) sublinham, a pertinência da manutenção da vida sexual das mulheres mastectomizadas no combate à imagem de doença e debilidade. Os referidos autores, constataram no seu estudo que é indispensável que as mulheres submetidas a amputação da mama, e que têm parceiro sexual, discutam com este os seus problemas desta índole. Do mesmo modo, partilhamos do ponto de vista de Payne et al. (1996), Barni e Mondin (1997), Baptista (1999) e Oliveira (2000), que consideram ser extremamente importante o facto de que as mulheres com cancro da mama, assim como outros doentes do foro oncológico, mantenham a actividade sexual sempre que possível, pois esta contribui para a conservação da saúde residual da doente, melhorando a adaptação à doença.

Posto isto, a explicação para uma não mudança no relacionamento conjugal devido à alteração da imagem corporal provocada pela mastectomia ou cirurgia conservadora, certamente estará relacionada com a qualidade do relacionamento sexual existente entre o casal antes da doença. Estes resultados corroboram a teoria de Pádua (2006), que defende que a qualidade do relacionamento sexual existente entre o casal será responsável não só pelo alcance e a manutenção da estabilidade emocional da mulher, mas também pelo retorno do interesse sexual numa fase mais calma da doença. Assim, após a cirurgia e com a estabilidade da doença, o casal volta a interessar-se pela vida sexual e começa a preocupar-se com o relacionamento sexual de ambos. Procuram maior intimidade, trocas de carícias, prazer e novas formas de adaptação às condições actuais da mulher a fim de tornar o relacionamento sexual mais agradável, confortável e prazeroso.

Sabemos que tem aumentado o número de investigações na área da oncologia, todavia a prioridade tem sido dada a estudos genéticos e biológicos sobre o aparecimento, controlo e tratamento da doença. Contudo, o orgânico não se deve separar do psíquico. A par do sofrimento físico surge o sofrimento psicológico.
Sobretudo em mulheres que realizam uma mastectomia, a intervenção psicológica parece tornar-se indispensável. Ajudar a mulher a lidar com as alterações corporais, a desenvolver estratégias de coping que lhe permitam encarar as mudanças na sua aparência, informando-a que a sua feminilidade continua a existir são algumas das formas como um psicólogo pode intervir.
O tratamento físico é fundamental, porém o psíquico igualmente o é. A saúde é uma relação de equilíbrio entre o corpo e a mente, com um certo nível de comunicação e conhecimento entre o externo e o interno. Saber o que se passa com o físico e com os motivos psíquicos relacionados a esse físico doente e a forma de conduzirmos a cura (Conte, 2003).
Com relação também, às Vivências Sexuais, o acompanhamento psicológico da doente e do seu companheiro torna-se fundamental ao bem-estar e à qualidade de vida de mulheres com cancro de mama. O parceiro da doente é, em grande parte dos casos, a pessoa com maior contacto directo com a doente. Ouvir, compreender e ajudar o casal a enfrentar esta nova e indesejável situação ajudará ambos os cônjuges a se reajustarem a uma série de novos papéis e funções e proporcionará uma melhor comunicação entre ambos.
A adaptação na vivência do cancro da mama é vista como um processo de ajustamento que envolve uma interacção entre as características do cancro e o seu tratamento, bem como avaliações cognitivas, experiências vivenciadas, esforços de coping (Osowiecki & Compas, 1999) e o respectivo suporte social.


Débora Água-Doce
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16/04/13

"Tanta ROUPA e nada para VESTIR!" Tanta EMOÇÃO e nada para SENTIR!





Cada vez mais existe uma maior oferta de estilos, as tendências surgem a um ritmo alucinante e entram na nossa vida sem pedir licença, são as montras fantásticas, as revistas com estilos brilhantes, a televisão, a internet, etc, etc, tudo é viável no que toca a publicar Moda e a questão que se coloca é: conseguimos resistir a tanta beleza?
Umas vezes, sim, outras vezes, não. Muitas vezes torna-se difícil resistir, principalmente para quem é amante de Moda ;) e claro está, adoramos que os modelitos façam parte do nosso Guarda-Roupa!
O facto de não conseguirmos resistir a um modelito de cortar a respiração ou a um estilo que poderá provocar muitos “estás gira!”, gera um consumo exagerado que ao fim de algum tempo, provoca o caos do Guarda-Roupa e apesar de termos looks fantásticos dentro do nosso “Armário de Sonhos” acabamos por proferir a expressão “Tanta Roupa e nada para Vestir”!
O que vestir para ir trabalhar? O que vestir para ir a uma festa? O que vestir para ir jantar fora? O que vestir para ir passear? O que vestir…?
Apesar de termos tanta Roupa, não sabemos o que fazer com ela, o que coloca a necessidade de realizar uma selecção do que é prático, do que é sofisticado, do que é versátil…
Do que nos faz sentir bem!

Mas… O que tem isto da Roupa a ver com Emoções?

Tal como as peças de Roupa que se amontoam no nosso “Armário de Sonhos”, também as nossas Emoções se amontoam na nossa Vida, gerando muitas vezes, também elas um caos, o caos Emocional.
E o que fazer com as Emoções? Para que servem elas?
Também servem para “embelezar” quem somos?
A Emoção também surge sem pedir licença! Surpreende-nos, submerge-nos e transforma-nos! Dá-nos a perfeita noção de que não somos apenas razão e autocontrolo.
A Roupa e a Emoção são comuns principalmente num aspecto: PREPARAM-NOS PARA A ACÇÃO!
Tal como na Moda, não existe o bonito e o feio, existe o gosto pessoal, também não podemos rotular as emoções de boas ou más, positivas ou negativas. Simplesmente, podem umas ser mais agradáveis e outras mais desagradáveis, ambas com o papel de nos orientar para a sobrevivência.
Há pouco, falei-vos da existência de vários tipos de roupa de acordo com determinadas ocasiões, mas, será que as emoções, quando adaptativas, também se configuram diferencialmente? Têm papéis diferentes?
Claro que sim!
As emoções desagradáveis protegem-nos do perigo e orientam-nos para objectivos e para acções específicas.
As emoções agradáveis motivam-nos para explorar o mundo que nos rodeia de forma proactiva e devolvem a harmonia depois de experiências emocionais desagradáveis.

A Psicanálise contribuiu para a nossa compreensão do modo como as pessoas se defendem das realidades emocionais dolorosas, mas o que torna as pessoas felizes?
Para muitas pessoas, até o simples aceitar de um elogio é algo muito difícil. Frequentemente as pessoas arranjam maneira de sabotar a sua própria felicidade, receando o risco de alcançarem o que realmente desejam, com medo que no fim as coisas corram mal!
Mas as pessoas têm essa capacidade! Está lá escondida no íntimo de nós, tal como aquele vestido rosa que ficou no fundo do armário. Ouse em procura-lo!
Permita-se a experienciar sentimentos bons. Permita-se a ver num perigo, uma oportunidade.
Permita-se a sentir Emoções em determinadas situações, não se conforme em conhecer a sensação de apenas uma ou duas. Permita-se a sentir o “tecido” que as caracteriza e “vista” aquelas que melhor lhe assentam!

Débora Água-Doce
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14/04/13

Como se fosse magia… EMDR...





“Não consigo conduzir! Não suporto a ideia de ter de pegar no carro… É assustador ver os carros a virem na minha direcção. É como se viessem contra mim!!!
Ser passageiro também é para mim difícil… Aliás, é extremamente difícil… Dou por mim a evitar determinadas actividades apenas para evitar deslocar-me em meios de transporte.
Não percebo o que se passa comigo… Nunca fui assim! Sempre gostei de conduzir até ter aquele AVC…”

Este é o pedido que a Maria (nome fictício) faz na consulta de psicologia: perder o medo da condução e voltar a conduzir.
Maria tinha um percurso de vida perfeitamente normal, até ao dia em que sofreu um AVC. A partir desse dia, algumas coisas mudaram na sua vida e a limitação que mais a perturbou foi o não conseguir conduzir.
Tínhamos como missão “devolver a liberdade” à Maria, dessensibilizando o seu medo à condução.
Iniciámos então a nossa “viagem” no consultório, onde criámos a relação que mais tarde nos permitiu utilizar como técnica terapêutica o EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing - Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento Ocular) que se configura como uma terapia breve e focal, muito adequada ao pedido que a Maria nos fez.

Mas o que é isto do EMDR?
O EMDR, é um método de dessensibilização e reprocessamento de experiências emocionalmente traumáticas por meio de estimulação bilateral do cérebro, a qual promove a comunicação entre os dois hemisférios cerebrais.
O processamento natural da informação é reposto e assim após uma sessão com EMDR, a percepção psicosensorial já não se manifesta como antes quando o acontecimento traumático é trazido à mente. As memórias ainda são recordadas mas o efeito perturbador desaparece. O EMDR recria o que acontece naturalmente durante o sonho ou o sono na fase REM (Rapid Eye Movement) e pode ser encarado como uma terapia de base fisiológica, que ajuda a pessoa a encarar e viver os traumas de uma forma nova e sem os efeitos perturbadores.

Ficou com curiosidade em saber como correu a nossa “viagem”?
Posso revelar: A Maria já conduz e é autónoma :)

Débora Água-Doce
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