Cada vez mais existe uma maior
oferta de estilos, as tendências surgem a um ritmo alucinante e entram na nossa
vida sem pedir licença, são as montras fantásticas, as revistas com estilos brilhantes,
a televisão, a internet, etc, etc, tudo é viável no que toca a publicar Moda e
a questão que se coloca é: conseguimos resistir a tanta beleza?
Umas vezes, sim, outras vezes, não.
Muitas vezes torna-se difícil resistir, principalmente para quem é amante de
Moda ;) e claro está, adoramos que os modelitos façam parte do nosso
Guarda-Roupa!
O facto de não conseguirmos
resistir a um modelito de cortar a
respiração ou a um estilo que poderá provocar muitos “estás gira!”, gera um consumo exagerado
que ao fim de algum tempo, provoca o caos
do Guarda-Roupa e apesar de termos looks
fantásticos dentro do nosso “Armário de Sonhos” acabamos por proferir a
expressão “Tanta Roupa e nada para Vestir”!
O que vestir para ir trabalhar? O
que vestir para ir a uma festa? O que vestir para ir jantar fora? O que vestir
para ir passear? O que vestir…?
Apesar de termos tanta Roupa, não sabemos
o que fazer com ela, o que coloca a necessidade de realizar uma selecção do que
é prático, do que é sofisticado, do que é versátil…
Do que nos faz sentir bem!
Mas… O que tem isto da Roupa a ver
com Emoções?
Tal como as peças de Roupa que se
amontoam no nosso “Armário de Sonhos”, também as nossas Emoções se amontoam na
nossa Vida, gerando muitas vezes, também elas um caos, o caos Emocional.
E o que fazer com as Emoções? Para
que servem elas?
Também servem para “embelezar” quem
somos?
A Emoção também surge sem pedir
licença! Surpreende-nos, submerge-nos e transforma-nos! Dá-nos a perfeita noção
de que não somos apenas razão e autocontrolo.
A Roupa e a Emoção são comuns
principalmente num aspecto: PREPARAM-NOS PARA A ACÇÃO!
Tal como na Moda, não existe o
bonito e o feio, existe o gosto pessoal, também não podemos rotular as emoções
de boas ou más, positivas ou negativas. Simplesmente, podem umas ser mais
agradáveis e outras mais desagradáveis, ambas com o papel de nos orientar para
a sobrevivência.
Há pouco, falei-vos da existência
de vários tipos de roupa de acordo com determinadas ocasiões, mas, será que as
emoções, quando adaptativas, também se configuram diferencialmente? Têm papéis
diferentes?
Claro que sim!
As emoções desagradáveis
protegem-nos do perigo e orientam-nos para objectivos e para acções
específicas.
As emoções agradáveis motivam-nos
para explorar o mundo que nos rodeia de forma proactiva e devolvem a harmonia
depois de experiências emocionais desagradáveis.
A Psicanálise contribuiu para a
nossa compreensão do modo como as pessoas se defendem das realidades emocionais
dolorosas, mas o que torna as pessoas felizes?
Para muitas pessoas, até o simples
aceitar de um elogio é algo muito difícil. Frequentemente as pessoas arranjam
maneira de sabotar a sua própria felicidade, receando o risco de alcançarem o
que realmente desejam, com medo que no fim as coisas corram mal!
Mas as pessoas têm essa capacidade!
Está lá escondida no íntimo de nós, tal como aquele vestido rosa que ficou no
fundo do armário. Ouse em procura-lo!
Permita-se a experienciar
sentimentos bons. Permita-se a ver num perigo, uma oportunidade.
Permita-se a sentir Emoções em
determinadas situações, não se conforme em conhecer a sensação de apenas uma ou
duas. Permita-se a sentir o “tecido” que as caracteriza e “vista” aquelas que
melhor lhe assentam!
Débora Água-Doce