Endometriose




A endometriose tem sido considerada uma patologia misteriosa, mas cada vez mais conhecida e divulgada. Apresenta-se sob a forma de tumores que envolvem vários órgãos pélvicos e está classicamente associada à dor pélvica, ciclos menstruais irregulares e infertilidade. Contudo, estes sintomas variam muito de mulher para mulher.
Esta doença, que é crónica, ocorre quando o endométrio – a parte que reveste o interior do útero e se desprende em cada ciclo através da menstruação – se encontra noutros locais, mais frequentemente na pélvis. Uma vez na pélvis, e com os ciclos menstruais da mulher, produzem-se pequenos sangramentos. Estes ao não serem corretamente eliminados pelo próprio organismo, serão responsáveis, em parte, pelo quadro de dor e infertilidade.
Estima-se que a incidência de endometriose em Portugal seja de 700 mil casos, sendo a endometriose profunda grave uma parcela muito pequena deste numero.
Nos últimos anos, não houve qualquer avanço no tratamento sintomático da doença e continua sem existir cura. Contudo,  neste momento o diagnóstico e início do tratamento podem ser mais céleres, o que, melhora a qualidade de vida das doentes.


Porquê a psicoterapia no tratamento da endometriose?

As interações íntimas entre os nossos pensamentos, emoções e imunidade são a base para a interpretação da mensagem que a endometriose representa para a mulher enquanto individuo.
Estudos sobre o sistema imunológico das mulheres com endometriose sintomática demonstram que estas mulheres quase sempre têm anticorpos contra o seu próprio tecido, chamados autoanticorpos. Isto significa que, bem lá no fundo, a consciência da pélvis rejeita os seus próprios problemas.
O sistema imunológico é altamente sensível, e a nossa sobrevivência depende da sua capacidade de reconhecer e distinguir entre si e o outro.

Então como podemos explicar que o nosso sistema imunológico desenvolva ações autodestrutivas?
Podemos basear-nos na evidencia de que o sistema imunológico transporta as mensagens das nossas mentes.

A endometriose pode ser considerada a doença da “competição”.
A endometriose desenvolve-se quando as necessidades emocionais de uma mulher entram em competição com a sua forma de funcionar no mundo exterior. Quando uma mulher sente que as suas necessidades emocionais mais íntimas entram em conflito direto com o que o mundo lhe exige, a endometriose é um dos caminhos que o corpo tenta utilizar para chamar a atenção para o problema. A chamada psicossomática em ação.
Normalmente, as doentes de endometriose, preocupam-se primeiro com tudo à sua volta e só depois consigo próprias. Mulheres que em vez de fazerem algo que lhes apetece estão preocupadas em resolver os problemas dos outros, que preferem fazer voluntariado ou procurar uma solução para a vida de alguém em vez de descansarem, até quando se sentem doentes. Colocam sempre as suas necessidades em ultimo lugar... esquecem a necessidade de autocuidado e rejeitam a possibilidade de sentir o que se está a passar emocionalmente dentro delas, dedicam-se exclusivamente ao mundo exterior. Quase como se existisse uma rejeição do seu Ser feminino.
Também se tem verificado uma correlação entre a baixa autoestima e esta doença, o que não é de admirar tendo em conta que a base do bem-estar é o amor próprio. Muitas mulheres com endometriose têm um autoconceito depreciativo "não sou suficientemente boa", onde constantemente se sentem inadequadas e inferiores a todos os que as rodeiam. Como se tudo o que são ou fazem fosse sempre insuficiente para se valorizarem e sentirem-se merecedoras de amor e afecto.

As Mulheres com endometriose sintomática reagem melhor a um programa de tratamento global, onde os seus sistemas imunológicos são apoiados na sua totalidade.
A endometriose provoca sentimentos de incapacidade, culpa, medo, angústia, incerteza, inferioridade...
A Psicoterapia é uma ferramenta que facilita a capacidade de gerir todas estas emoções e potencia a capacidade de autocuidado e de descoberta das mudanças que necessita implementar na sua vida.
Uma vida tranquila, sem stress ou ansiedade, reduz a probabilidade de inflamação e consequentemente, alivia a sintomática da mesma.


Com Amor,

Débora

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