27/08/18

A Beleza...



Sinto cada vez mais, que vivemos na era da imagem! Tudo é direcionado para a imagem perfeita, para o que promove o elogio.
Constantemente somos assaltados por marketing visual, pelo que é bonito, pelo que é aceite socialmente, pelo que é expectável sermos.
Vivemos na era da Selfie, onde o mostrar daquela fotografia espetacular te trará uma centena de aprovações, mas no fim... Existem cada vez mais pessoas a sofrer em silencio por não sentirem que estão à altura, por não se acharem bonitas o suficiente, de acordo com o estereótipo da perfeição que nos é imposto.




De acordo com vários autores o conceito de imagem corporal é impossível de definir claramente. Metodologicamente, e de acordo com Hopwood et al. (2001), não existe, hoje em dia, qualquer consenso face à definição de perturbação da mesma. Não há ainda uma teoria unitária que congregue todas as abordagens existentes. Cash e Pruzinsky (1990) são da opinião de que é um conceito extremamente ambíguo.



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20/08/18

Vulnerabilidade

No seguimento do ultimo texto que vos partilhei, sobre a doença que me afecta, recebi inúmeras mensagens de agradecimento pela partilha, mas também de louvor pela coragem da mesma.
Essas mensagens criaram a necessidade de hoje vos trazer o tema: Vulnerabilidade.



Durante a formação em Psicologia, é-nos ensinado desde muito cedo que uma certa distancia e inacessibilidade contribuem para o prestigio e que, se formos demasiados empáticos a nossa credibilidade é colocada em causa.
Foram anos a ouvir isto, mas o certo é que quando fiquei frente a frente com o primeiro paciente, essa premissa desapareceu e só a empatia e a vontade de dar e ajudar surgiram em mim.
Mais tarde [em 2013], com a criação do Blog, surgiu novamente essa premissa da necessidade de manter um certo distanciamento... Tinha de me proteger, diziam-me!
Como poderia arriscar ser vulnerável, contando histórias sobre o meu caminho até aqui, sem parecer frágil para vos ajudar? Como ter uma “capa” profissional?
Inicialmente foquei-me muito em histórias de casos clínicos, mas rapidamente comecei a soltar palavras sobre mim, sobre todos nós, sobre a vida. Não temi as consequências.
Esta sou eu, esta é a minha forma de vos chegar, com partilhas reais [minhas ou de outros], com pontos em comum na vida de cada um.
Somos todos iguais no Ser e no Sentir e não é por ter esta Missão que sinto de forma diferente. Sou tão pessoa como vós. Apenas tenho ferramentas para vos iluminar o caminho e ajudar-vos a seguir o caminho do Amor.
Estamos aqui para criar vínculos uns com os outros. É este vinculo que dá propósito e significado às nossas vidas.

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17/08/18

A endometriose e eu...

Em Junho, escrevia-vos sobre os 5 anos deste Blog e sobre como a Psicossomática também a mim tinha chegado e obrigado a parar [podem ler ou reler aqui: http://www.apsicologaquetambemeblogger.pt/2018/06/palavras-que-escasseiam.html#more ]. Prometi que vos escreveria sobre a doença que me obrigou a parar, que me obrigou a mudar a forma de viver e olhar para mim.
Aqui estou...



A minha doença chama-se Endometriose, [A endometriose é uma doença tão dolorosa como desconhecida. Afeta cerca de 176 milhões de mulheres em todo o mundo e é uma das principais causas de infertilidade. Consiste no aparecimento e crescimento do tecido endometrial fora do útero. Caracteriza-se por provocar fortes dores pélvicas durante a menstruação ou dor pélvica crónica, que pode chegar a ser incapacitante. Ainda hoje não se sabe a origem da mesma, não houve nenhum avanço no tratamento sintomático da endometriose nos últimos anos e continua sem existir cura.] mas não a mais simples, se é para ter que seja Endometriose Profunda Grave [nas formas graves da doença, as massas de endometriose podem atingir outros órgãos pélvicos, nomeadamente o reto, vagina, cólon sigmoide, ureteres, bexiga e nervos superficiais e profundos. Algumas formas de endometriose profunda podem, ainda, envolver outros órgãos, por exemplo o diafragma e pulmão]. Foi este o meu diagnostico depois de vários anos de sintomas... Lamentavelmente, esta doença é de difícil diagnostico e poucos médicos estão despertos para a mesma. Muitas vezes é desvalorizada e confundida com outras.
Há uns anos comecei a ter infecções urinárias recorrentes [assim pensava eu] e coincidiam quase sempre com a semana da menstruação [que gradualmente deixou de surgir] ou com momentos de maior stress na minha vida. Tomei antibióticos sem conta e regularmente lá voltavam os malditos sintomas...

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07/08/18

O Mindfulness na busca do Amor



“A prática do Mindfulness constitui um comprometimento total com cada momento presente. Convidando-nos a relacionarmo-nos com esse momento em plena consciência, com uma intenção de incorporarmos o melhor possível uma orientação de serenidade, atenção plena e compaixão, no aqui e agora de cada momento.”
Jon Kabat-Zinn



Parar um momento no nosso dia para estar em contacto com quem somos genuinamente é o ato de Amor mais puro que podemos exercer para connosco.

Hoje em dia, ouve-se muito falar sobre Mindfulness , sobre a importância do aqui e agora. Parece que virou a moda do século. Contudo, esta prática é milenar e teve a sua origem no Budismo. Mais tarde, o Mindfulness foi introduzido na sociedade Ocidental por Jon Kabat-Zinn que ligou Mindfulness à Ciência.. Jon Kabat-Zinn desenvolveu a teoria de que a meditação poderia ser usada sem qualquer componente religiosa e criou o programa MBSR — Mindfulness Based Stress Reduction (redução de stress baseada em atenção plena) que veio revolucionar a forma como o mindfulness  é visto e de onde derivam as demais teorias.

A meditação permite-nos ter mais consciência dos nossos comportamentos e não obstante de quem somos.
Foi há uns anos [mais de 14 anos] que introduzi esta prática na minha vida, mesmo sem saber que o estava a fazer. Recordo-me que coincidiu com a minha entrada na faculdade, onde, conciliava os estudos e o trabalho. As aulas eram ao final do dia e quando chegava a casa, dava por mim a sentar-me na cama e a ficar pelo menos uma hora a pensar... A pensar no meu dia, no que tinha acontecido, no que tinha sentido... Não percebia o porquê dessa necessidade diária, mas a verdade é que passou a fazer parte da minha rotina. Muitas vezes pensava que estava a perder tempo, contudo, não conseguia evitar esse momento.
Mais tarde percebi que se tratava de uma forma de meditação e de como tinha sido importante permitir-me a estes momentos no meio de uma vida tão acelerada e exigente.


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