14/02/18

Quando o Amor existe... A magia acontece



Hoje venho escrever-vos sobre aquele sentimento que me move, quem me lê, já sabe do que falo. Falo-vos do sentimento mais puro e intenso que existe: o Amor!

Quando era pequena, sonhava com o dia em que me vestiria de princesa, com o dia em que celebraria o Amor, o dia do meu casamento [e ainda não casei]. Passava horas intermináveis a brincar com bonecas. Casava as minhas barbies, todas tinham direito a um amor para a vida toda [nas minhas brincadeiras de criança não existiam divórcios] e foi assim que fui crescendo, acreditando que o Amor existe e que é a coisa mais importante da vida.
Hoje, adulta, continuo a acreditar num Amor para a vida toda [não de sempre, mas para sempre].
Faço do Amor a base da minha vida, é com ele que inspiro e potencio a capacidade de mudar a quem me procura no sofá terapêutico, é sobre o Amor que escrevo e é ele, o meu guia neste caminho que é a vida.

Ouve-se dizer por aí que as pessoas não mudam. Que “pau que nasce torto, nunca se endireita” e eu costumo responder a quem me diz isso que, se assim fosse, fechava a porta do consultório.
Acredito na mudança! As pessoas mudam! E o Amor muda as pessoas!!! Sim, tenho a certeza, o Amor cura, o Amor tem a capacidade de mudar o mundo. Sabiam?
Sim... Eu sei que sim.
Mas... Tu não tens a capacidade de mudar ninguém! Nunca penses que conseguirás mudar alguém, não conseguirás. Esse processo de mudança ocorre apenas e só, se a pessoa assim o quiser e se sentir: AMOR!

Já vi muitas pessoas a mudar à minha frente, ao seu ritmo. Pessoas que erraram muito, pessoas que andaram perdidas, pessoas que sentiram amor [por elas e por mais alguém] e quiserem ser diferentes. Quiseram ser fieis, quiseram ser felizes sem “reticências” nem “mas”, pessoas que sentiram o que é verdadeiramente o Amor!

Escrevo-vos isto hoje, Dia dos Namorados, porque quero que acreditem no Amor. Ele existe! Não percam a crença de que existem finais felizes [até velhinhos].
Não desistam à primeira, nem à segunda, nem à terceira. As relações constroem-se e o Amor também.
Não é por sentires uma química incontrolável por aquela pessoa que vai transformar-se em Amor. O Amor acontece quando desistes de procurar essa “loucura” dia a dia, quando aceitas a imperfeição da tua relação, quando percebes que podes errar, que podes perdoar. Quando sentes que dá um trabalho imenso mas que vale cada segundo de esforço.

Quando descobres que aquele abraço é a tua casa, descobres o que é o Amor.

Hoje e sempre, Ama e permite-te a ser Amado.


Um abraço,

Débora Água-Doce
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07/02/18

O amor que há em TI





Sabes aquela vontade bonita de ser feliz com alguém? Sabes aquela sensação de que só és feliz com o outro? Sabes aquela crença de que precisas casar e ter filhos para ser feliz? Sabes aquela ideia de que sozinho és infeliz?
Sabes sim... É o que sentes e acreditas como sendo verdadeiro.
Mas sabes, podes querer isso tudo. Podes ser feliz com alguém mas... Não podes ser infeliz se estiveres sozinho.

Vou contar-te uma estória:
Todos os dias a Ana acordava cedinho, de sorriso nos lábios saltava da cama e saia para a sua corrida matinal na praia que avistava da sua casa. De volta comprava o jornal diário e percorria os títulos, no final, oferecia-o ao vizinho que vivia da ajuda de todos. No caminho para o seu trabalho, espalhava sorrisos e energias positivas.
Passava o dia a animar crianças institucionalizadas [abandonadas], trabalho que fazia com brilho no olhar e fé no coração de que conseguia fazer a diferença nas vidas daquelas criancinhas.
De volta a casa, o seu fiel amigo esperava-a para o passeio de fim de dia.
Ana vivia uma vida feliz, sentia-se preenchida e abençoada por todos os dias que nasciam.
Certo dia, no caminho para a papelaria, chocou com o João. Homem alto, de olhar intenso... Ficaram a olhar nos olhos um do outro e nada disseram. Ana foi para casa mas com um sorriso e uma curiosidade enorme sobre quem estaria atrás daquele olhar.
Claro que se voltaram a cruzar e inevitavelmente apaixonaram-se.
Ana sentia-se extasiada de tanta felicidade, de tanto amor... Gradualmente foi abdicando das suas rotinas e a sua felicidade era a sua relação.
Lamentavelmente, João teve de ir trabalhar para fora e isso deixou Ana de rastos...
Vivia em função dos dias em que podia estar com o João.
A tristeza ocupava grande parte da sua vida...
Na cidade onde vivia, habitava um sábio muito respeitado por todos, que ao perceber a infelicidade em que vivia a Ana, decidiu ir falar com ela.
Depois de ouvir a sua história, pegou-lhe nas mãos e disse:
-"Minha filha, tu eras feliz até o João aparecer na tua vida. Não percas essa luz dentro de ti!”

Sim, é bom ter alguém [leia-se maravilhoso], mas não podemos permitir que essa seja a nossa fonte de felicidade.
Existe em cada um de nós o suficiente para sermos felizes!
Nunca percas a capacidade de sorrir, por nada nem por ninguém.
Ama-te!
A chave da felicidade está nas tuas mãos e não nas mãos de alguém.


Um abraço,

Débora Água-Doce
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