28/10/18

A vida passa




Sem pausas ou flutuações de velocidade, a tua vida vai acontecendo a cada instante. Neste momento caminhas para mais um final de ano [quando dás por isso já lá estás], as ruas começam a vestir-se de Natal, a azáfama da época começa a sentir-se. Dentro de ti começa a surgir a reflexão. Olhas à tua volta, olhas para ti, para dentro de ti e questionas este teu ultimo ano.
É uma fase de balanço. De introspecção e de planeamento.
Certamente orgulhas-te de algumas coisas, de outras nem por isso. Contudo, aceita os teus erros, perdoa-te! Estás a evoluir! Estás continuamente a aprender sobre ti. Só esta consciência te levará à tão desejada liberdade de viver.
À medida que erras e te permites a aprender, evoluis e caminhas para a tua felicidade.
Aceita o que tens, aceita os passos que deste e permite-te a escolher o caminho que consideras trazer paz à tua vida. Não te julgues. Não te critiques. Aceita e perdoa. Caminha em frente...
A vida passa e tens hoje a oportunidade de fazer o melhor por ti!
Não fiques a olhar para os passos que deste ou para aqueles que gostavas de ter dado. Foi assim que aconteceu. Faz parte do caminho da evolução.
Confia em ti e na vida!
Caminha antes que a vida passe e repares que não saíste do mesmo sitio.

Com Amor,
Débora
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12/10/18

Momentos...





Há um momento na tua vida em que percebes o quanto já cresceste. O quanto já caminhaste neste mundo que te ofereceram. 
Percebes que os obstáculos são transponíveis e que os dramas que outrora viveste não significam nada neste momento.
Percebes que existem estradas que tens de percorrer até ao fim, que os erros não te definem e que se falhares o mundo não acaba. 
Há um momento em que já não tens pressa de provar absolutamente nada a ninguém.
Há um momento na vida em que descobres que a vida é o agora!

Com amor,
Débora Água-Doce

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20/09/18

Sobre os Sonhos...



“Nasci assim... Numa família humilde. Sou assim... Não vale a pena lutar”
“Não nasci num berço de ouro, azar...”
“As coisas boas nunca me acontecem”
“Não tenho Sorte”
“Uns nascem para vencer outros para sobreviver”
“A vida não acontece como nos Contos de Fadas, não existem Cinderelas”
“Não tenho dinheiro para estudar”
“Tenho de ajudar os meus pais”

Tantas afirmações limitadoras... Tantas vezes desabafadas no meu Sofá Terapêutico.
Será que é preciso Sorte para que os nossos Sonhos se realizem ou precisamos de arregaçar as mangas e fazer acontecer?

Sou uma sonhadora.
Quem me conhece sabe-o e quem me lê, também já deve tê-lo percebido.
Não consigo nem quero esconde-lo.
Sonho desde que me lembro de existir. Faço-o desde muito cedo, desde as minhas brincadeiras de criança. Em menina sonhava com Contos de Fadas e mundos cor-de-rosa.
Hoje, sonho ainda mais… Talvez com mais cores e outros Contos que não apenas os de Fadas.
Sou uma apaixonada pelo Amor, pelos Animais, pelas Pessoas, pela Natureza... De pensamento em pensamento as imagens vão surgindo a cada instante na minha mente. Dedico-lhes a maior atenção, reparo em cada detalhe, aprecio cores, sons, sorrisos, pessoas... As ideias vão surgindo e os Sonhos vão ganhando forma.
Da mesma forma que sonho, simplesmente, pelo bom que é existir, também sonho com aquilo que quero para a minha vida. Já muitas vezes vos disse que não existem limites para os Sonhos e continuo a reiterar essa premissa.

Já muitas vezes vos trouxe este tema e continuarei a escrever sobre o mesmo pois “Sempre que o homem sonha o mundo pula e avança”[António Gedeão].


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18/09/18

Uma bagagem que nos pesa



Sozinha, no sofá, pensas... Pensas nos caminhos que te trouxeram até aqui! Pensas nas escolhas que fizeste. Recordas sorrisos e lágrimas...
Percebes que a tua mala já não é pequena. Percebes que já muitas se juntaram e que neste momento não as consegues levantar sozinha.
Tens uma bagagem do tamanho da tua idade. Do tamanho das tuas vivencias...
Uma nova mala nas tuas mãos... é cor de rosa e enorme. Começas a colocar vestes do presente mas teimas em lembrar o que existe nas outras, quase como se quisesses ter a certeza que essas peças já não te servem, mas enquanto fazes isso, as novas vestes esperam por ti e quando parares para as olhar podem já não ter tanta importância, correndo o risco de serem apenas bagagem...

Todos nós carregamos uma bagagem. Umas mais pesadas que outras, mas todas elas simbólicas e representativas de quem somos.
São a personificação de vivencias passadas, de pessoas, de escolhas, de caminhos...
São passado.
Guarda as aprendizagens e começa a colorir a tua nova mala, constrói a bagagem que hoje te faz sentido.

Não deixes de viver o agora com medo que volte a correr mal. Não vivas em função do que não foi...
Vive o agora!
Confia nas tuas novas vestes e segue de cabeça erguida. Confia nos sorrisos e nunca te esqueças que as coisas boas também acontecem hoje e sempre.

Se a bagagem te pesa... Não a tentes mover! Deixa-a ficar arrumadinha e usa apenas o que tens hoje ;)
Enquanto trazes memorias do passado, o presente vai passando e impede-te de construir um futuro!
A vida é sobre quem és e sobre quem queres ser e não sobre quem foste!


Um abraço,
Débora Água-Doce

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04/09/18

Profissões que são Amor




Hoje celebra-se o dia Nacional do Psicólogo e a propósito desta data venho escrever-vos sobre esta minha profissão que tem “cheiro” a Missão!

Existem profissões que têm como base de trabalho o afecto [eu chamo-lhe Amor], profissões que resultam da possibilidade de uma relação segura [eu chamo-lhe criar laços], profissões que destapam as virtudes de cada um e remendam as imperfeições [eu chamo-lhe renascer], profissões que são emoções; sentimentos; vivencias; sonhos; medos; perdas...
Existem profissões que sabem a obrigação outras que sabem a liberdade!
Profissões repletas de regras, outras de sensações.
Profissões que limitam Sonhos, outras que os potenciam.


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27/08/18

A Beleza...



Sinto cada vez mais, que vivemos na era da imagem! Tudo é direcionado para a imagem perfeita, para o que promove o elogio.
Constantemente somos assaltados por marketing visual, pelo que é bonito, pelo que é aceite socialmente, pelo que é expectável sermos.
Vivemos na era da Selfie, onde o mostrar daquela fotografia espetacular te trará uma centena de aprovações, mas no fim... Existem cada vez mais pessoas a sofrer em silencio por não sentirem que estão à altura, por não se acharem bonitas o suficiente, de acordo com o estereótipo da perfeição que nos é imposto.




De acordo com vários autores o conceito de imagem corporal é impossível de definir claramente. Metodologicamente, e de acordo com Hopwood et al. (2001), não existe, hoje em dia, qualquer consenso face à definição de perturbação da mesma. Não há ainda uma teoria unitária que congregue todas as abordagens existentes. Cash e Pruzinsky (1990) são da opinião de que é um conceito extremamente ambíguo.



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20/08/18

Vulnerabilidade

No seguimento do ultimo texto que vos partilhei, sobre a doença que me afecta, recebi inúmeras mensagens de agradecimento pela partilha, mas também de louvor pela coragem da mesma.
Essas mensagens criaram a necessidade de hoje vos trazer o tema: Vulnerabilidade.



Durante a formação em Psicologia, é-nos ensinado desde muito cedo que uma certa distancia e inacessibilidade contribuem para o prestigio e que, se formos demasiados empáticos a nossa credibilidade é colocada em causa.
Foram anos a ouvir isto, mas o certo é que quando fiquei frente a frente com o primeiro paciente, essa premissa desapareceu e só a empatia e a vontade de dar e ajudar surgiram em mim.
Mais tarde [em 2013], com a criação do Blog, surgiu novamente essa premissa da necessidade de manter um certo distanciamento... Tinha de me proteger, diziam-me!
Como poderia arriscar ser vulnerável, contando histórias sobre o meu caminho até aqui, sem parecer frágil para vos ajudar? Como ter uma “capa” profissional?
Inicialmente foquei-me muito em histórias de casos clínicos, mas rapidamente comecei a soltar palavras sobre mim, sobre todos nós, sobre a vida. Não temi as consequências.
Esta sou eu, esta é a minha forma de vos chegar, com partilhas reais [minhas ou de outros], com pontos em comum na vida de cada um.
Somos todos iguais no Ser e no Sentir e não é por ter esta Missão que sinto de forma diferente. Sou tão pessoa como vós. Apenas tenho ferramentas para vos iluminar o caminho e ajudar-vos a seguir o caminho do Amor.
Estamos aqui para criar vínculos uns com os outros. É este vinculo que dá propósito e significado às nossas vidas.

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17/08/18

A endometriose e eu...

Em Junho, escrevia-vos sobre os 5 anos deste Blog e sobre como a Psicossomática também a mim tinha chegado e obrigado a parar [podem ler ou reler aqui: http://www.apsicologaquetambemeblogger.pt/2018/06/palavras-que-escasseiam.html#more ]. Prometi que vos escreveria sobre a doença que me obrigou a parar, que me obrigou a mudar a forma de viver e olhar para mim.
Aqui estou...



A minha doença chama-se Endometriose, [A endometriose é uma doença tão dolorosa como desconhecida. Afeta cerca de 176 milhões de mulheres em todo o mundo e é uma das principais causas de infertilidade. Consiste no aparecimento e crescimento do tecido endometrial fora do útero. Caracteriza-se por provocar fortes dores pélvicas durante a menstruação ou dor pélvica crónica, que pode chegar a ser incapacitante. Ainda hoje não se sabe a origem da mesma, não houve nenhum avanço no tratamento sintomático da endometriose nos últimos anos e continua sem existir cura.] mas não a mais simples, se é para ter que seja Endometriose Profunda Grave [nas formas graves da doença, as massas de endometriose podem atingir outros órgãos pélvicos, nomeadamente o reto, vagina, cólon sigmoide, ureteres, bexiga e nervos superficiais e profundos. Algumas formas de endometriose profunda podem, ainda, envolver outros órgãos, por exemplo o diafragma e pulmão]. Foi este o meu diagnostico depois de vários anos de sintomas... Lamentavelmente, esta doença é de difícil diagnostico e poucos médicos estão despertos para a mesma. Muitas vezes é desvalorizada e confundida com outras.
Há uns anos comecei a ter infecções urinárias recorrentes [assim pensava eu] e coincidiam quase sempre com a semana da menstruação [que gradualmente deixou de surgir] ou com momentos de maior stress na minha vida. Tomei antibióticos sem conta e regularmente lá voltavam os malditos sintomas...

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07/08/18

O Mindfulness na busca do Amor



“A prática do Mindfulness constitui um comprometimento total com cada momento presente. Convidando-nos a relacionarmo-nos com esse momento em plena consciência, com uma intenção de incorporarmos o melhor possível uma orientação de serenidade, atenção plena e compaixão, no aqui e agora de cada momento.”
Jon Kabat-Zinn



Parar um momento no nosso dia para estar em contacto com quem somos genuinamente é o ato de Amor mais puro que podemos exercer para connosco.

Hoje em dia, ouve-se muito falar sobre Mindfulness , sobre a importância do aqui e agora. Parece que virou a moda do século. Contudo, esta prática é milenar e teve a sua origem no Budismo. Mais tarde, o Mindfulness foi introduzido na sociedade Ocidental por Jon Kabat-Zinn que ligou Mindfulness à Ciência.. Jon Kabat-Zinn desenvolveu a teoria de que a meditação poderia ser usada sem qualquer componente religiosa e criou o programa MBSR — Mindfulness Based Stress Reduction (redução de stress baseada em atenção plena) que veio revolucionar a forma como o mindfulness  é visto e de onde derivam as demais teorias.

A meditação permite-nos ter mais consciência dos nossos comportamentos e não obstante de quem somos.
Foi há uns anos [mais de 14 anos] que introduzi esta prática na minha vida, mesmo sem saber que o estava a fazer. Recordo-me que coincidiu com a minha entrada na faculdade, onde, conciliava os estudos e o trabalho. As aulas eram ao final do dia e quando chegava a casa, dava por mim a sentar-me na cama e a ficar pelo menos uma hora a pensar... A pensar no meu dia, no que tinha acontecido, no que tinha sentido... Não percebia o porquê dessa necessidade diária, mas a verdade é que passou a fazer parte da minha rotina. Muitas vezes pensava que estava a perder tempo, contudo, não conseguia evitar esse momento.
Mais tarde percebi que se tratava de uma forma de meditação e de como tinha sido importante permitir-me a estes momentos no meio de uma vida tão acelerada e exigente.


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26/07/18

Faz o teu caminho, não o meu!




Existem momentos em que dás por ti a desejar ter a vida de alguém, ser como alguém.
Isto acontece-te talvez por não te sentires feliz com a vida que tens, contudo, não sigas os passos de ninguém. Faz o teu caminho!
O que me satisfaz, poderá ser pouco para ti!
O que me realiza talvez não te realize a ti!

Se não te sentes feliz, se reclamas da vida que tens um dia e outro, talvez seja importante olhares bem para dentro de ti e escolher outro caminho. Pergunta-te o que te poderá realizar e o que poderás fazer para o concretizar!

Lê no teu coração o que queres mesmo para ti, não o que os outros querem ou o que tu achas que os outros iriam admirar em ti!
Escolhe pelo que és!

Orgulha-te do que és e luta, pela concretização dos sonhos da pessoa mais importante da tua vida: tu!
Nada se alcança sem esforço! Nada se alcança sem metas!
Não fiques sentado no sofá à espera que a felicidade te bata à porta!
Nada se resolve sem que tu queiras, sem que tu faças acontecer.
Quando deres por ti a desejar a vida de alguém e a reclamar da tua, escuta o teu coração e escolhe outro caminho.

Se queres ser feliz, promove a mudança! A tua!
Faz o teu caminho!



Com Amor,
Débora Água-Doce 
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22/07/18

Cuidar



“Se cuidas de mim
Eu cuido de ti também
Dentro da minha mão
Eu guardo-te bem”


Cuidar. Tão simples palavra que significa tanto...
É no ato de cuidar que se desenvolve o afecto, o afecto que permite construir algo.
Se não cuidar, será que ama?
Poderá alguém amar e não cuidar?
Se eu não cuidar de mim agora, cuido quando?
E se eu só cuidar de mim, para que serve a vida?

Uma relação depende de afecto, diálogo, partilha, intimidade, confiança e... Depende do verbo cuidar!

Que seja diária a conjugação do verbo “cuidar”!


Com Amor,
Débora Água-Doce 
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16/07/18

O mito do Amor eterno


Acredito no Amor, acredito em finais felizes e encontros de luz. Acredito que um encontro entre duas pessoas pode durar toda uma vida.
Esta tem sido a minha premissa desde que vos escrevo e, sim, continuo a acreditar nisto. Continuo a acreditar nesta possibilidade de Amor. Contudo, hoje quero falar-vos de quando isto não acontece.

O Amor acaba!
Não sempre, mas pode acabar.

A vida é feita de encontros, mas também de desencontros. Se pensares bem, certamente constatarás que não manténs na tua vida todas as pessoas que foram sendo significativas ao longo do teu desenvolvimento. Ainda tens como amigos os teus amiguinhos de escola primária? Poderás ter alguns, outros ter-se-ão afastado naturalmente.
Recordo-me de fazer pactos de amizade com miudinhas e de jurarmos sermos amigas para sempre. A possibilidade de não nos termos era assustadora e hoje, olhamos para trás e percebemos que não somos mais que uma recordação de infância. Não há mal nenhum nisto, faz parte do desencontro do desenvolvimento pessoal de cada um de nós.
Vamos crescendo, apreciando coisas diferentes, fazendo escolhas que nos levam a outros caminhos. A outras pessoas!



Nas relações amorosas, acontece o mesmo.
Quando nos enamoramos de alguém e nos entregamos a esse relacionamento, desejamos com todas as nossas forças, que seja para sempre. Queremos que aquele sentimento e emoção permaneça para sempre. E é tão bom que assim seja! Só com esta entrega e empenho será possível construir a identidade do nós [identidade do casal e objectivos em comum].
Quando uma paixão evolui para Amor, pode acontecer o encontro das personalidades permitindo a continuação do caminho em conjunto, ou pode acontecer o desencontro das personalidades e os caminhos esperam-se diferentes.
Tal como na infância em que cresces e os teus amiguinhos vão estando ou não na tua vida, na vida adulta, também atravessas um processo de construção e mudança da tua identidade [a nossa identidade constrói-se desde o inicio da nossa vida até ao final] e inevitavelmente existem pessoas que deixam de fazer o caminho contigo, dando lugar a outras.

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10/07/18

Onde estás, sabes?




"Era uma vez um homem muito pouco inteligente que perdia tudo.
Um dia alguém lhe sugeriu:
- Para não perderes as coisas, tens de tomar nota de onde as deixas.
Nessa noite, à hora de deitar-se, agarrou num papelinho e pensou:
“Para não perder as coisas...”
Despiu a camisa, pendurou-a num cabide, agarrou num lápis e anotou: “a camisa pendurada no cabide”; tirou as calças, colocou-as aos pés da cama e anotou: “as calças aos pés da cama”; descalçou os sapatos e anotou: “os sapatos debaixo da cama”; tirou as meias e anotou: “as meias dentro dos sapatos debaixo da cama”.
Na manhã seguinte, quando se levantou, procurou as meias no local onde tinha anotado que as deixara, e calçou-as; e assim fez com a camisa, as calças e os sapatos. No fim, perguntou-se:
- E eu, onde estou?
Procurou na lista uma e outra vez, mas como não havia tomado nota de onde se deixara, nunca mais se encontrou a si mesmo."



Parece difícil esquecermo-nos de “onde nos deixamos”. Ao lermos este texto achamos ridículo que isto possa acontecer na realidade. E sim, no sentido efetivo da palavra, isto não acontece. Mas acontece, até com mais frequência do que deveria acontecer, esquecermo-nos de quem somos.

A sociedade exige cada vez mais de nós e leva-nos a desempenhar papéis sob o constructo da afirmação e valorização social. Somos o que esperam de nós... Tentamos corresponder à expectativa do gestor, do patrão, dos pares, dos pais que ambicionaram algo para nós... Queremos provar que somos “bons” e insubstituíveis e, inevitavelmente imiscuímo-nos do nosso Ser.

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03/07/18

O Sonho que há em mim...


Sou uma sonhadora.
Quem me conhece sabe-o e quem me lê, também já deve tê-lo percebido.
Não consigo nem quero esconde-lo.
Sonho desde que me lembro de existir. Faço-o desde muito cedo, desde as minhas brincadeiras de criança. Em menina sonhava com Contos de Fadas e mundos cor-de-rosa.
Hoje, sonho ainda mais… Talvez com mais cores e outros Contos que não apenas os de Fadas.
Sou uma apaixonada pelo Amor, pelos Animais, pelas Pessoas, pela Natureza... De pensamento em pensamento as imagens vão surgindo a cada instante na minha mente. Dedico-lhes a maior atenção, reparo em cada detalhe, aprecio cores, sons, sorrisos, pessoas... As ideias vão surgindo e os Sonhos vão ganhando forma.
Da mesma forma que sonho, simplesmente, pelo bom que é existir, também sonho com aquilo que quero para a minha vida. Já muitas vezes vos disse que não existem limites para os Sonhos e continuo a reiterar essa premissa.




Podia limitar-me a ser Sonhadora, mas a verdade é que não descanso enquanto não faço acontecer.
Acredito em Sonhos, acredito em mim, acredito em ti, acredito na força motriz que existe em cada um de nós que nos permite fazer acontecer.
Somos seres extraordinários com habilidades únicas. Lembra-te sempre disso!
No caminho da concretização do Sonho, alguns [ou muitos] obstáculos surgirão, mas se caíres e te levantares, se continuares o caminho, mesmo que para isso tenhas que mudar de direção, tu vais conseguir! Eu sei!!! Confia em mim. Confia em ti!  Tu consegues!!!
Não deixes [NUNCA] de acreditar. Se existe um Sonho em ti, começa hoje mesmo o caminho que te ajudará a faze-lo acontecer. Não existem limites para o teu Sonho. Os limites são colocados por ti.
Não deixes os teus sonhos serem apenas sonhos. Cuida deles, dedica-te a eles, realiza-os. Realiza-te!

“Sempre que o homem sonha o mundo pula e avança”.
António Gedeão 

Com Amor,

Débora Água-Doce
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29/06/18

Palavras que escasseiam


Foi em 2013 que nasceu este Blog, momento em que as palavras deram “voz” ao que sentia e vivia no consultório e fora dele.
Este espaço foi (e é) de grande importância para chegar até vós e plantar a semente da esperança e da capacidade de Amar e ser Amado.
Foram horas e horas de dedicação e paixão pelo que aqui ia partilhando.
À medida que vocês surgiam, eu aprendia ainda mais sobre isto que é ser Psicóloga e sobre esta minha capacidade de usar as palavras para aconchegar corações e promover a mudança.
Num ápice, passaram 5 anos. Cinco anos que culminaram com a edição do meu primeiro livro e abertura do meu próprio consultório. Olhando para trás parece que foi ontem e que tudo se construiu velozmente.

Contudo, andei em contrarrelógio, sem respeitar os meus limites.


A vontade de dar, de ajudar e de curar, impediu-me de nutrir este Ser que tem como missão ser o vosso farol.

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08/05/18

Tempos de pausa




Muitos de vós já ouviram falar de Psicossomática [de como as emoções afectam a nossa saúde, não só mental, mas também física] e muitos de vós, por mais que estejam informados e educados para a promoção da saúde e bem-estar, tendem a procrastinar o momento em que param para prestar atenção a quem são e a cuidarem-se. Verdade?
Pois bem, quando ignoramos os sinais do nosso corpo, ele vai adoecer para nos obrigar a parar e sabermos cuidar de nós. Uma factura bastante alta, concordam?
Lembrem-se de que o mais importante da vossa vida são vocês, não é o trabalho ou as pessoas à vossa volta, são vocês. Se não cuidarem de vós, estarão a falhar com todos e sobretudo convosco.

Encontra um momento diário para cuidares de ti!
Encontra um hobbie que te faça feliz!
Procura o que te faz esboçar um sorriso.
Dedica momentos a cuidar do teu bem estar interior. Não és só uma imagem!
Vive o presente mas projeta também o futuro. Não podes mudar quem foste, mas o teu presente determina quem serás.
Rodeia-te de pessoas que te fazem bem e de quem gostas!
Oferece Amor!
Permite-te a ser Amado!
Cuida de ti! Todos os dias!!!


Há um tempo em que precisas parar.
Há um momento em que o teu corpo te obriga a abrandar o ritmo.
Há um tempo que é teu. Aproveita-o!
Muitas vezes não entendes a necessidade de cuidar de ti, não entendes o porquê de ter de parar e mudar direções.
A tua vida estava estável. Os projetos a fluir e... Tens de parar para cuidar de ti... Aceita! Essa pausa vai ajudar-te a perceber.
Aceita esse tempo e cuida de ti, do teu ser.
Depois, a tua vida, vai correr ainda melhor.



Um abraço,
Débora Água-Doce



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