29/10/15

O que há por trás de um olhar?





Gosto de caminhar e ao mesmo tempo reparar nos que comigo se cruzam.
Gosto de olhá-los nos olhos!
Gosto de imaginar que vidas têm?
Quem são?
O que fazem?
O que sonham?

Somos assim tão diferentes?
Ou seremos assim tão iguais?
O que nos distingue é a marca das roupas que usamos ou os cargos que desempenhamos socialmente?
O que nos aproxima são as formas de sentir?

Gosto de reparar nas pessoas que estão ao meu redor!
Gosto de saber do que falam...
Gosto de observar como se comportam.
Gosto de olhá-las nos olhos...

Gosto de imaginar...

O que há por trás desse olhar?
O que pensas ao cruzar o teu olhar  no meu?
O que estás a fazer neste momento?
Para onde vais?
Onde termina o teu dia?
Como começou o teu dia?
Abraças alguém?
Beijas alguém?

O que existe para lá desse olhar?
O que existe para lá dessa imagem?
Quem és?

Gosto de caminhar, olhar e imaginar histórias... Uma de encantar, outras reais...
Gosto de olhar para ti!
Gosto de sentir a curiosidade de querer descobrir “o que há por trás de um olhar”.


-Débora Água-Doce-
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Quando o Amor “evapora”...



Quando o Amor nos falta, falta-nos a criatividade.
Quando o Amor nos falta, falta-nos o sorriso.
Quando o Amor nos falta, ficamos presos à rotina do dia-a-dia.
Quando o Amor nos falta, perdemo-nos de nós...

Quando o Amor morre em mim, morrem-me os sonhos!
Perco-me ao sabor do vento e os meus objectivos ficam na gaveta...
Quando o Amor morre em mim, não há músicas ou imagens que sirvam de inspiração, perco-me da minha essência.
Quando o Amor, nos deixa... Deixa-nos um vazio. Uma espécie de ausência de conhecimento sobre nós...

Quando o Amor evapora, evapora a água que na minha pele cai.
Quando o Amor evapora, o brilho esvai-se!
O Vazio instala-se!

Quando o Amor evapora, evapora-se a vida...



-Débora Água-Doce-
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12/10/15

Perdoar... Por Amor!

No Amor, nas relações... Por si, pelo seu bem-estar e dos outros: Perdoe.
Por vezes ficamos tão centrados na nossa razão e focados na discussão/conflito que esquecemos que é a relação que sofre. Perdoar significa compreendermos as duas partes e aceitar as imperfeições de ambos.


“O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.
O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar.
O perdão é o ato de se desprender do ressentimento. Vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor Não impõe condições humilhantes, nem é motivado por orgulho ou ostentação.”
Origem: Wikipédia





Perdoar é promover o desenvolvimento pessoal!
Perdoar é  a possibilidade de viver em relação.

O perdão nem sempre é fácil, contudo, permite-nos reconstruir relações. Saber perdoar a nós próprios e a quem nos magoou é um ato necessário para nos libertarmos de rancores, evitar a psicossomática e avançar com a nossa vida.
Perdoar não significa aceitar tudo. Perdoar não é ser condescendente. É libertar-se do seu sentimento de mágoa para com o outro e/ou relativamente a si próprio. Em algumas fases da nossa vida deparamo-nos com situações que nos maldizem e magoam, em maior ou menor escala, e, portanto, esta capacidade de perdoar é essencial.


Não perdoar é alimentar o ressentimento!

O ressentimento desgasta-nos física e emocionalmente. O ressentimento, para além de ser extenuante, é um sentimento que leva à depressão, ansiedade e perturbações da ansiedade, alterações no sistema imunitário, dificuldades cardíacas e outros problemas físicos relacionados com o nível de stress do nosso organismo.
A pessoa ressentida sente necessidade de alimentar a dor, reforçando a posição de injustiçada, contudo, esses sentimentos negativos estão fortemente relacionados com a psicossomática, colaborando para o aparecimento de sintomas físicos e até de doenças graves.


“Perdoar significa deixar ir o passado” (Gerald Jampolsky).

Existem situações que nos magoam de determinada forma, em que é bastante difícil “esquecer” o que nos magoou e, muitas vezes recordamos uma e outra vez essa dor.
Contudo, esse recordar não acrescenta nada de positivo à nossa vida, apenas nos impede de avançar.
Quando um casal fica magoado e não consegue perdoar, dificilmente avança funcionalmente. Neste sentido, perdoar o que aconteceu será a melhor forma de seguir numa direção positiva e ultrapassar a situação, caso seja esse o desejo de ambos.


“Aquele que é desprovido da capacidade de perdoar é desprovido da capacidade de amar. Há algo de bom nos piores de nós e algo de mau nos melhores de nós. Quando descobrimos isso, somos menos propensos a odiar os nossos inimigos” (Martin Luther King).

Quando temos esta capacidade de perdoar, quando assumimos esta decisão de perdoar, em vez de ficarmos absortos na dor e no rancor, estamos com certeza a caminhar no sentido de voltar a amar e de encontrar esse amor dentro de nós e para com os outros.
“Desculpa” “Desculpo”!
Voltar a ter a capacidade de perdoar, aceitar e seguir em frente, é voltar a amar!
No Amor... Conjuga-se o verbo Perdoar!



Débora Água-Doce
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