05/09/15

Trazes a tua vida numa mala?






Angustia... Tristeza...
Emoções que sufocam, despontam a cada foto publicada sobre os refugiados.
Pessoas desesperadas. Famílias separadas!
Lares destruídos!
Olhares perdidos...
Fogem!
Procuram uma “luz” de esperança num amanhã de novas possibilidades de vida.
Trazem uma dor enorme e um medo da morte que os persegue a cada “passo”.
Expulsos!
Obrigados a deixar para trás o que construíram ao longo da vida.

Tantas vidas destroçadas... Tantas vidas perdidas!

Momentos de desespero!
Momentos de reflexão...
É nestes momentos que somos testados, é nestes momentos que a solidariedade emerge de cada um de nós.
A empatia, a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, o sentirmos que são tão pessoas como nós, impele-nos a agir.
Somos solidários!
Mobilizamo-nos em uníssono no mesmo sentido.
E não deveria ser sempre assim?

E o teu vizinho, o Sr. João que após comprar os medicamentos fica sem dinheiro para comer?
A dona Maria que dorme todos os dias perto da tua porta?
O Sr. Manel que está à tua frente na fila do supermercado e não tem dinheiro para levar as compras todas, que são apenas pão, ovos e leite?
Pode a solidariedade chegar a estas pessoas?
A solidariedade pode e deve ser transportada também para casos de menor dimensão, mas de igual necessidade.
Somos todos humanos. Nenhum de nós pediu para nascer. Nenhum de nós escolheu em que família ou País nascer... Mas somos todos pessoas!
Existe em cada uma de nós a capacidade de sermos solidários! 

E se amanhã a tua vida passasse a caber numa mala?

Deixo-vos o link do guia prático onde cada um de nós pode fazer a diferença na ajuda aos refugiados http://observador.pt/2015/09/03/guia-pratico-para-cada-um-fazer-a-diferenca-na-ajuda-aos-refugiados/ e a PAR (Plataforma de Apoio aos Refugiados) 




Débora Água-Doce
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