06/06/17

A terapia de casal no difícil caminho do Amor




À minha volta existem muitos casais a perderem-se. 
Casais que considerava seguros e inseparáveis. Casais que pareciam felizes [e eram].
No meu consultório os corações partidos são cada vez mais, na minha rede, das minhas pessoas também.
Ambiciono inverter essa tendência... O meu foco é no Amor e na reconstrução, como tal, hoje, relembro um texto sobre os benefícios da terapia de casal.

Não desistam!





“Parece que chegámos ao fim da linha…
As coisas não estão bem.
Já não há magia…”


Todos sabemos que construir uma relação afectiva demora tempo e é preenchida por momentos que nem sempre são mágicos! Uma relação, exige negociação e, acima de tudo, cedência e harmonia. Ser capaz de ceder, com o intuito de oferecer, de dar, de crescer a dois, é sem dúvida, a principal chave da harmonia.

Frequentemente é-me partilhado no “sofá terapêutico”, o quão difícil e assustador é, lidar com a palavra “Amo-te”! Por vezes, assusta só de ouvir… Não se sabe o que fazer, mas fica o sentimento de ter que responder igual.
É quase como se esta palavra, fosse sinónimo de Compromisso! Daí, o medo.



Todas as relações dão trabalho… Todas trazem como companhia sensações que nos inquietam, tais como preocupações, incertezas, mágoas, medos, desistências, entre outras consequências. Amar implica trabalho no sentido do investimento activo e assertivo a que obriga. Pressupõe capacidade e vontade de sair de si próprio e olhar para o outro com capacidade de ver, a verdadeira essência do termo.
Implica frontalidade, capacidade negocial, honestidade, lealdade e sobretudo… Diálogo! É no diálogo que a relação se constrói, cresce e fortalece.

Na relação, estão em jogo várias personalidades: o eu próprio, o eu na relação e o nós! Uma relação não pode ser sinonimo de fusão de personalidades. Cada um é único na sua individualidade e os dois traçam caminho paralelo, mas jamais fundidos.

No processo terapêutico em casal o foco predominante é a relação de casal. Cada elemento é também contemplado na sua individualidade, mas o foco é sobretudo a relação de casal e o que é que está a acontecer na relação que está a contribuir para o problema relacional. O envolvimento de ambos os elementos do casal é um factor essencial na medida em que é partilhada a responsabilidade pela compreensão do problema e pelas mudanças desejadas para a relação.

A psicoterapia de casal procura, assim, ajudar o casal a reconhecer os seus padrões de interacção disfuncionais e favorecer uma partilha mais genuína e aceitante do que são as necessidades, desejos e angústias de cada um, no sentido de promover mudanças que beneficiem a relação.
Esta procura de ajuda é importante para todos os casais que, pelos mais diversos motivos, estejam a atravessar um período de crise e que sintam desejo de lutar pela continuação da relação.





Débora Água-Doce
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