29/05/14

Deixar ir…





“Sinto falta do teu cheiro… 
Da tua respiração… 
Sinto o teu toque sem me tocares. 
Recordo as palavras, os olhares, os silêncios… 
Sinto-te aqui e não te consigo deixar ir…”

Existe um momento em que alguém nos marca.
Um momento em que tudo pára e se transforma.
Um momento onde a magia realmente acontece!
Chamam-lhe Paixão…
Mas, e quando o tempo passa e tudo permanece? Ainda é Paixão?
Chamo-lhe Amor…
O Amor, talvez seja isto: um pensamento presente, uma imagem que permanece, um sorriso que se esboça ao lembrar, um sonho acordado que surge, uma lágrima de saudade, uns pingos de chuva de verdade, um cheirinho a castanhas, um sabor a cerejas, uma flor que se cuida, um perfume que não desaparece, um abraço imaginado que aperta, um suspiro que arrepia…
Talvez seja isto, o Amor!

E quando esse momento é negado ou quebrado, como se segue em frente?
Como se deixa ir alguém que nos marca?
Como se deixa ir um Amor?

Muitas vezes ouço: “Não era o destino! Se tiver que ser, voltaremos a nos encontrar! É a vida…”
Não sei se isso do destino existe, acredito sim, que as nossas escolhas, certas ou erradas, decidem o nosso destino! Está em nós a capacidade de agarrar a vida que queremos! Mesmo com medo, devemos ir…

Como se deixa ir alguém que se Ama?

 “Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. (…) Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.” Miguel Esteves Cardoso

Sim, concordo com o MEC, para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, esperando que com o tempo ele se canse e nos dê descanso.

Deixem ir…


Débora Água-Doce
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27/05/14

Mais uma vez... O Amor!




Ao longo de um ano de crónicas, já muito falei sobre Amor, Contos de Fadas, Príncipes Encantados e relações… Muitas palavras soltei e emoções senti, contudo, nem assim, foi tema que se esgotou. Cada vez mais, me apetece falar de Amor!
Nem sei o que vou escrever hoje… Nem qual a intenção. Mas sei, que emocionalmente “soltar-se-ão palavras” carregadas de sentimento.

Tenho sentido que cada vez mais, as pessoas estão desiludidas com o Amor.
No meu consultório chora-se por Amor e Desamor!
Em cada olhar há um desencanto e uma descrença no amanhã. Sofrer por Amor é algo comum a ambos os sexos. Desengane-se quem acredita que é apenas um “mal” de mulher. Muitos homens choram à minha frente por uma relação que não resultou.

Estará o Amor em crise?
O que aconteceu ao brilho no olhar, às borboletas na barriga, aos sonhos a dois???
O que aconteceu à magia de um relacionamento?
O que se passa connosco???
Caminho na rua e vejo casais a discutir, caras tristes… Vou a um restaurante e vejo casais em silêncio, como se fossem dois estranhos… O que se passa?
Onde se perdeu a essência do Amor? Onde???

Hoje em dia é cada vez mais frequente as pessoas se juntarem porque “dá jeito” ou é “mais barato”. Porque são colegas e acham que faz sentido… Porque já se conhecem há muito tempo… Então e o sentimento? A Paixão? Isso não interessa?

Vamos repensar as relações.
Pense no que é importante para si! O que o leva a estar com essa pessoa!
Sente saudade quando não está? Sente vontade de trocar palavras durante o dia? Anseia o momento do reencontro? Fecha os olhos e sente o cheiro da pessoa? Sorri a dois? Sonha a dois? Imagina-se a envelhecer ao seu lado?
Repense a sua vida se não é feliz! Há solução? Tente! Não há? Repense!
O tempo passa e pode estar a perder a melhor fase da sua vida…

Que o AMOR não esteja em CRISE!



Débora Água-Doce
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25/05/14

Grupo Terapêutico "Mulheres que Amam Demais"

Esta semana falei de Amor no programa "Queridas Manhãs", ou melhor, falei de Amar Demais (amar de forma destrutiva...Amar-me de menos). 
Deixo-vos a minha participação onde represento um ponto de partida na "cura deste Amor" através dos Grupos Terapêuticos "Mulheres que Amam Demais" que desenvolvo n'O Canto da Psicologia.

http://sic.sapo.pt/Programas/queridasmanhas/2014/05/22/e-quando-as-mulheres-amam-demais
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13/05/14

Publicação - Happy Woman Abril 2014


Na edição deste mês da Revista Happy Woman dei o meu contributo sobre como superar a dor "O meu parceiro suicidou-se!". Nunca ninguém está preparado para a perda do seu Amor e é quase impossível dar-lhe uma receita para lidar com a dor da perda do seu Amor, na realidade é mesmo impossível, não existe essa receita!



Mas aqui ficam umas dicas...


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12/05/14

MULHERES QUE AMAM DEMAIS – A HISTÓRIA DA “MARIA”

Nova entrevista à Supa-Woman :)
Falei-vos há uns tempos aqui do grupo terapêutico “Mulheres que Amam Demais“, um grupo de ajuda para mulheres com dificuldade nas relações amorosas e na relação consigo mesmas, com foco na valorização pessoal, autonomia, amor próprio e segurança.
http://supa-woman.com/mulheres-que-amam-demais-a-historia-da-maria/

Porque gostamos de acompanhar as iniciativas que divulgamos, deixo-vos agora a história de sucesso de uma das frequentadoras do grupo, cedido pela psicóloga e mentora do MAD, Débora Água-Doce.
“A Maria chegou até mim preenchida por um sentimento de sufoco “são ciúmes” (…) ”não consigo controlar” (…) ”sou muito obsessiva”.
Contou-me que examina o telemóvel do namorado de uma ponta a outra, confirma tudo o que consegue. Não suporta que trabalhe com mulheres… Considera sempre a hipótese de que ele está interessado noutra pessoa. Não suporta quando ele se atrasa um pouco no telefonema do almoço; quando acontece esse atraso, Maria automaticamente fantasia que ele estará com outra mulher. Quando ele sai mais tarde do trabalho, Maria já imaginou vários cenários e quando ele chega, já não está feliz à sua espera… Surge uma discussão…
O tempo que deviam aproveitar para estar juntos a partilhar, é usado para se magoarem e afastarem.
A Maria tem noção que os seus pensamentos são apenas pensamentos, não são reais, contudo, não consegue evitá-los e inevitavelmente sofre… E como sofre… É uma dor insuportável. Vivencia tudo como se fosse real!
A Maria fala-me dos seus medos como se fossem reais, como se estivessem a acontecer…
Vive focada no namorado e na relação, esquecendo-se de si…Um dia confessou-me que já nem se cuida como antes, deixou de conseguir olhar para o espelho e sentir-se bonita!
“Preciso curar-me deste ciúme, desta insegurança!” foi o pedido de Maria ao Grupo Terapêutico “Mulheres que Amam Demais”; de alguma forma, sente que o Grupo a ajudou. Hoje fala-nos de forma diferente:
“As coisas têm corrido muito melhor. Mesmo! Muito mais do que aquilo que eu esperava… 
E mesmo às vezes quando não gosto de algumas situações, tenho deixado a vida correr sozinha. Sem pressões, sem stress…
Sinto o meu namorado muito mais próximo de mim, a procurar-me como antes (e não falo apenas da proximidade física) e também a tentar alterar alguns comportamentos que me incomodam/incomodavam.
Inscrevi-me num curso de costura (estou quase a terminar a minha primeira saia!), estou a fazer um tratamento ao rosto que há muito havia sendo adiado, tenho feito mais exercício (esta semana começo um novo programa de treino) e estou a alterar a minha (nossa) alimentação para uma vida mais saudável. 
São coisas pequenas, mas que me têm feito feliz. Já não fico em casa a espera que ele chegue… Esta é a minha maior mudança. 
Os meus amigos dizem que estou mais tranquila, melhor.”
Com a realização da terapia de grupo, desafiamos cada mulher a iniciar esta viagem que tem como destino: “Amo-me”! Pretendemos potenciar em cada uma das mulheres autonomia, amor próprio e segurança, ao promover competências pessoais e emocionais capazes de proporcionar uma aprendizagem ao nível de relacionamentos saudáveis, primeiro consigo própria e depois, naturalmente, com os outros. Para isso, propomo-nos trabalhar questões do foro emocional, nomeadamente a impotência, a raiva, a negação, a aceitação, a assertividade, o medo, a confiança, a segurança, a auto-estima e a liberdade, tendo sempre presente a questão: “O que é isto de Amar demais?”
Faça como a Maria, substitua o “vivo por ti!” por “vivo por mim”! “
Para as que sentem que chegou a altura de se virarem para si, antes de se darem aos outros, saibam que se inicia em Maio, em Lisboa, a segunda edição deste grupo terapêutico. Informem-se aqui e, se é esse o vosso caso, não deixem de se inscrever.

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