03/03/14

Mulheres que Amam Demais

Deixo-vos a entrevista à Supa-woman :)
http://supa-woman.com/mulheres-que-amam-demais/
"A propósito do Amor e das relações muito já se falou, tantos poetas escreveram, muita tinta correu,  todas nós já sofremos, já nos arrependemos, já batemos com a cabeça e já fomos felizes… As relações são um tema transversal a todas as mulheres (e a todos os homens, claro está) e falar delas, trabalhá-las, preservá-las e aperfeiçoá-las nunca é demais.
Na busca permanente por este tópico, acabámos por conhecer um grupo que tem como objectivo ajudar as mulheres nas suas dificuldades relacionais amorosas, “Mulheres que Amam Demais”; porque estou certa que haverá muitas de vós que precisam de um empurrão nesta área da vossa vida, fiquem a conhecer a iniciativa, pela “boca” de Débora Água-Doce, psicóloga do “Canto da Psicologia” e mentora deste grupo terapêutico.
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Como surgiu a ideia de criar este grupo?
O Canto da Psicologia está sempre envolvido em projectos dinâmicos, criados e pensados a partir das problemáticas mais urgentes e pertinentes que aparecem diariamente no seu contexto clínico; o nosso objectivo, acima de tudo, é promover o equilíbrio emocional e a saúde mental de quem nos procura. As dificuldades relacionais são a temática que mais surge para ser trabalhada; sendo maioritariamente na população feminina que emerge  este padrão, criámos o grupo “ Mulheres que Amam Demais”, para aquelas que procuram incessantemente um amor capaz de as fazer acreditar que finalmente são amadas mas que, repetidamente, acabam por se envolver em relacionamentos dependentes e destrutivos, tal é a sua necessidade de se relacionarem.
A que tipo de mulheres se destina o grupo?
Quando falamos de “Mulheres que Amam Demais”, falamos de mulheres que amam sempre para além delas e do outro, e que sofrem por sentir que não são amadas da forma que queriam. Vivem em constante desamor e colocam-se sempre a jeito para relações impossíveis e destrutivas! Não falamos necessariamente de mulheres mal tratadas fisicamente (o que não quer dizer que isso não possa ser consequência deste padrão comportamental) mas de mulheres que se maltratam e se deixam maltratar emocional e psicologicamente, numa procura incessante de um “amor impossível de conto de fadas”, mulheres que continuam a acreditar que o homem que encontraram é o seu príncipe, mesmo quando começa a surgir o sapo por detrás das vestes principescas; essas mulheres, por acreditarem ser as culpadas dessa transformação no outro, sentem que não têm que sair desse tipo de relação (e muitas das vezes, não o conseguem fazer). Deste modo suportam viver assim e submetem-se (seja por culpa ou por falta de amor próprio) a infidelidades, amores proibidos, clandestinos, violentos e manipuladores; estas mulheres são, regra geral, inteligentes, fortes, decididas, profissionalmente bem sucedidas e insubmissas, o que torna a compreensão de si próprias muito difícil, perante esta imagem de mulher emocionalmente instável.
Como pode o grupo ajudar as mulheres que o procuram?
Com a realização das oito sessões de terapia de grupo previstas, desafiamos cada mulher a iniciar esta viagem que tem como destino: “Amo-me”! Pretendemos, com esta frequência semanal, conseguir potenciar em cada uma das mulheres autonomia, amor próprio e segurança, ao promover competências pessoais e emocionais capazes de proporcionar uma aprendizagem ao nível de relacionamentos saudáveis, primeiro consigo  própria e depois, naturalmente, com os outros. Para isso, propomo-nos trabalhar questões do foro emocional, nomeadamente a impotência, a raiva, a negação, a aceitação, a assertividade, o medo, a confiança, a segurança, a auto-estima e a liberdade, tendo sempre presente a questão: “O que é isto de Amar demais?”
Já têm casos de sucesso?
Porque “O Canto da Psicologia” está a iniciar este projecto com este primeiro grupo, não temos para já casos de sucesso com ele relacionados; no entanto, em acompanhamentos individuais feitos pelos nossos colegas, já vamos tendo resultados suficientes que nos permitem por em prática uma iniciativa como esta! Importa chamar a atenção para o facto de, apesar desta iniciativa ser nova por cá, os casos de sucesso serem mais que muitos em países que aderiram a grupos do género.
Que conselhos tem a dar às mulheres que atravessam dificuldades na área do amor?
Se não o conseguirem ultrapassar os problemas sozinhas, aconselho que procurem ajuda, para que se redescubram no “quem sou eu”, “o que realmente gosto”, ” o que realmente me importa”, “o que me faz feliz”, ” o que me realiza” em vez de ” como me vê”, ” o que devo fazer para que me ame”, “o que espera de mim” , ” como quer que eu seja”, “o que quer que eu faça”… No fundo, para que conquistem a consciência plena da importância de si própria, num universo intenso de  afecto em que o princípio principal  é “amar-se demais” e nunca “de menos”.
Que cheguem ao fim desta “viagem” e que sejam capazes de substituir o :  “VIVO POR TI!” pelo “VIVO POR MIM!”!
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Se algumas de vocês se reviram nos comportamentos que a psicóloga Débora Água-Doce descreve, se por algum acaso perderam o foco em vocês e deixaram de se ter em conta como a pessoa mais importante da vossa vida, então não percam tempo. Adiram à iniciativa e partam à redescoberta de vocês mesmas."

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