31/03/14

Cartas de Amor @ A Psicóloga que Também é Blogger




Gosto de cartas… Em tempos os nossos avós e pais namoraram assim, comunicaram assim e hoje existimos também por causa delas.
E havia maneira mais pura de manifestar sentimentos e transmitir emoções?
Não tinham telemóvel, telefone, facebook… Apenas paravam no tempo, pegavam numa folha e caneta e pensavam, pensavam e escreviam o que lhes ia na alma.
Trocavam cartas como quem troca segredos, havia um misticismo em seu redor quase como se tivessem a fazer algo proibido mas tão puro como o mais nobre dos sentimentos que pode ser o Amor.
Era tudo mais puro, mais simples, mais bonito…


Lanço-vos um desafio: ESCREVAM UMA CARTA DE AMOR (Anónima) E ENVIEM PARA apsicologaquetambemeblogger@gmail.com JUNTOS VAMOS TROCAR SEGREDOS E MÁGICAS CARTAS DE AMOR <3


Débora Água-Doce

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30/03/14

O Amor é cego, e a Loucura acompanha-o sempre!

Já conhece esta história? 



"No inicio dos tempos, reuniram-se todos os sentimentos e qualidades dos homens num lugar da Terra.
Quando o Aborrecimento já se queixava pela terceira vez, a Loucura, como sempre tão louca, propôs-lhe:
- Vamos brincar às escondidas?
A Intriga levantou a sobrancelha intrigada, e a Curiosidade, sem poder conter-se, perguntou:
- Escondidas? Como é isso?
- É um jogo, explicou a Loucura, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão, enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro que encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo.
O Entusiasmo dançou seguido pela Euforia, a Alegria deu tantos saltos que acabou por convencer a Dúvida e até mesmo a Apatia.
Mas nem todos quiseram participar, a Verdade preferiu não se esconder...para quê? Se no final todos a encontravam?
A Soberba opinou que era um jogo muito tonto (no fundo, o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela), e a Cobardia preferiu não se arriscar.
- Um, dois, três, quatro...- começou a Loucura a contar. A primeira a esconder-se foi a Pressa, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.
A Fé subiu ao céu e a Inveja escondeu-se atrás da sombra do Triunfo, que com seu próprio esforço tinha conseguido subir na copa da mais alta árvore.
A Generosidade, quase não conseguia esconder-se, pois cada local que encontrava, parecia-lhe maravilhoso para alguns dos seus amigos: se era um lago cristalino, ideal para a Beleza. Se era uma árvore, ideal para a Timidez se esconder na sua copa, se era o voo de uma borboleta ou um rajada de vento, magnífico para a Liberdade. E assim, acabou por esconder-se num raio de sol.
O Egoísmo, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o inicio. Ventilado e cómodo, mas apenas para ele.
A Mentira escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris) e a Paixão e o Desejo, no centro dos vulcões.
O Esquecimento, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.
Quando a Loucura estava já pelos 999999, o Amor ainda não tinha encontrado um local para se esconder, pois já todos estavam ocupados, até que encontrou uma roseira e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.
- "Um milhão", contou a Loucura e começou a busca.
A primeira a aparecer foi a Pressa, apenas a três passos de uma pedra.
O Egoísmo, nem teve que o procurar! Ele saiu disparado sozinho do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, sentiu sede, e ao aproximar de um lago, descobriu a Beleza. A Dúvida foi mais fácil ainda, pois encontrou-a sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado se esconder. E assim, foi encontrando-os a todos.
O Talento entre a erva fresca, a Angústia, numa cova escura, a Mentira atrás do arco-íris (mentiram, estava no fundo do oceano) e até o Esquecimento, que já se tinha esquecido que estava a brincar às escondidas.
Apenas o Amor não aparecia em local nenhum...A Loucura procurou atrás de cada árvore, por baixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas!
Quando estava a ponto de se dar por vencida, encontrou um roseiral, pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito.
Os espinhos tinham ferido o Amor nos olhos. A Loucura não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, chorou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.
Desde então, desde que pela primeira vez se brincou as escondidas na Terra...o Amor é cego, e a Loucura acompanha-o sempre!"



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19/03/14

Ser Pai é…




"Os mais velhos só aprendem quando aceitam que, para educar os outros, é necessário, em primeiro lugar, querer aprender com eles. E isso só é possível quando, nas intenções da educação, a aquisição de conhecimentos for substituída pelo carinho à sabedoria."
Eduardo Sá


Ser pai é partilhar “viagens”, é aprender, é receber e ensinar.
É partilhar… Partilhar conversas, carinho, conquistas, esperanças e preocupações!
É Amar e ser Amado!

Guardo comigo memórias de menina… Memórias do meu Pai…
Lembro-me das horas infindáveis de cócegas que me deixavam com dor de barriga de tanto rir…
Recordo com saudade, as manhãs em que acordava e tinha na mesinha de cabeceira um chocolatinho, era um miminho que adorava receber. Acordava com um sorriso: “foi o meu pai”.

Gostava de te acompanhar para todo o lado… Lembro-me de uma fase em que foste camionista e eu adorava ir contigo. Apenas para te fazer companhia e ser ouvinte das tuas sábias historias.
Lembro-me de ouvir a tua voz: “filha, anda já com o pai”…”a mãe faz um lanchinho e vamos” e lá ia eu com um sorriso nos lábios, vestida de cor-de-rosa. Do teu colo, saltava para o “carro mais alto do mundo” e parecia que entrava num conto de fadas.

É chegado o momento da escola primária e com ela, as partilhas dos trabalhos de casa, eras tu quem lá estava na hora de aprender, eras tu quem lá estava na hora de disciplinar… Nem sempre gostei disso, mas hoje sei, que fizeste o teu melhor e esse teu melhor ajudou-me a ser quem sou hoje.

Obrigada!
Obrigada por teres lutado tanto para me “criar”!
Obrigada por tudo o que abdicaste na tua vida, para que à tua menina nada faltasse.
Obrigada pelo Amor e até pelos silêncios. Hoje entendo-os! És tu…
Obrigada por continuares aí e por me fazeres sentir que apesar de crescida, posso sempre contar contigo, mesmo sem o dizeres.
E sabes? Conta comigo, também!

Gosto muito de ti, Pai!
Feliz dia do Pai!


Débora Água-Doce



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03/03/14

Mulheres que Amam Demais

Deixo-vos a entrevista à Supa-woman :)
http://supa-woman.com/mulheres-que-amam-demais/
"A propósito do Amor e das relações muito já se falou, tantos poetas escreveram, muita tinta correu,  todas nós já sofremos, já nos arrependemos, já batemos com a cabeça e já fomos felizes… As relações são um tema transversal a todas as mulheres (e a todos os homens, claro está) e falar delas, trabalhá-las, preservá-las e aperfeiçoá-las nunca é demais.
Na busca permanente por este tópico, acabámos por conhecer um grupo que tem como objectivo ajudar as mulheres nas suas dificuldades relacionais amorosas, “Mulheres que Amam Demais”; porque estou certa que haverá muitas de vós que precisam de um empurrão nesta área da vossa vida, fiquem a conhecer a iniciativa, pela “boca” de Débora Água-Doce, psicóloga do “Canto da Psicologia” e mentora deste grupo terapêutico.
 ***
Como surgiu a ideia de criar este grupo?
O Canto da Psicologia está sempre envolvido em projectos dinâmicos, criados e pensados a partir das problemáticas mais urgentes e pertinentes que aparecem diariamente no seu contexto clínico; o nosso objectivo, acima de tudo, é promover o equilíbrio emocional e a saúde mental de quem nos procura. As dificuldades relacionais são a temática que mais surge para ser trabalhada; sendo maioritariamente na população feminina que emerge  este padrão, criámos o grupo “ Mulheres que Amam Demais”, para aquelas que procuram incessantemente um amor capaz de as fazer acreditar que finalmente são amadas mas que, repetidamente, acabam por se envolver em relacionamentos dependentes e destrutivos, tal é a sua necessidade de se relacionarem.
A que tipo de mulheres se destina o grupo?
Quando falamos de “Mulheres que Amam Demais”, falamos de mulheres que amam sempre para além delas e do outro, e que sofrem por sentir que não são amadas da forma que queriam. Vivem em constante desamor e colocam-se sempre a jeito para relações impossíveis e destrutivas! Não falamos necessariamente de mulheres mal tratadas fisicamente (o que não quer dizer que isso não possa ser consequência deste padrão comportamental) mas de mulheres que se maltratam e se deixam maltratar emocional e psicologicamente, numa procura incessante de um “amor impossível de conto de fadas”, mulheres que continuam a acreditar que o homem que encontraram é o seu príncipe, mesmo quando começa a surgir o sapo por detrás das vestes principescas; essas mulheres, por acreditarem ser as culpadas dessa transformação no outro, sentem que não têm que sair desse tipo de relação (e muitas das vezes, não o conseguem fazer). Deste modo suportam viver assim e submetem-se (seja por culpa ou por falta de amor próprio) a infidelidades, amores proibidos, clandestinos, violentos e manipuladores; estas mulheres são, regra geral, inteligentes, fortes, decididas, profissionalmente bem sucedidas e insubmissas, o que torna a compreensão de si próprias muito difícil, perante esta imagem de mulher emocionalmente instável.
Como pode o grupo ajudar as mulheres que o procuram?
Com a realização das oito sessões de terapia de grupo previstas, desafiamos cada mulher a iniciar esta viagem que tem como destino: “Amo-me”! Pretendemos, com esta frequência semanal, conseguir potenciar em cada uma das mulheres autonomia, amor próprio e segurança, ao promover competências pessoais e emocionais capazes de proporcionar uma aprendizagem ao nível de relacionamentos saudáveis, primeiro consigo  própria e depois, naturalmente, com os outros. Para isso, propomo-nos trabalhar questões do foro emocional, nomeadamente a impotência, a raiva, a negação, a aceitação, a assertividade, o medo, a confiança, a segurança, a auto-estima e a liberdade, tendo sempre presente a questão: “O que é isto de Amar demais?”
Já têm casos de sucesso?
Porque “O Canto da Psicologia” está a iniciar este projecto com este primeiro grupo, não temos para já casos de sucesso com ele relacionados; no entanto, em acompanhamentos individuais feitos pelos nossos colegas, já vamos tendo resultados suficientes que nos permitem por em prática uma iniciativa como esta! Importa chamar a atenção para o facto de, apesar desta iniciativa ser nova por cá, os casos de sucesso serem mais que muitos em países que aderiram a grupos do género.
Que conselhos tem a dar às mulheres que atravessam dificuldades na área do amor?
Se não o conseguirem ultrapassar os problemas sozinhas, aconselho que procurem ajuda, para que se redescubram no “quem sou eu”, “o que realmente gosto”, ” o que realmente me importa”, “o que me faz feliz”, ” o que me realiza” em vez de ” como me vê”, ” o que devo fazer para que me ame”, “o que espera de mim” , ” como quer que eu seja”, “o que quer que eu faça”… No fundo, para que conquistem a consciência plena da importância de si própria, num universo intenso de  afecto em que o princípio principal  é “amar-se demais” e nunca “de menos”.
Que cheguem ao fim desta “viagem” e que sejam capazes de substituir o :  “VIVO POR TI!” pelo “VIVO POR MIM!”!
***
Se algumas de vocês se reviram nos comportamentos que a psicóloga Débora Água-Doce descreve, se por algum acaso perderam o foco em vocês e deixaram de se ter em conta como a pessoa mais importante da vossa vida, então não percam tempo. Adiram à iniciativa e partam à redescoberta de vocês mesmas."

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