04/02/14

Dia Mundial da luta contra o Cancro

“Curar”

Inicio este texto com uma palavra por muitos ansiada. Aquela palavra capaz de fazer magia, de afastar os fantasmas e de aproximar a esperança.
“Curar” chegou até mim há 2 anos… Chegou com a esperança de ser um facilitador nos processos terapêuticos… Chegou por alguém repleto de esperança, de sabedoria e desejo de partilha.

“Se eu não tratar de mim, então quem é que trata?
E se eu só tratar de mim, então sou o quê?
E se eu não me preocupar com isso agora, preocupo-me quando?”
Hillel, O Tratado dos Pais

E foi graças a esta preocupação que “curar” chegou até mim.
Um momento fulcral da minha carreira, originou este encontro. Com ele aprendi inúmeras coisas, mas a que trago mais presente é a de que a vida é uma Luta. E é uma luta que não vale a pena ser travada apenas para si próprio.
Quis a vida que este encontro fosse fugaz…
Adoeceu… Adoeceu com a temida doença.
O Cancro!
A doença cujo dia Mundial se assinala hoje!
Enquanto Psicóloga deveria escrever algo mais científico, mas o momento que vivencio não o permite e partilho desta forma a minha esperança.

“Há coisas que só se podem escrever quando já não dói…” Jorge Semprun

Este caso que me marcou e sobre o qual escrevi estas palavras, é um caso de esperança!
Não houve tempo para lutar. A doença levou-o assim… Sem pedir licença. Em tão pouco tempo…
Mas continua a ser um caso de esperança!
Encontro efémero mas tão rico… Tão significante.
As últimas palavras que me disse: “Não desistas”!
As últimas palavras que vos escrevo hoje: Não desistam!
O Homem é um ser profundamente Social! Não podemos viver felizes, não conseguimos curar-nos no mais íntimo de nós, sem encontrar um sentido na nossa relação com o mundo que nos rodeia, ou seja, naquilo que damos aos outros.
A esperança faz parte do processo de Cura, é necessário acreditar nessa possibilidade! É necessário lutar! É urgente… NÃO DESISTIR!!!
Vamos juntos continuar esta luta que é… A VIDA!

“Coragem não é a ausência de medo.
É fazer o que é necessário, apesar do medo”
Jack Canfield e Mark Victor Hansen


Débora Água-Doce
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