14/02/14

Deixe a PAIXÃO ir e o AMOR nascer…



“Basta um segundo para se ter uma paixão por alguém, e basta um dia para gostar de alguém… Mas é necessária toda uma vida para amar alguém.”


Todos gostamos de estar apaixonados… É uma sensação mágica! Tudo nos parece perfeito! Nada nos incomoda… São extasiantes os dias passados a suspirar… As saudades… O cheiro… O toque… O sorriso… O olhar…
Lembra-se desta sensação?

“Estou tão apaixonada… Não consigo pensar em mais nada… Acordo a pensar em ti! Adormeço contigo no pensamento… Conto os minutos para te abraçar… Basta-me ficar a sentir a tua respiração… O tempo pára… Nada mais importa… Tantas borboletas...”

São emoções indiscritíveis… Sensações inigualáveis!
Tantas coisas em comum! Um sentimento tão forte… Tão lindo!
Mas… Será que vivemos em paixão para o resto da vida?
O que acontece quando as diferenças surgem?
O que fica quando a perfeição se transforma em imperfeição?
O que acontece quando o “O Conto de Fadas” não se concretiza?

Talvez lhe pareça estranho, mas o “Conto de Fadas” é muito importante! Os nossos primeiros conceitos sobre relações, amor e o “viveram felizes para sempre”, são fortemente influenciados pelas histórias que lemos e pelos filmes a que assistimos. É certo, que não estamos à espera do príncipe que aparece no cavalo branco, mas também é certo que sonhamos que uma certa dose de magia acompanhe o nosso amor! Algo semelhante ao que experienciamos na fase de enamoramento…

Quando o enamoramento passa, como fazemos? O que fica? Acabou?
“Sinto diferente”… “Quero sentir borboletas…”
Num relacionamento, após a fase da paixão, devemos ver a magia da vida em cada dia… A magia da partilha e a magia do cuidado com alguém…
Não nos devemos deixar levar pelas expectativas de um conto de fadas, onde a história é unicamente sobre a procura do amor e o resto da vida se resolve por si só.
Ame!!!
Ame, Mesmo…

“Enamora-se é amar as coincidências
E amar, enamorar-se das diferenças”



Débora Água-Doce





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05/02/14

"Mulheres que Amam Demais"

“Para algumas mulheres, amar é sempre sinónimo de sofrer. As mulheres que amam demais são atraídas por homens perturbados, distantes, temperamentais e ignoram os “bons rapazes”, que consideram aborrecidos. Põem de parte amigos e interesses para estarem sempre disponíveis para ele. Sentem-se vazias sem ele, muito embora, estar com ele, seja um tormento.“
Robin Norwood



A Psicóloga que também é Blogger e O Canto da Psicologia uniram-se pelo Amor e deram à luz o Grupo Terapêutico "Mulheres que Amam Demais"!

O Grupo de Apoio a Mulheres que Amam Demais, nasce com o objectivo de potenciar  e elevar em cada mulher, a sua própria capacidade de se amar , promovendo  competências pessoais e emocionais  - bloqueadas na dependência de relacionamentos dependentes e destrutivos  - capazes de proporcionarem uma aprendizagem ao nível de relacionamentos saudáveis  consigo própria e, com os outros.

Porque o AMOR não é dependência afectiva! Porque uma relação não é sofrimento!


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04/02/14

Dia Mundial da luta contra o Cancro

“Curar”

Inicio este texto com uma palavra por muitos ansiada. Aquela palavra capaz de fazer magia, de afastar os fantasmas e de aproximar a esperança.
“Curar” chegou até mim há 2 anos… Chegou com a esperança de ser um facilitador nos processos terapêuticos… Chegou por alguém repleto de esperança, de sabedoria e desejo de partilha.

“Se eu não tratar de mim, então quem é que trata?
E se eu só tratar de mim, então sou o quê?
E se eu não me preocupar com isso agora, preocupo-me quando?”
Hillel, O Tratado dos Pais

E foi graças a esta preocupação que “curar” chegou até mim.
Um momento fulcral da minha carreira, originou este encontro. Com ele aprendi inúmeras coisas, mas a que trago mais presente é a de que a vida é uma Luta. E é uma luta que não vale a pena ser travada apenas para si próprio.
Quis a vida que este encontro fosse fugaz…
Adoeceu… Adoeceu com a temida doença.
O Cancro!
A doença cujo dia Mundial se assinala hoje!
Enquanto Psicóloga deveria escrever algo mais científico, mas o momento que vivencio não o permite e partilho desta forma a minha esperança.

“Há coisas que só se podem escrever quando já não dói…” Jorge Semprun

Este caso que me marcou e sobre o qual escrevi estas palavras, é um caso de esperança!
Não houve tempo para lutar. A doença levou-o assim… Sem pedir licença. Em tão pouco tempo…
Mas continua a ser um caso de esperança!
Encontro efémero mas tão rico… Tão significante.
As últimas palavras que me disse: “Não desistas”!
As últimas palavras que vos escrevo hoje: Não desistam!
O Homem é um ser profundamente Social! Não podemos viver felizes, não conseguimos curar-nos no mais íntimo de nós, sem encontrar um sentido na nossa relação com o mundo que nos rodeia, ou seja, naquilo que damos aos outros.
A esperança faz parte do processo de Cura, é necessário acreditar nessa possibilidade! É necessário lutar! É urgente… NÃO DESISTIR!!!
Vamos juntos continuar esta luta que é… A VIDA!

“Coragem não é a ausência de medo.
É fazer o que é necessário, apesar do medo”
Jack Canfield e Mark Victor Hansen


Débora Água-Doce
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