16/01/14

Quando a magia da maternidade se transforma num turbilhão de emoções dolorosas...




A depressão pós-parto pode acontecer a qualquer mulher. Não importa se tem um companheiro carinhoso ou não, se teve um parto fácil ou difícil ou se a gravidez foi cuidadosamente planeada ou se “aconteceu”.
O diagnóstico “depressão pós-parto” traz consigo uma carga emocional negativa e é visto como um estigma e juízo associado ao ser-se “má mãe”. Contudo, é importante lembrar que a gravidez é um processo de mudança na mulher! Mudança física e emocional! É um processo marcado por vulnerabilidade e pela perda inesperada de identidade “já não sou a Ana, sou a mãe da Maria” (sic)
Este estado depressivo pode tornar-se numa depressão com consequências bastante graves, quer para a mulher quer para quem a rodeia. Contudo, a depressão pós-parto na maioria das mães recentes é algo de passageiro, sem grandes consequências. No entanto, quanto mais depressa for detectada, mais depressa será tratada, diminuindo assim a gravidade das consequências.

Deixo-lhe aqui alguns dos sintomas que poderão estar associados a depressão pós-parto:

  •     Irritabilidade, crises de choro constantes
  •     Ansiedade
  •     Diminuição da energia
  •     Sensação de cansaço
  •     Sensação de vazio e de tristeza
  •     Baixa auto-estima
  •     Vontade de dormir muito ou de dormir muito pouco
  •     Sentimentos de culpa, incapacidade, pessimismo, sensação de inutilidade
  •     Perda de desejo sexual
  •     Perda de peso ou aumento de peso excessivo
  •     Dificuldade de concentração e falta de memória
  •     Dificuldade em tomar decisões

Se suspeitar que pode estar a sofrer de depressão pós-parto procure ajuda. A psicoterapia promove o bem-estar e o reencontro com a sua identidade!
Atreva-se a ser “a pessoa” que também é mãe e não apenas a “mãe”!

Débora Água-Doce

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