05/07/13

Casa comigo novamente… Desta vez vamos ser felizes!




Já ouviu a expressão: “voltar para um velho amor é como ler um livro pela segunda vez, já sabe como vai terminar”?

Emocionalmente tendemos a acreditar que esta expressão é completamente falsa, que há sempre outra oportunidade quando há amor e que nunca é tarde para recomeçar. A realidade, porém, muitas vezes, mostra-nos o lado inverso do nosso ideal romântico de relação.
Viver uma relação baseada apenas no amor não é sinónimo de felicidade. É claro que o mais importante é o amor, mas ele, sozinho, não alimenta uma relação. É preciso muito mais do que isso. Partilha, respeito, companheirismo, objetivos de vida em comum, diversão, intimidade física, são apenas algumas das diversas características básicas que alimentam uma relação.

Quando um casal se separa, frequentemente não é por falta de amor, mas sim porque algumas das características básicas não estavam fortes o suficiente, o que impossibilita a continuidade duma relação equilibrada e feliz.

Após a separação, enfrentam-se muitas dificuldades… A carência, a saudade da rotina vivida na relação, as noites que parecem não terminar, os dias em que não se sabe o que fazer… Acreditamos que estaríamos melhor com aquela pessoa que tanto significou para nós.
Mas porque reagimos assim?
Porque sentimos que toda a imperfeição anterior se pode transformar na perfeição presentemente?
Porque é mais fácil aceder a algo já conhecido do que permitir a entrada do desconhecido. Assusta-nos ter consciência da ausência do conforto de uma relação que fez parte da nossa vida por tanto tempo. Recomeçar é difícil… O vazio preenche-nos!

E no seio do luto da relação, eis que surge uma reaproximação da pessoa e com ela, uma esperança que alivia o sofrimento. Como a mente mente, e a verdade não advém apenas da razão, acreditamos que desta vez vai ser diferente, que tudo vai ser melhor. Que a pessoa mudou! Retrocedemos…
Quando existe um recomeço, ao início tudo é mágico! Lembra-se da fase da paixão e do enamoramento? É semelhante!
Contudo, a rotina volta, a paixão diminui e muito provavelmente sente que nada mudou…
O luto de uma relação é longo e doloroso… É preciso tempo para a recuperação! Faz parte do processo de “renascimento”.
A carência leva a confundir emoções o que gera a vontade de reconciliação. Não se esqueça que a carência faz parte do processo de luto, é necessário aceder à tristeza para conseguir “voar sozinho”.
Não quero com isto dizer que não existem finais felizes com o(a) ex-companheiro(a), existem!!! Contudo, também existem os finais não felizes e é preciso ter consciência dessa possibilidade!

A felicidade encontra-se dentro de nós e não no outro! O maior Amor que pode sentir, é o amor por si próprio.

Questione-se do porquê de permitir novamente que alguém que o magoou volte a entrar na sua vida…
E dê uma oportunidade a si próprio de ser feliz!
Ame-se!



Débora Água-Doce
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