27/06/13

Como se mede o Amor?





Quantas vezes já disse ou ouviu a expressão "eu amo-te mais" ou "tu não me amas tanto quanto eu"?
Quantas vezes não falou, com alguém sobre este tema?
Acha possível medir o Amor?
Existe alguma forma de medir este sentimento?
Mede-se como?
Pelos gestos... Atitudes...
Olhares...
Palavras...
Existe algum padrão de comportamento para as pessoas que amam?

Vamos imaginar que num casal, um deles é muito romântico e valoriza o romantismo, mas outro é o oposto e não liga nenhuma ao romantismo. Quer dizer que o romântico ama mais?
Faz-lhe sentido concluir isto?
É natural que o romântico fique triste, pois gostava de "receber o que dá", mas isso determina o amor?
As pessoas são todas diferentes! Essas diferenças fazem com que tenham formas também diferentes de expressar as emoções. O que não significa que o sentimento seja menor, é apenas expressado de forma diferente.

Quando se está numa relação e se sente um desequilíbrio, talvez seja importante "olhar de fora". Muitas vezes o sentimento está lá, contudo, a expectativa criada à volta do que é o Amor,  leva à frustração e ao sentimento de vazio. É como se procurasse algo inexistente...
É importante ter consciência das diferenças que perfazem um casal. É importante reconhecer as suas necessidades e as do seu parceiro. Aceitando as diferenças e procurando em conjunto, um partilha e ajustamento que leve ao equilíbrio.
Não temos que mudar ninguém, mas podemos ajustar-nos, sem fugir à nossa personalidade, contribuindo para uma melhor relação.

O Amor mede-se?
O Amor constrói-se!

"Não se pode medir a quantidade de amor! 
Não há muito ou pouco amor... Há Amor!"


Débora Água-Doce
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21/06/13

Sorte ou Paixão?




Muitas vezes ouço a expressão “tiveste sorte” ou “fulano x teve sorte”. Mas será que é sorte?
Será que nenhuma dessas pessoas lutou para atingir o seu sonho?
Hoje trago-vos uma história que poderá ser interpretada como sorte, como persistência, ou como as duas, depende da sua leitura…
É uma história real!

Tive sorte? Muitos dirão que sim… Muitos dizem-me que sim. Mas eu acredito que não foi sorte! Acredito na persistência, na capacidade de ir atras e nunca desistir dos nossos sonhos.
Fiz toda a faculdade como trabalhadora-estudante, de outra forma não teria tido oportunidade de a frequentar… Lembro-me dos dias difíceis, dos dias em que estava muito cansada e só me apetecia ir dormir mas tinha que estudar, lembro-me dos dias em que os meus colegas saíam e eu ía trabalhar… Lembro-me dos dias em que o cansaço me vencia e só me apetecia desistir, mas… O sonho era superior ao cansaço, muito superior! Conclui o curso! Sem desistências!
Findo este processo, chegou o momento do estágio… Todos à minha volta me diziam que era quase impossível conseguir trabalho como Psicóloga, “não tens cunhas nessa área, diziam-me”…
Enviei durante quase 2 anos currículos diariamente e nada… Cheguei por momentos a acreditar que era impossível! Um dia, decidi arriscar tudo! O meu emprego foi durante 3 meses procurar trabalho!!! Começava de manhã e terminava à hora de ir dormir, fazia horas extra ;)
Foram os 3 meses mais sufocantes da minha vida, nunca tinha estado sem trabalhar… Enviava uma média de 50 CV’s diários… Que loucura! Fazer cartas de apresentação adequadas a cada clínica, a cada instituição, a cada empresa… O desespero!
Um dia, início de Setembro, quando a esperança já teimava em fugir, recebi um telefonema a marcar uma entrevista para o dia seguinte. Será possível? Pensei.
No dia seguinte lá fui, com a esperança no olhar. A conversa corria muito bem, até me ser perguntado o porquê de eu querer tanto uma oportunidade e nesse momento eu dar por mim a deixar as lágrimas cair… A emoção de sentir uma oportunidade perto de mim era tão grande que não consegui evitar… “estou tramada”, senti. Saí de lá com a sensação de que tinha perdido uma oportunidade até porque se despediram de mim dizendo: “então pronto, se já não ligarmos, boa sorte para o futuro”!
No dia seguinte de manhã, fui acordada com um telefonema, era o Sr. que me tinha entrevistado a dizer que começava na 2ª feira… Não sei o que senti… No momento nem acreditei… Senti que a estrelinha estava lá para mim!
Foram 3 meses de procura de trabalho que mudaram a minha vida!!!
Na semana a seguir lá estava eu a dar os primeiros passos na carreira que tinha sonhado para mim. Era mágico! Lembro-me de como me empenhava… As noites que passava a fazer relatórios, a ler, a estudar… Eu queria mesmo ser merecedora daquela oportunidade!
Passados uns dias, recebi outro telefonema, de um Psicólogo que não podia dar-me emprego mas gostava muito de me poder ajudar de alguma forma. Lá fui ter com ele e tornou-se meu supervisor, só porque acreditava em mim.
E assim fui aprendendo e descobrindo a arte da capacidade de Sonhar!
Tive sorte? Tive, mas conquistei-a!
Não acredito muito na sorte! Acredito na persistência. Na capacidade de irmos atras dos sonhos, na resiliência! Acredito na capacidade de ultrapassarmos os obstáculos que se cruzam no nosso caminho. Na capacidade de ouvir um “não” e continuar à procura de um ”sim”. Acredito no mérito! Acredito na Paixão! Sinto que só se pode ser realmente bom a fazer o que quer que seja, se realmente colocarmos paixão naquilo que fazemos.
Não acredito que a nossa sorte está dependente dos outros! A sorte está em nós!!! A sorte está em lutar por aquilo que queremos.
Sei que muitas vezes é difícil e só apetece desistir, mas é importante não baixar os braços! É importante continuar a viagem!
Não desista dos seus sonhos e coloque paixão em tudo o que fizer… A Sorte vai aparecer!


Débora Água-Doce
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13/06/13

Ciúme… Vivo por ti!




A Maria chegou até mim preenchida por um sentimento de sufoco “são ciúmes”…”não consigo controlar os ciúmes”…”sou muito obsessiva”(sic).
Contou-me que examina o telemóvel do namorado de uma ponta a outra, confirma tudo o que consegue. Não suporta que trabalhe com mulheres… Desconfia sempre que ele está interessado noutra pessoa. Não suporta quando ele se atrasa um pouco no telefonema do almoço, quando acontece esse atraso, Maria, automaticamente fantasia que ele estará com outra mulher.
Quando ele sai mais tarde do trabalho, Maria já imaginou vários cenários e quando ele chega, já não está feliz à sua espera… Surge uma discussão… O tempo que deviam aproveitar para estar juntos a partilhar, é usado para se magoarem e afastarem.
A Maria tem noção, que os seus pensamentos são apenas pensamentos, não são reais, contudo, não consegue evitá-los e inevitavelmente sofre… E como sofre… É uma dor insuportável… Vivencia tudo como se fosse real!
A Maria, fala-me dos seus medos como se fossem reais, como se estivessem a acontecer…
Vive focada no namorado e na relação! Esquecendo-se de si…
Há dias confessou-me que já nem se cuida como antes, deixou de conseguir olhar para o espelho e sentir-se bonita!
“Preciso curar-me deste ciúme, desta insegurança!”(sic).

Existem vários tipos de ciúmes, no entanto, os mais comuns são aqueles vivenciados numa relação a dois, tal como a relação da Maria.
Já todos, em algum momento da nossa vida sentimos ciúme! O ciúme é um sentimento inerente ao ser humano e, embora seja quase sempre conotado negativamente, existem formas positivas de lidar com ele e muitas vezes é saudável para a relação.
Mas e quando o ciúme é como o da Maria?
Quando é vivenciado assim, pode não só destruir a relação do casal, como afetar negativamente qualquer pessoa, não só aquela que é incapaz de controlar o ciúme, como aquela que é alvo do mesmo. O ciúme está frequentemente associado a comportamentos paranóicos, de desconfiança e obsessivos, em que um elemento do casal tenta controlar o outro ao máximo, limitando o que faz, com quem se relaciona…
É necessário ter consciência de que este tipo de ciúme não é saudável, nem para si, nem para a relação.
Já pensou que os ciúmes que sente, por exemplo, quando o seu namorado fala de uma certa colega de trabalho ou quando vai tomar café com aquela amiga podem ser um indicador de que falta algo na vossa própria relação?
Gostava que ele a convidasse de vez em quando apenas para um café? Gostava que ele partilhasse consigo o mesmo tipo de conversas que partilha com os amigos?
Se sim, transforme os ciúmes em dedicação e viva mais a sua relação, fale das suas necessidades ao seu namorado e peça-lhe que ele faça o mesmo.
Os ciúmes não só criam sentimentos de frustração, raiva e insegurança na relação, como potenciam a baixa auto-estima.
Não permita que o ciúme promova sentimentos negativos sobre si própria. Mude aquilo que quer mudar em si, mas faça-o por si e não por ele!
Cuide mais de si!
Substitua o “vivo por ti!” por “vivo por mim!”!!!

Débora Água-Doce


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10/06/13

Os Homens também choram!




Ainda em pequena reparei, que o meu pai chorava! Vi-o muitas vezes emocionado com qualquer programa televisivo que pudesse tocar no coração…
Aos olhos de uma criança, o pai é uma figura inabalável, contudo, para mim sempre ficou claro que também é uma figura sensível. A sua expressão séria era substituída pela expressão da emoção que vivenciava naquele momento e… Como era mágico ver a máscara cair… Os homens também choram. Desde cedo aprendi essa lição.

Para mim, o choro não é sinónimo de fraqueza. Muito pelo contrário. É sinónimo de humanidade, sensibilidade e afeto.
Desmistifiquemos a ideia de que apenas as mulheres choram e são sentimentais. Os homens não são assim tão diferentes das mulheres. Também eles sofrem de dores emocionais, são ciumentos, precisam de colo…
O homem é um ser inteiro, com vícios e virtudes, forças e fraquezas, sucessos e fracassos, emoções e convicções. É um ser sociável, humano, ético. É um ser com um passado e um presente.
Ser Homem é ser uma parte que completa outra!


Débora Água-Doce
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