04/05/13

Culpa!?



Não te consigo descrever na tua essência…
É difícil perceber de onde surgiste e o porquê de me dominares em determinados momentos, da forma como dominas. Fazes-me sofrer e prejudicas-me!
Não me deixas libertar de coisas que, no fundo sei que não sou culpada, mas que insistes em me querer culpar.
Mas porquê? Pergunto-me.
Porque é que existes? Porque me causas dor? Porque não me deixas ter a “lucidez” que preciso e ao invés influencias-me constantemente?
Quando te sinto pesas-me nos ombros e embrulhas-me o estômago, fazes-me doer… Bloqueias-me o pensamento e impedes-me de tomar decisões. Provocas-me muita confusão mental e demasiada ansiedade.
No fundo sei e sinto que na maioria das vezes que sinto, não deveria sentir. Sei que não sou culpada de muitas coisas pelas quais me culpo.
Não sei… Talvez se não existisses os meus problemas tivessem uma menor dimensão no meu pensamento.
Tento fazer o melhor que sei pelos que me são próximos, mas tu, dizes-me que não é o suficiente. Só queria que me deixasses viver a minha vida de uma forma mais liberta, mais simples.
Não tenho culpa de as pessoas serem como são! Eu também sou como sou e tentei procurar ajuda para resolver aquilo que não gosto em mim ou penso que devo melhorar.
Talvez seja um engano mas penso que se me desses tréguas, podia ser mais feliz.
Mas quem é que será que deve dar tréguas a quem?!

Estas são as palavras que libertaram as emoções sentidas pela “Maria” com relação ao que tem sido para si viver com Culpa.
A “Maria” é uma mulher igual a tantas outras, contudo, conhece bem as suas fragilidades e essa consciência abriu o caminho para a procura de bem-estar!
Ao longo da nossa vida temos momentos de paz e felicidade, mas temos igualmente a nossa porção de dor. Acontecem coisas que não esperávamos, que não merecíamos, que não entendemos. A nós e àqueles que amamos. Isso Dói…
Há, porém, o facto curioso de que em muitas ocasiões somos nós mesmos a fazer as coisas que depois nos fazem sofrer.

"Quando eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha Nazi, pude observar que alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros, distribuindo as suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas ensinaram-me uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos a última das suas liberdades – escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do seu destino", escreveu Vicktor Frankl.

Existe em cada um de nós a possibilidade de escolha, a possibilidade de ser Feliz!

Débora Água-Doce
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