16/04/13

"Tanta ROUPA e nada para VESTIR!" Tanta EMOÇÃO e nada para SENTIR!





Cada vez mais existe uma maior oferta de estilos, as tendências surgem a um ritmo alucinante e entram na nossa vida sem pedir licença, são as montras fantásticas, as revistas com estilos brilhantes, a televisão, a internet, etc, etc, tudo é viável no que toca a publicar Moda e a questão que se coloca é: conseguimos resistir a tanta beleza?
Umas vezes, sim, outras vezes, não. Muitas vezes torna-se difícil resistir, principalmente para quem é amante de Moda ;) e claro está, adoramos que os modelitos façam parte do nosso Guarda-Roupa!
O facto de não conseguirmos resistir a um modelito de cortar a respiração ou a um estilo que poderá provocar muitos “estás gira!”, gera um consumo exagerado que ao fim de algum tempo, provoca o caos do Guarda-Roupa e apesar de termos looks fantásticos dentro do nosso “Armário de Sonhos” acabamos por proferir a expressão “Tanta Roupa e nada para Vestir”!
O que vestir para ir trabalhar? O que vestir para ir a uma festa? O que vestir para ir jantar fora? O que vestir para ir passear? O que vestir…?
Apesar de termos tanta Roupa, não sabemos o que fazer com ela, o que coloca a necessidade de realizar uma selecção do que é prático, do que é sofisticado, do que é versátil…
Do que nos faz sentir bem!

Mas… O que tem isto da Roupa a ver com Emoções?

Tal como as peças de Roupa que se amontoam no nosso “Armário de Sonhos”, também as nossas Emoções se amontoam na nossa Vida, gerando muitas vezes, também elas um caos, o caos Emocional.
E o que fazer com as Emoções? Para que servem elas?
Também servem para “embelezar” quem somos?
A Emoção também surge sem pedir licença! Surpreende-nos, submerge-nos e transforma-nos! Dá-nos a perfeita noção de que não somos apenas razão e autocontrolo.
A Roupa e a Emoção são comuns principalmente num aspecto: PREPARAM-NOS PARA A ACÇÃO!
Tal como na Moda, não existe o bonito e o feio, existe o gosto pessoal, também não podemos rotular as emoções de boas ou más, positivas ou negativas. Simplesmente, podem umas ser mais agradáveis e outras mais desagradáveis, ambas com o papel de nos orientar para a sobrevivência.
Há pouco, falei-vos da existência de vários tipos de roupa de acordo com determinadas ocasiões, mas, será que as emoções, quando adaptativas, também se configuram diferencialmente? Têm papéis diferentes?
Claro que sim!
As emoções desagradáveis protegem-nos do perigo e orientam-nos para objectivos e para acções específicas.
As emoções agradáveis motivam-nos para explorar o mundo que nos rodeia de forma proactiva e devolvem a harmonia depois de experiências emocionais desagradáveis.

A Psicanálise contribuiu para a nossa compreensão do modo como as pessoas se defendem das realidades emocionais dolorosas, mas o que torna as pessoas felizes?
Para muitas pessoas, até o simples aceitar de um elogio é algo muito difícil. Frequentemente as pessoas arranjam maneira de sabotar a sua própria felicidade, receando o risco de alcançarem o que realmente desejam, com medo que no fim as coisas corram mal!
Mas as pessoas têm essa capacidade! Está lá escondida no íntimo de nós, tal como aquele vestido rosa que ficou no fundo do armário. Ouse em procura-lo!
Permita-se a experienciar sentimentos bons. Permita-se a ver num perigo, uma oportunidade.
Permita-se a sentir Emoções em determinadas situações, não se conforme em conhecer a sensação de apenas uma ou duas. Permita-se a sentir o “tecido” que as caracteriza e “vista” aquelas que melhor lhe assentam!

Débora Água-Doce
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