01/04/13

Quando o “viveram felizes para sempre” não se concretiza…



“… Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...
 “..”
Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...
“…”
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só”
The Gift - Primavera

Olho à minha volta e vejo… Vazio! Tudo está vazio. Já arrumei todas as minhas coisas, já tirei tudo o que é meu. Guardei até as lembranças dos tempos em que fomos felizes. Restam espaços vazios. Espaços que antes se “vestiam” de cor, de forma, de luz, de esperança!
Esperança de que tivéssemos um “viveram felizes para sempre”!
Onde está essa esperança agora? Não a encontro. Só vazio. Somente vazio.
Pergunto-me: o que nos separou? O que nos juntou? Paro. Penso. E sinto… O que nos juntou, separou. Dá pelo nome de Amor! Sim, o amor… O amor junta e separa.
Eu sei. Eu sinto. Sinto que te quis por te amar e sinto que parto por te amar.
Mas... Poderei viver sem ti? Não sinto força!
Estou perdida!
Fiquei sem sonhos. Sem projectos!
Estarei a sonhar? Talvez esteja. Vou acordar amanhã e vai estar tudo bem! Estarei aqui nesta casa, neste quarto, neste mundo. Estarás a meu lado. Estará tudo bem.
Vagueio pela casa. A cada passo, sinto um aperto. A cada passo sinto que não estou a sonhar, é real! Vejo que tivemos tudo e vejo que perdemos tudo! Gastámos as palavras. O silêncio apoderou-se de nós. Perdemo-nos!
Fecho a porta.
Fecho o capítulo principal da minha vida.
Choro. Como choro…
Estou fraca. Não tenho força para andar. Para seguir para um novo capítulo.

Esta é uma história comum a muitas outras. É uma história que nos emociona de alguma forma, todos nós queremos finais felizes. Todos nós ficamos tristes quando o amor termina. Todos nós temos necessidade de amar e sermos amados.
Esta é a história da Maria, que se apaixonou, que viveu e que se separou! A Maria neste momento luta para não chorar o passado, luta em viver o momento, luta em virar a página e começar o novo capitulo da sua vida. Tem consciência que a sua história de amor não se resume a um desencontro.
Neste momento virámos a página e começámos a escrever algumas palavras. A Maria é uma mulher igual a tantas outras, contudo, sabe que merece e quer ser feliz, tem a “tinta” necessária para continuar a escrever as páginas da sua vida.
Porque é sempre possível começar de novo.
Acredite!
Comece de novo! Apaixone-se por si e depois… Recomece a sua vida.
Permita-se a Sonhar de novo. Vire a página!

Débora Água-Doce

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