22/04/13

COMPRAS! Sinónimo de Saúde e Bem-Estar?





Um estudo britânico demonstra que fazer compras queima quase 400 calorias por semana. Foram entrevistadas 2000 mulheres que afirmaram ficar mais cansadas após um dia de compras, do que depois de um treino no ginásio. Concluiu-se que uma mulher percorre cerca de 248 quilómetros por ano, só em compras. Por semana, gasta, em média, cerca de duas horas e meia, ou seja, 4,7 quilómetros. A pesquisa refere ainda que as mulheres vivem cerca de 13 horas por mês em supermercados, shoppings e lojas, e que duas horas seguidas de compras podem queimar 283 calorias, enquanto três horas podem simplesmente combater todas as calorias de um hamburger. Um outro estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, conclui que fazer compras não só é benéfico para a saúde, como evita a solidão, a depressão, melhora o equilíbrio mental e ajuda a viver mais e melhor, por mais tempo.

Hum… Interessante!...
Mas se é assim, como manter este “exercício” quando a crise nos afecta pessoalmente?
Vamos todas ficar deprimidas e viver menos e pior?
Que estratégias podemos adoptar para perder calorias, sentirmo-nos bem emocionalmente e não nos sentirmos sozinhas?
As compras, estão muitas vezes associadas ao preenchimento de um vazio, através da procura e aquisição de algo, pelo que, existe a necessidade de estarmos atentas ao nosso comportamento, de forma a evitar dependência às compras (excitação perante a expectativa das compras; prazer na aquisição de objectos supérfluos; arrependimento e remorsos pelo dinheiro gasto e pela perda de controlo; repetição do acto para superar o mau estar). Esta dependência acaba por promover a absorção total da pessoa, que gradualmente se vai desligando e esquecendo da vida social e familiar, assim como do trabalho e dos seus outros interesses.
Colocando de parte a hipótese da dependência e considerando apenas a necessidade da compra de roupa como promotor de auto-estima, é importante referirmos que a imagem de perfeição “estampada” nos meios de publicidade não combina com o dia-a-dia da maioria das mulheres. A disponibilidade de tempo, de dinheiro e do próprio desejo são antagónicas à questão social frente à imagem física, o que em algumas mulheres gera culpa e sensação de inferioridade e baixa auto-estima.
Além do histórico pessoal de cada mulher, os padrões de beleza vigentes influenciam directamente nesse sentido.
A auto-estima constrói-se ainda na infância, a partir da relação com os pais (ou prestadores de cuidados), logo, as crianças que são muito criticadas, ou não recebem muita atenção dos pais, podem viver na procura desse reconhecimento, mesmo com outras pessoas, o que pode transportar-se para a vida adulta.
Existem vários tipos de padrões de comportamento/pensamento em mulheres com baixa auto-estima ou com uma imagem corporal negativa, nomeadamente: sentem-se insatisfeitas relativamente ao seu aspecto físico; pensam que a sua aparência é alvo de crítica e avaliação por parte dos outros; dão uma importância excessiva ao aspecto físico ao auto-avaliarem-se; têm uma preocupação angustiante com o corpo; podem pesar-se, medir-se, maquilhar-se e experimentar roupa de uma forma excessiva, perdendo muito tempo com esses rituais; evitam situações sociais em que sintam que o seu corpo está mais exposto ou que sintam que são mais avaliadas; comparam-se com outras mulheres colocando-se numa posição de inferioridade; entre outros.
Esta dificuldade em valorizar-se pode gerar muitos problemas a nível pessoal mas também a nível profissional.
Pelo que é urgente apaixonar-se por si!!!
Mas como?
Como promover a Saúde Física e Mental?
Como promover a Auto-Estima?
Como ser “Feliz” sem recorrer às compras?
Tem alguma ideia?
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Débora Água-Doce
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