Um estudo britânico demonstra que
fazer compras queima quase 400 calorias por semana. Foram entrevistadas 2000
mulheres que afirmaram ficar mais cansadas após um dia de compras, do que
depois de um treino no ginásio. Concluiu-se que uma mulher percorre cerca de
248 quilómetros por ano, só em compras. Por semana, gasta, em média, cerca de
duas horas e meia, ou seja, 4,7 quilómetros. A pesquisa refere ainda que as
mulheres vivem cerca de 13 horas por mês em supermercados, shoppings e lojas, e
que duas horas seguidas de compras podem queimar 283 calorias, enquanto três
horas podem simplesmente combater todas as calorias de um hamburger. Um outro
estudo publicado no Journal of
Epidemiology and Community Health, conclui que fazer compras não só é
benéfico para a saúde, como evita a solidão, a depressão, melhora o equilíbrio
mental e ajuda a viver mais e melhor, por mais tempo.
Hum… Interessante!...
Mas se é assim, como manter este
“exercício” quando a crise nos afecta pessoalmente?
Vamos todas ficar deprimidas e
viver menos e pior?
Que estratégias podemos adoptar
para perder calorias, sentirmo-nos bem emocionalmente e não nos sentirmos
sozinhas?
As compras, estão muitas vezes
associadas ao preenchimento de um vazio, através da procura e aquisição de
algo, pelo que, existe a necessidade de estarmos atentas ao nosso
comportamento, de forma a evitar dependência às compras (excitação perante a
expectativa das compras; prazer na aquisição de objectos supérfluos;
arrependimento e remorsos pelo dinheiro gasto e pela perda de controlo;
repetição do acto para superar o mau estar). Esta dependência acaba por
promover a absorção total da pessoa, que gradualmente se vai desligando e
esquecendo da vida social e familiar, assim como do trabalho e dos seus outros
interesses.
Colocando de parte a hipótese da
dependência e considerando apenas a necessidade da compra de roupa como
promotor de auto-estima, é importante referirmos que a imagem de perfeição “estampada”
nos meios de publicidade não combina com o dia-a-dia da maioria das mulheres. A
disponibilidade de tempo, de dinheiro e do próprio desejo são antagónicas à questão
social frente à imagem física, o que em algumas mulheres gera culpa e sensação
de inferioridade e baixa auto-estima.
Além do histórico pessoal de cada
mulher, os padrões de beleza vigentes influenciam directamente nesse sentido.
A auto-estima constrói-se ainda na
infância, a partir da relação com os pais (ou prestadores de cuidados), logo,
as crianças que são muito criticadas, ou não recebem muita atenção dos pais,
podem viver na procura desse reconhecimento, mesmo com outras pessoas, o que
pode transportar-se para a vida adulta.
Existem vários tipos de padrões de
comportamento/pensamento em mulheres com baixa auto-estima ou com uma imagem
corporal negativa, nomeadamente: sentem-se insatisfeitas relativamente ao seu
aspecto físico; pensam que a sua aparência é alvo de crítica e avaliação por
parte dos outros; dão uma importância excessiva ao aspecto físico ao
auto-avaliarem-se; têm uma preocupação angustiante com o corpo; podem pesar-se,
medir-se, maquilhar-se e experimentar roupa de uma forma excessiva, perdendo
muito tempo com esses rituais; evitam situações sociais em que sintam que o seu
corpo está mais exposto ou que sintam que são mais avaliadas; comparam-se com
outras mulheres colocando-se numa posição de inferioridade; entre outros.
Esta dificuldade em valorizar-se
pode gerar muitos problemas a nível pessoal mas também a nível profissional.
Pelo que é urgente apaixonar-se por
si!!!
Mas como?
Como promover a Saúde Física e
Mental?
Como promover a Auto-Estima?
Como ser “Feliz” sem recorrer às
compras?
Tem alguma ideia?
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Débora Água-Doce
Débora Água-Doce

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