29/03/13

Gostar de mim...


“Aqui neste quarto, sinto um enorme vazio… Devia sair e ir ter com amigos, mas sei que depois me vou sentir mal… Não consigo sair e não me comparar com as outras pessoas e… Isso dói tanto… Todos me parecem melhores que eu! Mais competentes, mais interessantes, mais atraentes… Enfim… Sinto que não tenho valor.
As pessoas que me são mais próximas referem que alcancei muitos sonhos e que tenho valor, contudo, sinto que o dizem para me agradar, porque gostam de mim. É como se tivessem pena de mim e me dissessem esses elogios para eu me sentir melhor…
Eu sei que não tenho valor…”

Esta é a história de alguém que vive com uma baixa auto-estima. Esta é a história de alguém igual a tantas outras pessoas, contudo, é a história de alguém que conhece bem as suas fragilidades e essa consciência abriu o caminho para a procura de bem-estar, abriu o caminho para a procura de ajuda!
Ao longo da nossa vida temos momentos de paz e felicidade, mas temos igualmente a nossa porção de dor. Acontecem coisas que não esperávamos, que não merecíamos, que não entendemos. Isso Dói…
Há, porém, o facto curioso de que em muitas ocasiões somos nós mesmos a fazer as coisas que depois nos fazem sofrer.
Gostar de nós próprios é talvez o mais importante dos factores para sermos felizes, aquele que garante a nossa sobrevivência num mundo cada vez mais difícil de enfrentar. Quando nos sentimos bem connosco próprios, quando acreditamos que temos valor e que somos competentes, em vez de nos criticarmos constantemente, alcançamos o tão desejado Bem-Estar. Alcançamos a capacidade de VIVER!

Débora Água-Doce
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Boa Páscoa :)


Muitas vezes, sentimos nesta altura do ano uma certa nostalgia… Parece que existe um “nervoso miudinho” instalado dentro de nós…
As ruas vestem-se de ovos, as montras enchem-se de coelhinhos, as pessoas correm de um lado para o outro à procura do melhor chocolate, mas no fim… Lá surge aquela ansiedade…
Muitas vezes, em vez de aproveitarmos o momento, passamos o tempo preocupados com o que ainda não fizemos ou com o que pode correr mal, o que gera ansiedade e impede-nos de estar bem. E afinal, estaremos nós a viver a Páscoa? Ou estaremos nós a permitir que as preocupações sejam a nossa vida?

Esta Páscoa aproveite o momento! Aproveite cada pormenor… Cada sensação!
Tenha uma Boa Páscoa!

Débora Água-Doce
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28/03/13

Inventem-se novos Invernos!



Muito já se ouviu falar das Depressões sazonais… Elas são caracterizadas por episódios depressivos que tendem a concentrar-se no período do inverno, onde a falta de luminosidade leva a mudanças no humor.
Os sintomas da depressão sazonal são mais evidentes entre o final da tarde e o início da noite, além da sonolência e falta de motivação, o indivíduo pode apresentar aumento do apetite, perda de energia e tristeza.
É importante não confundir depressão e tristeza, são coisas bem distintas. A tristeza é experienciada por todos nós e não precisa de tratamento. A depressão já é algo que necessita de acompanhamento psicológico.

Para ultrapassar este Inverno, sugiro que não fique parado. Saia! Não se conforme com o sofá e a manta ao fim-de-semana. Permita-se a desafiar o frio! Passeie! Aprecie o movimento e tudo o que está à sua volta. Pratique exercício, o desporto é algo que promove o bem-estar! Vá ao cinema! Saia com os amigos… A família… Leia um livro…
Faça tudo o que lhe apetecer, excepto ficar em casa à espera que o Inverno passe.
Inventemos novos Invernos, seja Feliz!!!


Débora Água-Doce
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27/03/13

Eu consigo!


“Era uma vez… Uma corrida de sapinhos. O objetivo era chegarem ao topo de uma grande torre.
No local, estavam imensas pessoas a assistir.
Começou a competição…
No meio da multidão apenas se ouvia: "Que pena... Os sapinhos não vão conseguir, não vão conseguir!"
E os sapinhos começaram a desistir. No entanto, havia um que persistia e continuava a subir, em direcção ao topo.
A multidão continuava a gritar: "Que pena! Vocês não vão conseguir!"
E os sapinhos estavam mesmo a desistir, um por um... Excepto aquele sapinho que continuava tranquilo, embora cada vez mais cansado.
No final da competição, todos desistiram, menos ele!
Curiosos, os outros sapinhos quiseram saber o que tinha acontecido... E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, descobriram: o sapinho era surdo!”

Quantas e quantas vezes sentiu que não era capaz de fazer algo? E quantas vezes desistiu de fazer algo por considerar que não iria conseguir?
Tal como aconteceu com os sapinhos, também acontece connosco… Contudo, a desmotivação não vem necessariamente dos outros mas sim, de nós.
Muitas vezes somos apanhados em armadilhas mentais que tendem a fazer-nos desistir do que desejamos. São estilos de pensamento, hábitos mentais comuns que aprisionam, dão a sensação de se estar encurralado, condicionam o humor e prejudicam o bem-estar.
A capacidade de reconhece-las permite que não se caia tão facilmente nelas, contribuindo para uma perspectiva mais clara dos acontecimentos.

Esta história é à volta da autoconfiança e da falta de autoconfiança. Mas o que é isso?
Quando falamos em autoconfiança referimo-nos à segurança que cada um sente independentemente da situação em que se encontra. Apesar de sermos bons, termos competências ou capacidade para um bom desempenho num determinado domínio, não sabemos tudo. É a forma como encaramos as nossas dificuldades que nos ajuda a desenvolver/ou não a nossa autoconfiança.
A autoconfiança estabelece uma intenção face algo e a probabilidade de ser capaz de conseguir encontrar uma forma de ter êxito.
 A falta de autoconfiança é incapacitante e limita-nos nas oportunidades que vão surgindo ao longo da vida, pondo em risco as nossas possibilidades de conseguir ter sucesso. Isto é, quando estamos constantemente a pensar que o nosso resultado não vai ser o pretendido, isto leva a direcionarmos o nosso foco de atenção para fora do nosso objetivo. Por outro lado, se formos autoconfiantes as possibilidades de obtermos sucesso são mais e favoráveis. Quando temos confiança que é possível obter sucesso, faremos tudo o que é necessário para que tal aconteça.
O ponto de partida é o mesmo para todas as pessoas, mas é o desenvolvimento da nossa autoconfiança que irá permitir que possamos chegar mais além do que alguém que não a tem.

A forma como comunicamos connosco mesmos tem um peso importante na construção da nossa autoconfiança. Não permita que o seu pensamento construa a ideia de que os seus sonhos não serão realidade. Acredite nos seus sonhos!!!
A confiança não é uma garantia de sucesso, mas um padrão de pensamento que irá melhorar a probabilidade de sucesso. A chave para o desenvolvimento de competências, é através do envolvimento na aquisição de conhecimento, aplicando-o várias vezes até que se torne eficaz. Baseando-nos nas experiências treinadas e trabalhadas, alcançamos uma sensação naturalmente mais autoconfiança.

Permita-se a ser “surdo” da sua autoconsciência que lhe diz que não vai conseguir! Acredite em si!!!
Diga: “Eu consigo!” 

Débora Água-Doce
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26/03/13

Hábitos e costumes – Impedidores Psicológicos de mudança?


Conta a lenda que, numa determinada região, as árvores estavam a morrer e os frutos eram muito raros. Um profeta chamou um representante do povo e disse:
- Cada pessoa só pode comer uma peça de fruta por dia.
A ordem foi obedecida por gerações e a ecologia do local foi preservada. Como os frutos restantes davam sementes, outras árvores surgiram e toda aquela região se transformou num solo fértil, invejado pelas outras cidades. O povo, contudo, continuava a comer apenas uma peça de fruta por dia, fiel à recomendação que um antigo profeta tinha passado aos seus ancestrais. Além do mais, não deixava que os habitantes das outras aldeias se aproveitassem da farta produção que ali acontecia todos os anos. E o resultado era só um: a fruta apodrecia no chão.
Um novo profeta surgiu e disse ao representante do povo:
- Deixe as pessoas comerem a fruta que quiserem e digam-lhes que dividam esta abundância com os vizinhos.
O representante do povo chegou à cidade com a nova mensagem, mas acabou por ser apedrejado, já que o costume estava arraigado no coração e na mente de cada um dos habitantes. Com o tempo, os jovens da aldeia começaram a questionar aquele hábito bárbaro e, como a tradição dos mais velhos era intocável, resolveram afastar-se da região. Assim, podiam comer quanta fruta quisessem e dar a restante a quem necessitava de alimento.
No antigo local, só ficaram as pessoas incapazes de ver que o mundo se transforma e que nós nos devemos transformar com ele.

Esta história ajuda-nos a perceber que devemos estar menos presos psicologicamente a hábitos e rotinas já ultrapassadas, e mais abertos internamente para ouvir sugestões, permitindo a MUDANÇA. Quando temos algum padrão profundamente arreigado dentro de nós, devemos em primeiro lugar, tornar-nos racionalmente conscientes dele para podermos alterar a condição.
Tal como nesta história existia uma resistência psicológica que impedia a mudança, também na nossa vida, arranjamos várias resistências que nos impedem de alcançar a consciência do padrão existente, nomeadamente as nossas fugas aos assuntos; muitas vezes para justificar a nossa resistência, presumimos com frequência coisas acerca dos outros; crescemos com crenças que se transformam na nossa resistência psicológica à mudança; possuímos ideias acerca de nós mesmos que usamos como limitações a mudar; a nossa resistência manifesta-se frequentemente em desculpas (ex: não consigo pensar agora, faço-o depois); medo da mudança; entre muitas outras resistências que criamos como “antidoto” à mudança.
Muitas vezes, também utilizamos aqueles que nos são mais próximos como ”resistências”, achando que eles é que precisam de mudar algumas coisas e não nós.
Olhe para si! Permita-se a “comer mais de que um fruto por dia” e conheça-se internamente sem resistências psicológicas! Este é o primeiro passo para a transformação.

Débora Água-Doce
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