20/09/18

Sobre os Sonhos...



“Nasci assim... Numa família humilde. Sou assim... Não vale a pena lutar”
“Não nasci num berço de ouro, azar...”
“As coisas boas nunca me acontecem”
“Não tenho Sorte”
“Uns nascem para vencer outros para sobreviver”
“A vida não acontece como nos Contos de Fadas, não existem Cinderelas”
“Não tenho dinheiro para estudar”
“Tenho de ajudar os meus pais”

Tantas afirmações limitadoras... Tantas vezes desabafadas no meu Sofá Terapêutico.
Será que é preciso Sorte para que os nossos Sonhos se realizem ou precisamos de arregaçar as mangas e fazer acontecer?

Sou uma sonhadora.
Quem me conhece sabe-o e quem me lê, também já deve tê-lo percebido.
Não consigo nem quero esconde-lo.
Sonho desde que me lembro de existir. Faço-o desde muito cedo, desde as minhas brincadeiras de criança. Em menina sonhava com Contos de Fadas e mundos cor-de-rosa.
Hoje, sonho ainda mais… Talvez com mais cores e outros Contos que não apenas os de Fadas.
Sou uma apaixonada pelo Amor, pelos Animais, pelas Pessoas, pela Natureza... De pensamento em pensamento as imagens vão surgindo a cada instante na minha mente. Dedico-lhes a maior atenção, reparo em cada detalhe, aprecio cores, sons, sorrisos, pessoas... As ideias vão surgindo e os Sonhos vão ganhando forma.
Da mesma forma que sonho, simplesmente, pelo bom que é existir, também sonho com aquilo que quero para a minha vida. Já muitas vezes vos disse que não existem limites para os Sonhos e continuo a reiterar essa premissa.

Já muitas vezes vos trouxe este tema e continuarei a escrever sobre o mesmo pois “Sempre que o homem sonha o mundo pula e avança”[António Gedeão].

Hoje este tema surge pela inspiração que é a nossa Cristina Ferreira. Admiro tanto esta Mulher...
A Cristina é a prova de que não existem limites para o Sonho. Tudo aquilo em que acredita, faz acontecer.
Todos os seus projetos são um sucesso. E vocês, muitas vezes acham que é sorte, ou desvalorizam as suas conquistas...
Mas lembram-se da educação humilde que teve? Sabem os esforços que fez para chegar aqui?
É fácil dizer que não temos sorte, que as coisas boas não nos acontecem, que só acontecem aos outros, mas por acaso sabem o caminho que a Cristina fez para aqui chegar? As dificuldades que ultrapassou e ultrapassa?
A Cristina podia limitar-me a ser Sonhadora, mas a verdade é que não descansa enquanto não faz acontecer.

A Cristina teve sorte? Conquistou-a!
Não acredito na Sorte! Acredito em Sonhos, acredito em mim, acredito em ti, acredito na força motriz que existe em cada um de nós que nos permite fazer acontecer.
Somos seres extraordinários com habilidades únicas. Lembra-te sempre disso!
No caminho da concretização do Sonho, alguns [ou muitos] obstáculos surgirão, mas se caíres e te levantares, se continuares o caminho, mesmo que para isso tenhas que mudar de direção, tu vais conseguir! Eu sei!!! Confia em mim. Confia em ti!  Tu consegues!!!
Não deixes [NUNCA] de acreditar. Se existe um Sonho em ti, começa hoje mesmo o caminho que te ajudará a faze-lo acontecer. Não existem limites para o teu Sonho. Os limites são colocados por ti.
Não deixes os teus sonhos serem apenas sonhos. Cuida deles, dedica-te a eles, realiza-os. Realiza-te!

Já vos contei a estória dos sapinhos?
“Era uma vez… Uma corrida de sapinhos. O objetivo era chegarem ao topo de uma grande torre.
No local, estavam imensas pessoas a assistir.
Começou a competição…
No meio da multidão apenas se ouvia: "Que pena... Os sapinhos não vão conseguir, não vão conseguir!"
E os sapinhos começaram a desistir. No entanto, havia um que persistia e continuava a subir, em direção ao topo.
A multidão continuava a gritar: "Que pena! Vocês não vão conseguir!"
E os sapinhos estavam mesmo a desistir, um por um... Excepto aquele sapinho que continuava tranquilo, embora cada vez mais cansado.
No final da competição, todos desistiram, menos ele!
Curiosos, os outros sapinhos quiseram saber o que tinha acontecido... E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, descobriram: o sapinho era surdo!”

Acredito que a Cristina, muitas vezes no seu caminho, ouviu vozes descrentes, mas permitiu-se a ser “surda”!

Experimenta também! Não desistas! Acredita em ti!!!
Diz: “Eu consigo!”
É possível!!!

Com amor,

Débora


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18/09/18

Uma bagagem que nos pesa



Sozinha, no sofá, pensas... Pensas nos caminhos que te trouxeram até aqui! Pensas nas escolhas que fizeste. Recordas sorrisos e lágrimas...
Percebes que a tua mala já não é pequena. Percebes que já muitas se juntaram e que neste momento não as consegues levantar sozinha.
Tens uma bagagem do tamanho da tua idade. Do tamanho das tuas vivencias...
Uma nova mala nas tuas mãos... é cor de rosa e enorme. Começas a colocar vestes do presente mas teimas em lembrar o que existe nas outras, quase como se quisesses ter a certeza que essas peças já não te servem, mas enquanto fazes isso, as novas vestes esperam por ti e quando parares para as olhar podem já não ter tanta importância, correndo o risco de serem apenas bagagem...

Todos nós carregamos uma bagagem. Umas mais pesadas que outras, mas todas elas simbólicas e representativas de quem somos.
São a personificação de vivencias passadas, de pessoas, de escolhas, de caminhos...
São passado.
Guarda as aprendizagens e começa a colorir a tua nova mala, constrói a bagagem que hoje te faz sentido.

Não deixes de viver o agora com medo que volte a correr mal. Não vivas em função do que não foi...
Vive o agora!
Confia nas tuas novas vestes e segue de cabeça erguida. Confia nos sorrisos e nunca te esqueças que as coisas boas também acontecem hoje e sempre.

Se a bagagem te pesa... Não a tentes mover! Deixa-a ficar arrumadinha e usa apenas o que tens hoje ;)
Enquanto trazes memorias do passado, o presente vai passando e impede-te de construir um futuro!
A vida é sobre quem és e sobre quem queres ser e não sobre quem foste!


Um abraço,
Débora Água-Doce

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04/09/18

Profissões que são Amor




Hoje celebra-se o dia Nacional do Psicólogo e a propósito desta data venho escrever-vos sobre esta minha profissão que tem “cheiro” a Missão!

Existem profissões que têm como base de trabalho o afecto [eu chamo-lhe Amor], profissões que resultam da possibilidade de uma relação segura [eu chamo-lhe criar laços], profissões que destapam as virtudes de cada um e remendam as imperfeições [eu chamo-lhe renascer], profissões que são emoções; sentimentos; vivencias; sonhos; medos; perdas...
Existem profissões que sabem a obrigação outras que sabem a liberdade!
Profissões repletas de regras, outras de sensações.
Profissões que limitam Sonhos, outras que os potenciam.


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27/08/18

A Beleza...



Sinto cada vez mais, que vivemos na era da imagem! Tudo é direcionado para a imagem perfeita, para o que promove o elogio.
Constantemente somos assaltados por marketing visual, pelo que é bonito, pelo que é aceite socialmente, pelo que é expectável sermos.
Vivemos na era da Selfie, onde o mostrar daquela fotografia espetacular te trará uma centena de aprovações, mas no fim... Existem cada vez mais pessoas a sofrer em silencio por não sentirem que estão à altura, por não se acharem bonitas o suficiente, de acordo com o estereótipo da perfeição que nos é imposto.




De acordo com vários autores o conceito de imagem corporal é impossível de definir claramente. Metodologicamente, e de acordo com Hopwood et al. (2001), não existe, hoje em dia, qualquer consenso face à definição de perturbação da mesma. Não há ainda uma teoria unitária que congregue todas as abordagens existentes. Cash e Pruzinsky (1990) são da opinião de que é um conceito extremamente ambíguo.



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20/08/18

Vulnerabilidade

No seguimento do ultimo texto que vos partilhei, sobre a doença que me afecta, recebi inúmeras mensagens de agradecimento pela partilha, mas também de louvor pela coragem da mesma.
Essas mensagens criaram a necessidade de hoje vos trazer o tema: Vulnerabilidade.



Durante a formação em Psicologia, é-nos ensinado desde muito cedo que uma certa distancia e inacessibilidade contribuem para o prestigio e que, se formos demasiados empáticos a nossa credibilidade é colocada em causa.
Foram anos a ouvir isto, mas o certo é que quando fiquei frente a frente com o primeiro paciente, essa premissa desapareceu e só a empatia e a vontade de dar e ajudar surgiram em mim.
Mais tarde [em 2013], com a criação do Blog, surgiu novamente essa premissa da necessidade de manter um certo distanciamento... Tinha de me proteger, diziam-me!
Como poderia arriscar ser vulnerável, contando histórias sobre o meu caminho até aqui, sem parecer frágil para vos ajudar? Como ter uma “capa” profissional?
Inicialmente foquei-me muito em histórias de casos clínicos, mas rapidamente comecei a soltar palavras sobre mim, sobre todos nós, sobre a vida. Não temi as consequências.
Esta sou eu, esta é a minha forma de vos chegar, com partilhas reais [minhas ou de outros], com pontos em comum na vida de cada um.
Somos todos iguais no Ser e no Sentir e não é por ter esta Missão que sinto de forma diferente. Sou tão pessoa como vós. Apenas tenho ferramentas para vos iluminar o caminho e ajudar-vos a seguir o caminho do Amor.
Estamos aqui para criar vínculos uns com os outros. É este vinculo que dá propósito e significado às nossas vidas.

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17/08/18

A endometriose e eu...

Em Junho, escrevia-vos sobre os 5 anos deste Blog e sobre como a Psicossomática também a mim tinha chegado e obrigado a parar [podem ler ou reler aqui: http://www.apsicologaquetambemeblogger.pt/2018/06/palavras-que-escasseiam.html#more ]. Prometi que vos escreveria sobre a doença que me obrigou a parar, que me obrigou a mudar a forma de viver e olhar para mim.
Aqui estou...



A minha doença chama-se Endometriose, [A endometriose é uma doença tão dolorosa como desconhecida. Afeta cerca de 176 milhões de mulheres em todo o mundo e é uma das principais causas de infertilidade. Consiste no aparecimento e crescimento do tecido endometrial fora do útero. Caracteriza-se por provocar fortes dores pélvicas durante a menstruação ou dor pélvica crónica, que pode chegar a ser incapacitante. Ainda hoje não se sabe a origem da mesma, não houve nenhum avanço no tratamento sintomático da endometriose nos últimos anos e continua sem existir cura.] mas não a mais simples, se é para ter que seja Endometriose Profunda Grave [nas formas graves da doença, as massas de endometriose podem atingir outros órgãos pélvicos, nomeadamente o reto, vagina, cólon sigmoide, ureteres, bexiga e nervos superficiais e profundos. Algumas formas de endometriose profunda podem, ainda, envolver outros órgãos, por exemplo o diafragma e pulmão]. Foi este o meu diagnostico depois de vários anos de sintomas... Lamentavelmente, esta doença é de difícil diagnostico e poucos médicos estão despertos para a mesma. Muitas vezes é desvalorizada e confundida com outras.
Há uns anos comecei a ter infecções urinárias recorrentes [assim pensava eu] e coincidiam quase sempre com a semana da menstruação [que gradualmente deixou de surgir] ou com momentos de maior stress na minha vida. Tomei antibióticos sem conta e regularmente lá voltavam os malditos sintomas...

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07/08/18

O Mindfulness na busca do Amor



“A prática do Mindfulness constitui um comprometimento total com cada momento presente. Convidando-nos a relacionarmo-nos com esse momento em plena consciência, com uma intenção de incorporarmos o melhor possível uma orientação de serenidade, atenção plena e compaixão, no aqui e agora de cada momento.”
Jon Kabat-Zinn



Parar um momento no nosso dia para estar em contacto com quem somos genuinamente é o ato de Amor mais puro que podemos exercer para connosco.

Hoje em dia, ouve-se muito falar sobre Mindfulness , sobre a importância do aqui e agora. Parece que virou a moda do século. Contudo, esta prática é milenar e teve a sua origem no Budismo. Mais tarde, o Mindfulness foi introduzido na sociedade Ocidental por Jon Kabat-Zinn que ligou Mindfulness à Ciência.. Jon Kabat-Zinn desenvolveu a teoria de que a meditação poderia ser usada sem qualquer componente religiosa e criou o programa MBSR — Mindfulness Based Stress Reduction (redução de stress baseada em atenção plena) que veio revolucionar a forma como o mindfulness  é visto e de onde derivam as demais teorias.

A meditação permite-nos ter mais consciência dos nossos comportamentos e não obstante de quem somos.
Foi há uns anos [mais de 14 anos] que introduzi esta prática na minha vida, mesmo sem saber que o estava a fazer. Recordo-me que coincidiu com a minha entrada na faculdade, onde, conciliava os estudos e o trabalho. As aulas eram ao final do dia e quando chegava a casa, dava por mim a sentar-me na cama e a ficar pelo menos uma hora a pensar... A pensar no meu dia, no que tinha acontecido, no que tinha sentido... Não percebia o porquê dessa necessidade diária, mas a verdade é que passou a fazer parte da minha rotina. Muitas vezes pensava que estava a perder tempo, contudo, não conseguia evitar esse momento.
Mais tarde percebi que se tratava de uma forma de meditação e de como tinha sido importante permitir-me a estes momentos no meio de uma vida tão acelerada e exigente.


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